O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

sábado, 28 de julho de 2012

O ateu, o crente e o bicho-papão

Outro dia alguém me enviou pelo twitter a seguinte pergunta: “quando vc era criança também acreditava em bicho-papão, porque deixou de acreditar?”
Minha primeira reação foi ignorar a pergunta, formulada em tom de crítica a um tweet que postei testemunhando minha fé em Deus. Imaginei que o autor da pergunta não esperava resposta, apenas pretendia sugerir a estupidez da minha fé. Tive a mesma sensação que experimentei quando comecei a ler um texto sobre “razões porque deixei de ser crente” e o autor logo na primeira página comparou a crença em Deus à crença no Saci-Pererê. Mas, passado o ímpeto de deixar pra lá, resolvi responder, pelo menos para mim mesmo.
Minha resposta começaria afirmando que jamais acreditei em bicho-papão. O que me aterrorizava na infância eram os ciganos e o “velho do saco”. Devo isso às minhas avós, que diziam que esses homens malvados gostavam de raptar meninos desobedientes. Registro que acredito em ciganos e velhos do saco, não necessariamente como raptores de crianças, embora seja em parte verdadeiro. Mas resolvi responder como se meu imaginário infantil tivesse sido ocupado por esse tal de bicho-papão.
Eis, portanto, algumas razões porque, embora continue acreditando em Deus, deixei de acreditar em bicho-papão.
.    Não conheço nenhum adulto que acredita em bicho-papão;
.    Não conheço nenhuma civilização baseada em bicho-papão;
.    Não conheço nenhuma religião que considere o bicho-papão um ser divino;
.    Nunca ouvi uma pessoa dizer que foi transformada pelo bicho-papão;
.    O bicho-papão não constitui o dilema existencial humano desde sempre;
.    Nenhuma tradição de pensamento humano se ocupa com o bicho-papão;
.    Nenhum gênio da humanidade viveu atormentado por causa do bicho-papão;
.    O bicho-papão não se sustenta num texto considerado sagrado por mais da metade da população mundial, escrito ao longo de 2 mil anos, por 40 autores diferentes;
.    Não existe quem atribua a existência do universo ao bicho-papão;
.    Jamais alguém defendeu sua fé no bicho-papão com a própria vida;
.    Nenhuma das virtudes humanas é associada ao bicho-papão;
.    O bicho-papão não é uma crença universal e atemporal;
.    O bicho-papão não ajuda a explicar o mundo em que vivo;
.    O bicho-papão não ajuda a explicar a complexidade da raça humana;
.    O bicho-papão não ajuda a explicar o homem que sou.
Cansei. Já passa da meia noite.

Fonte: Blog do Pastor Ed René Kivitz. 

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Palavra de Deus...


Imensurável é o significado da Palavra de Deus para a humanidade. Isso porque é através da audição da Palavra que o Espírito Santo convence o homem da necessidade de salvação, levando-o a reconhecer que é um pecador e que precisa do Redentor.
É a Palavra de Deus que alimenta o cristão espiritualmente e a ele dá o vigor necessário para prosseguir na caminhada. É a Palavra de Deus que apresenta as promessas do Criador ao homem, inclusive a maior de todas: a salvação eterna (e, diferente do homem, o que Deus promete, cumpre). É a Palavra de Deus que nos indica o caminho a seguir, como devemos agir, como deve ser nosso andar, nosso falar, nosso pensar, nosso viver.
Resumindo, para termos a real noção da importância da Palavra, basta lembrarmos que Jesus Cristo é a Palavra de Deus: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, como a glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Evangelho de João, capítulo 1, versículos 1 e 14).
A Epístola aos Hebreus, no capítulo 4.12, nos afirma que “... a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Segundo o Pr. Severino Pedro da Silva (2004), "vários sentidos representam o valor desta espada de dois gumes: a Palavra de Deus. (...) Ela ataca e defende; ela fere e cura; ela justifica o homem e também o condena; (...) ela indica o caminho da vida e o caminho da morte; ela é doce e também amarga; ela prepara o homem como cidadão na terra e como cidadão do céu."
Relaciono a seguir assertivas interessantes a respeito da Bíblia Sagrada:
"É minha fé na Bíblia que me serviu de guia em minha vida moral e literária. Quanto mais a civilização avance, mais será empregada a Bíblia." (Immanuel Kant)

"É impossível governar perfeitamente o mundo, sem Deus e sem a Bíblia." (George Washington)

“Se eu a coloco (a Bíblia) abaixo de todos os livros, ela é a que mantêm todos eles, se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é a coração desses livros, e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca.” (Rui Barbosa)

“Nossa fé é alimentada pelo que está claro nas Escrituras e testada pelo que é obscuro.” (Agostinho)

“A Bíblia é entre os livros aquilo que Cristo é entre os homens.” (Anônimo)
  
“Assim como uma casa se faz com tijolos, mas uma pilha de tijolos não é uma casa, também uma verdade cristã se faz com versículos – mas um amontoado de versículos não equivale necessariamente a uma verdade bíblica. Uma casa é resultado de um processo inteligente de ordenação harmoniosa de tijolos, todos agrupados conforme determinado projeto. Assim também, a verdade do Evangelho possui sua lógica. Fora dessa lógica intrínseca, versículos não passam de tijolos.” (Pr. Ed René Kivitz)

“Tenho lido muitos livros sagrados, mas este livro me lê.” (Goethe)
 Conselhos de quem quer te ver bem (e cada vez melhor):
1. Leia a Bíblia diariamente, meditando naquilo que foi lido.
2. Visite uma igreja cristã e ouça a Palavra de Deus.
3. E o mais importante: ande segundo os preceitos bíblicos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos Hebreus – As coisas novas e grandes que Deus preparou para você. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. 
Citações bíblicas: Bíblia de Estudo Pentecostal, versão Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Jonas: O missionário bem-sucedido que fracassou! - Stuart Olyott (Leitura recomendada)

Este livro é uma adaptação de transcrições das mensagens de Stuart Olyott, durante a 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes, em 2011. Com um apurado senso de humor britânico, Olyott descreve a história de Jonas de um modo especial, com ricas e instrutivas ilustrações, exortações práticas e aplicações que serão de grande utilidade ao leitor. O título do livro, apesar de parecer contraditório, mostra, de forma bastante clara, a soberania de Deus na vida de Jonas, direcionando-o a cumprir a Sua vontade, a despeito do seu egoísmo e coração duro. Dessa forma, além de nos fazer refletir a respeito da graça maravilhosa de Deus, O qual não depende das nossas ações ou atitudes para que seus propósitos sejam bem-sucedidos, Olyott nos faz atentar para a misericórdia e o amor inabalável com que Deus nos trata ao longo da nossa caminhada com Ele.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

Sinopse extraída do site da Editora Fiel.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Qual o problema com a pornografia?

Imagens sexualmente explícitas estão disponíveis ao clique de um mouse.
Conseqüentemente, a pornografia se tornou uma epidemia. Como Joe Dallas observou apropriadamente, a pornografia não é somente um vício escravizador e uma violação do pacto de casamento, mas um precursor de práticas sexuais crescentemente perigosas e degradantes.
Primeiro, a pornografia é um comportamento vicioso que escraviza a mente e condições de uma pessoa, fazendo-a ver os outros como meros objetos de autogratificação. Como tal, nosso Senhor nos adverte para vigiar nossos olhos: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mateus 6:22-23, NVI). 
Além do mais, a pornografia quebra o laço sagrado do matrimônio e, como tal, rompe a própria estrutura da sociedade. Além disso, quando imagens pornográficas são usadas para satisfazer desejos sexuais, o cônjuge é defraudado. No Sermão sobre o Monte, Jesus igualou moralmente as cobiças visuais com as relações sexuais extra-maritais (Mateus 5:28).
Finalmente, assim como a marijuana [maconha] é um precursor para experimentar substâncias ainda mais perigosas, assim a pornografia freqüentemente leva a comportamentos sexuais crescentemente degradantes. 
Diz Tiago: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15).
Felizmente, até um forte vício em pornografia pode ser sobrepujado tomando-se certos passos práticos para remover a tentação, estabelecendo uma estrutura de prestação de contas, e vestindo toda a armadura de Deus (Efésios 6:10-20). A cobertura descrita na Escritura como toda a armadura de Deus é uma barreira impenetrável contra a qual os dardos inflamados do maligno são impotentes. Quando estamos revestidos dessa cobertura, somos invencíveis. Quando não, somos apenas peões de xadrez nos esquemas do malévolo.

Hank Hanegraaff (Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto)

Para estudo adicional, veja Joe Dallas, “Darkening Our Minds: The Problem of Pornography among Christians”, Christian Research Journal 27, 3 (2004): 12-21.
Extraído do site Monergismo.
Fonte original: The Bible Answer Book – Volume 2, Hank Hanegraaff, Thomas Nelson p. 177-9.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Três ideias errôneas sobre o "Céu"

A Palavra de Deus nos assegura que temos, enquanto eleitos de Deus, um lugar preparado na Eternidade, onde estaremos com o Senhor para sempre. O próprio Jesus afirma: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também."(João 14:2-3).
Há na Bíblia fartas passagens alusivas ao chamado "Céu", ou Paraíso, o lugar onde os salvos estarão para sempre com o Senhor (e.g.: I Ts 4.16-17; I Co 15.50-56; Ap 21; etc).
Mas algumas passagens bíblicas a respeito do Céu por vezes são interpretadas ipsis litteris, e acabam dando margem para o surgimento de ideias errôneas. Algumas dessas ideias, como que numa espécie de catacrese espiritual, hoje já fazem parte do inconsciente coletivo cristão e, caso alguém queira desmistificá-las, corre o risco de se passar por herege. Mas tudo bem, assumo o risco para que a verdade seja dita. Assim, depois dessa introdução, afirmo com todas as letras que:
1) O Céu não se localiza no céu. É isso mesmo que você leu: o Céu não fica no céu. Quero dizer, a morada dos salvos não fica nesse lugar que você enxerga quando olha para cima. Se assim fosse, seria possível chegar lá de foguete, após uma looooonga viagem pelo espaço.
Onde fica então o lugar que Jesus preparou para seu povo? Ora, o local onde está o Trono de Deus e a Eternidade são lugares intangíveis, em outra dimensão, localidades espirituais onde nosso pensamento, por mais longe que consigamos levá-lo, nessa vida nunca alcançará. Estão muito além do que possa imaginar nosso limitado raciocínio.
Ao se referir ao Paraíso como um lugar que está lá em cima, e ao inferno como lá embaixo, a Bíblia utiliza linguagem simbólica. Ou você também acredita que, se cavarmos um túnel em direção ao centro da Terra, chegaremos ao lugar de suplício eterno? Não, prezado. Como eu disse, a Bíblia se utiliza de linguagem simbólica. Tanto o Céu, como o inferno, são lugares reais, mas espirituais.
Referindo-se a si mesmo de maneira velada, Paulo afirma que foi arrebatado até o terceiro céu. O primeiro céu, seria o céu dos pássaros e aviões. O segundo céu equivale ao espaço sideral. O terceiro, por sua vez, seria "o Céu" propriamente dito, o lugar onde Deus habita. Tal conceito, graças às palavras registradas por Paulo em II aos Coríntios 12, fixaram na tradição cristã, o conceito de que Deus está lá em cima, literalmente.
2) No Céu não tem ouro, nem quaisquer outros metais preciosos.
"E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era  jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo,  ametista. E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de  ouro puro, como vidro transparente." (Apocalipse 21:18-21)
Com base no texto acima, a maioria absoluta dos cristãos acredita que no porvir andaremos em ruas de ouro, habitaremos em palácios de pedras preciosas e nos banharemos em um mar de cristal. "Ué, mas não está correto?", podem perguntar alguns. Resposta: Não, não está correto. Quando o Apóstolo João registrou as visões que teve na Ilha de Patmos, passou para o pergaminho de uma maneira que, quem lesse, pudesse ao menos ter um vislumbre das maravilhas que encontraremos na Nova Jerusalém. Afinal, lugares espirituais são espirituais, coisas materiais são materiais.
Não, não andaremos em ruas de ouro. As vias onde vamos caminhar são infinitamente mais preciosas do que o ouro, que é corruptível. Na Eternidade só há coisas incorruptíveis.
3) No Céu não há ócio. Ou seja, não seremos eternos inativos na vida futura. Esqueça a ideia de ficar vagando à toa por plácidos ambientes, sem fazer absolutamente nada. Afinal, a Bíblia nos dá conta de que "(...) ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono  de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão" (Ap 22:3). Ou seja, lá continuaremos sendo servos, e servo tem suas tarefas a serem executadas. Não viveremos ociosos, olhando o tempo passar. Até porque Eternidade e tempo não se combinam.
Amém?

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 23 de junho de 2012

Carta ao Reverendo Van Diesel

(Carta fictícia, escrita pelo Rev. Augustus Nicodemus Lopes)

Prezado Reverendo Van Diesel,

Obrigado por ter respondido minha carta. Você foi muito gentil em responder minhas perguntas e explicar os motivos pelos quais você costuma ungir com óleo os membros de sua igreja e os visitantes durante os cultos, além de ungir os objetos usados nos cultos.
Eu não queria incomodá-lo com isto, mas o Severino, membro da minha igreja que participou dos seus cultos por três domingos seguidos, voltou meio perturbado com o que viu na sua igreja e me pediu respostas. Foi por isto que lhe mandei a primeira carta. Agradeço a delicadeza de ter respondido e dado as explicações para sua prática.
Sem querer abusar de sua gentileza e paciência, mas contando com o fato de que somos pastores da mesma denominação, permita-me comentar os argumentos que você citou como justificativa para a unção com óleo nos cultos.
Você escreveu, "A unção com óleo era uma prática ordenada por Deus no Antigo Testamento para a consagração de sacerdotes e dos reis, como foi o caso com Arão e seus filhos (Ex 28:41) e Davi (1Sam 16:13). Portanto, isto dá base para se ungir pessoas no culto para consagrá-las a Deus." Meu caro Van Diesel, nós aprendemos melhor do que isto no seminário presbiteriano. Você sabe muito bem que os rituais do Antigo Testamento eram simbólicos e típicos e que foram abolidos em Cristo. Além do mais, o método usado para consagrar pessoas a Deus no Novo Testamento para a realização de uma tarefa é a imposição de mãos. Os apóstolos não ungiram os diáconos quando estes foram nomeados e instalados, mas lhes impuseram as mãos (Atos 6.6). Pastores também eram consagrados pela imposição de mãos e não pela unção com óleo (1Tim 4.14). Não há um único exemplo de pessoas sendo consagradas ou ordenadas para os ofícios da Igreja cristã mediante unção com óleo. A imposição de mãos para os ofícios cristãos substituiu a unção com óleo para consagrar sacerdotes e reis.
Você disse que "Deus mandou Moisés ungir com óleo santo os objetos do templo, como a arca e demais utensílios (Ex 40.10). Da mesma forma hoje podemos ungir as coisas do templo cristão, como púlpito, instrumentos musicais e aparelhos de som para dedicá-los ao serviço de Deus. Eu e o Reverendo Mazola, meu co-pastor, fazemos isto todos os domingos antes do culto." Acho que aqui é a mesma coisa que eu disse no parágrafo anterior. A unção com óleo sagrado dos utensílios do templo fazia parte das leis cerimoniais próprias do Antigo Testamento. De acordo com a carta aos Hebreus, estes utensílios, bem como o santuário onde eles estavam, “não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma” (Hb 9.10). Além disto, o templo de Salomão já passou como tipo e figura da Igreja e dos crentes, onde agora habita o Espírito de Deus (1Co 3.16; 6.19). Não há um único exemplo, uma ordem ou orientação no Novo Testamento para que se pratique a unção de objetos para abençoá-los. Na verdade, isto é misticismo pagão, puro fetichismo, pensar que objetos absorvem bênção ou maldição.
Você também argumentou que “Jesus mandou os apóstolos ungir os doentes quando os mandou pregar o Evangelho. Eles ungiram os doentes e estes ficaram curados (Mc 6.13).” Nisto você está correto. Mas note o seguinte: (1) foi aos Doze que Jesus deu esta ordem; (2) eles ungiram somente os doentes; (3) e quando ungiam, os enfermos eram curados. Se você, Van Diesel, e seu auxiliar Mazola, curam a todos os doentes que vocês ungem nos cultos, calo-me para sempre. Mas o que ocorre? Vocês ungem todo mundo que aparece na igreja, crianças, jovens, adultos e velhos... Você fica de um lado e o Mazola do outro, e as pessoas passam no meio e são untadas com óleo na testa, gente sadia e com saúde. Se há enfermos no meio, eles não parecem ficar curados. Pelo menos o membro da minha igreja que esteve ai por três domingos seguidos não viu nenhum caso de cura. Ele me disse que você e o Mazola ungem o povo para prosperidade, bênção, proteção, libertação, etc. É bem diferente do que os apóstolos fizeram, não é mesmo? 
Quando eu questionei a unção das partes íntimas que você faz numa reunião especial durante a semana, você replicou que “a unção com óleo sagrado e abençoado é um meio de bênção para as pessoas com problemas de esterilidade e se aplicado nas partes íntimas, torna as pessoas férteis. Já vi vários casos destes aqui na minha igreja.” Sinceramente, Van Diesel, me dê ao menos uma prova pequena de que esta prática tem qualquer fundamento bíblico! Lamento dizer isto, mas dá a impressão que você perdeu o bom senso! Eu me pergunto por que seu presbitério ainda não tomou providências quanto a estas práticas suas. Deve ser porque o presidente, Reverendo Peroba, seu amigo, faz as mesmas coisas.
Seu último argumento foi que “Tiago mandou que os doentes fossem ungidos com óleo em nome de Jesus (Tg 5.14).” Pois é, eu não teria problemas se os pastores fizessem exatamente o que Tiago está dizendo. Note nesta passagem os seguintes pontos.
A iniciativa é do doente: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor."
Ele chama “os presbíteros da igreja” e não somente o pastor.
O evento se dá na casa do doente e não na igreja.
E o foco da passagem de Tiago, é a oração da fé. É ela que levanta o doente, “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15).
Ou seja, não tem como usar esta passagem para justificar o “culto da unção com óleo santo” que você faz todas as quintas-feiras e onde unge quem aparece. Não há confissão de pecados, não há quebrantamento, nada do que Tiago associa com esta cerimônia na casa do doente.
Quer saber, Van Diesel, eu até que não teria muitos problemas se os presbíteros fossem até a casa de um crente doente, que os convidou, e lá orassem por ele, ungindo com óleo, como figura da ação do Espírito Santo. Se tudo isto fosse feito também com um exame espiritual da vida do doente (pois às vezes Deus usa a doença para nos disciplinar), ficaria de bom tamanho. E se houvesse confissão, quebrantamento, mudança de vida, eu diria amém!
Mas até sobre esta unção familiar eu tenho dúvida, diante do uso errado que tem sido feito da unção com óleo hoje. De um lado, há a extrema unção da Igreja Católica, tida como sacramento e meio de absolvição para os que estão gravemente enfermos e se preparam para a morte. Por outro, há os abusos feitos por pastores evangélicos, como você. O crente doente que convida os presbíteros para orarem em sua casa e ungi-lo com óleo o faz por qual motivo? Ungir com óleo era comum na cultura judaica e oriental antiga. Mas entre nós...? Será que este crente pensa que a unção com óleo tem poderes miraculosos? Será que ele pensa que a oração dos presbíteros tem um poder especial para curar? Se ele passa a semana assistindo os programas das seitas neopentecostais certamente terá idéias erradas sobre unção com óleo. Numa situação destas de grande confusão, e diante do fato que a unção com óleo para enfermos é secundária diante da oração e confissão de pecados, eu recomendaria grande prudência e discernimento.
Mas, encerro por aqui. Mais uma vez, obrigado por ter respondido à minha primeira carta e peço sua paciência para comigo, na hora de ler meus contra-argumentos.
Um grande abraço,
Augustus

PS: Ah, o Reverendo Oliveira e o Presbítero Gallo, seus conhecidos, estão aqui mandando lembranças. Eles discordaram veementemente desta minha carta, mas fazer o quê...?
PS2: Desculpe ter publicado a foto que o Severino acabou tirando daquele seu armário no gabinete pastoral... ele não resistiu.

Fonte: O Tempora, O Mores (Meu blog preferido).

domingo, 17 de junho de 2012

Gotas de Sabedoria para a Alma (Hernandes Dias Lopes) - Leitura recomendada

A exiguidade do tempo é uma questão que preocupa a todos, indistintamente. Agendas apertadas, compromissos – sempre considerados inadiáveis e urgentíssimos –, trabalho, estudo, família, trânsito, cobranças.
Esta é a realidade do ser humano do século 21.
E o pior é que todos enfrentamos esse tipo de agenda dia após dia, em muitos casos, sem qualquer perspectiva de saída a curto prazo. Tarefas urgentes substituem as necessárias e mais importantes questões da vida, e cobramos a nós mesmos por mais tempo com qualidade.
Para o cristão, ciente da necessidade de um contato diário com o Criador, a angústia da falta de tempo costuma ser um fardo espiritual enorme.
Para estes, e todos aqueles que olham para suas próprias vidas com uma insatisfação recorrente, o devocional Gotas de sabedoria para a alma é mais que leitura recomendada: trata-se, mesmo, de um bálsamo. Hernandes Dias Lopes, pastor presbiteriano, escritor e conferencista dos mais requisitados, tem dedicado parte importante de seu tempo ao trato desse tipo de questão da alma que afligem seus leitores – e sempre à luz das Sagradas Escrituras, o que confere aos seus escritos inegável legitimidade e relevância.
Gotas é de uma sensibilidade impressionante.  Através de uma coleção de meditações diárias (uma para cada dia do ano), o livro descortina ao leitor um panorama da vida moderna, só que observada por ângulo diferente.
Situações as mais variadas – gestão de tempo, criação de filhos, cuidados com a integridade pessoal, administração financeira, auto-estima e bem estar físico e espiritual – vão pingando ao longo da leitura, trazendo conforto e cura para a alma. Cada tema é abordado com fundamentação na Palavra de Deus, proporcionando orientação segura para as demandas do cotidiano.
Nestes tempos de superficialidade e ausência de compromisso, Gotas de sabedoria para a alma conduz o leitor a delimitar pontos de partida para importantes encontros com o próximo, com o divino e, talvez o mais importante, consigo mesmo.
Por que ler este livro:
A leitura de devocionais tem ajudado muitos leitores a organizar a própria vIda sobre fundamentos sólidos – e, por que não dizer, eternos. Gotas de sabedoria para a alma oferece orientação sobre disciplinas espirituais, tão importantes quanto relegadas nos dias de hoje. É excelente auxílio para pessoas que não dispõem (ou pensam não dispor) de tempo em meio aos compromissos diários, uma vez que pode ser lido no transporte, deixado à mesa de trabalho ou na cabeceira da cama.
Quem deve ler este livro:
A leitura é indicada para todo tipo de leitor, especialmente aquele que busca mensagens espiritualmente saudáveis para orientar sua vida. É uma excelente opção de presente para Natal e aniversários pois fornece uma leitura que transforma e inspira pessoas de diferentes tipos. O Devocional Gotas de sabedoria  estabelece um marco na história do autor e da editora por se tratar do livro número 100 escrito por Hernandes Dias Lopes.
Sinopse extraída do site da Editora Hagnos.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Casamento, divórcio e novo casamento (Hernandes Dias Lopes) - Leitura recomentada

A obra expõe princípios e propósitos bíblicos para o desenvolvimento de um relacionamento conjugal consistente.
Sua abordagem orienta àqueles que já foram, aos que são casados, como também aos recém-casados e aos noivos em questões fundamentais da vida a dois.
Trata com sensibilidade pastoral os que foram feridos pelo divórcio e apresenta uma avaliação a respeito do novo casamento.
Sinopse extraída do site da Editora Hagnos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jekyll and Hyde, id e ego, carne e Espírito

No ano de 1886 foi publicado na Inglaterra o famoso livro "The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde", de Robert Louis Stevenson, que em português recebeu o título "O Médico e o Monstro". O enredo da obra em questão, que já foi amplamente explorada no cinema, no teatro e na literatura, se passa em Londres e narra a história do Dr. Jekyll, cidadão que se vê dividido entre duas personalidades, ambas consideradas por ele verdadeiras e dignas de crédito: de um lado um respeitado doutor, de conduta exemplar e acima de qualquer suspeita. Do outro, alguém interessado nos prazeres carnais ilícitos, pronto a dar vazão a seu lado cruel e hedonista. Face a tão grande impasse, o doutor busca na ciência uma solução para esse dualismo interior: cria uma poção através da qual consegue se metamorfosear, passando de uma personalidade para outra mediante a ingestão da substância. A partir de determinado momento, o cientista é subjugado por sua invenção e fica impossibilitado de controlá-la, passando a cometer suas atrocidades de maneira cada vez mais frequente...
De Dr. Jekyll e Mr. Hide todo mundo tem um pouco...
A observação da obra de Freud nos permite perceber no conto em questão uma história que envolve o princípio do prazer e o princípio da realidade que, segundo o pai da psicanálise, regem a vida do homem.
Dr. Jekyll, sob a opressão da vida civilizada, reprime seus impulsos inconscientes. Ao ingerir a poção, aquele bondoso e gentil homem vê tais impulsos virem à tona, ocasião em que se transforma num monstro egoísta, possuidor de impulsos sexuais e agressivos incontroláveis.
Como sabemos, para Freud na sua forma final, a mente possui três instâncias: o id, o ego e o superego. De maneira resumida ao máximo, podemos afirmar que: 
  • O id é o depósito de nossas emoções e impulsos instintivos, sexuais e agressivos. É o inconsciente.
  • O superego é a nossa consciência.
  • Ao ego, cabe a árdua tarefa de mediar as relações entre id, superego e o mundo exterior. Ou, nas palavras do próprio Freud, "O ego representa o que pode ser chamado de razão e senso comum, em contraste com o id, que contém as paixões."
Mas como disse acima, de Dr. Jekyll e Mr. Hide todo mundo tem um pouco...
Como a Bíblia Sagrada nos dá conta, há um constante conflito em nosso interior:
"Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer." (Gálatas 5.17)
Tal conflito é retratado de maneira ímpar pelo Apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos:
"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado." (Romanos 7.18-25)

A batalha interior é travada diariamente: Jekyll contra Hide. Espírito contra carne. Id contra ego. Ao se ingerir a poção chamada vontade própria, se dá vazão aos desejos da carne, deixando a vontade de Deus de lado.
Num porão obscuro chamado inconsciente ficam armazenados resquícios da velha natureza, anteriores ao novo nascimento. Tais resquícios por vezes querem adentrar na sala clara chamada consciente. Mas para tal, precisam passar pelo portal denominado subconsciente, que possui um guardião chamado Espírito Santo. Graças a Deus.
Que nosso Mr. Hyde interior, ou a natureza carnal, sucumba a cada dia. E que o Espírito sempre prevaleça em nossas vidas. Para isso, consagremos nosso ser ao Pai Eterno, num crescente contínuo.
Deus nos abençoe e nos ajude.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 2 de junho de 2012

Jesus, a âncora da alma

Na Epístola aos Hebreus capítulo 6.17-20 temos o seguinte texto:
"Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento;
Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta;
A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,
Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque."
Há opiniões díspares acerca do que seriam as duas coisas imutáveis a que se referem a Palavra: alguns supõe que sejam a promessa e o juramento, com base no versículo 17. Para outros, trata-se dos dois conteúdos da promessa de Deus a Abraão, a saber, a terra e os descendentes.

Mas o intento do presente texto é focar um termo utilizado no versículo 19: "âncora da alma". 
A Palavra se refere àqueles que estão firmados em Deus e, por conseguinte, tem firme consolação, contam com um refúgio sem igual e são detentores da esperança-mor, que é Cristo. Destarte, Cristo é a âncora da nossa alma, é Aquele em que estamos fundados, é quem não permite que nossa vida espiritual venha a naufragar ante as tormentas enfrentadas.
Vejamos algumas características da âncora e de Jesus:
1) A âncora aponta para baixo, Jesus aponta para cima.
2) A âncora não é vista por quem está na superfície, mas é ela quem impede a embarcação de ser levada pela correnteza. De igual maneira não vemos Jesus, mas sabemos que é Ele quem impede que sejamos levados pelo mar revolto da nossa existência.
3) A âncora das embarcações necessita ser pesada, mas Jesus, como a âncora de nossa alma, é leve. Como Ele nos diz em sua Palavra, "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mateus 11:28-30).

O texto em apreço nos indica que a âncora da alma, segura e firme, penetra além do véu. Ou seja, a âncora da vida do cristão está firmada na parte mais segura do tabernáculo celeste, que é o tabernáculo original a partir do qual o santuário foi construído na Terra (8.2; 9.11-12; 10.19,20). Devemos frisar que a entrada no santuário secreto, no Santíssimo Lugar, no Santo dos Santos, é impossível sem Jesus Cristo, o nosso precursor. Ele entrou primeiro para que, com ousadia, pudéssemos segui-lo.
Ou seja, a esperança depositada em Deus, por meio de Cristo, é que fornece-nos a segurança necessária para prosseguirmos. Assim como o navio ancorado no cais, mesmo em meio à tempestade, permanece seguro quando a âncora está fixada em terra, assim ocorre com o cristão: quanto mais as adversidades lhe sobrevêm, mais sua âncora vai se firmando no trono do Pai, nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 

(Esboço de mensagem pregada em 25/03/12)

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 27 de maio de 2012

A família na época pós-moderna

Texto do Rev. Hernandes Dias Lopes
A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:

Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.

Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.

Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.

Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!

Fonte: Site do autor.

Soli Deo Gloria

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu - Norman Geisler e Frank Turek (Leitura recomendada)

Idéias com o objetivo de destruir a fé cristã sempre bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas. Ele traz informações consistentes para combater os ataques violentos das ideologias seculares que afirmam que a ciência, a filosofia e os estudos bíblicos são inimigos da fé cristã. 

Antes de tocar a questão da verdade do cristianismo, essa obra aborda a questão da própria verdade, provando a existência da verdade absoluta. Os autores desmontam as afirmações do relativismo moral e da pós-modernidade, resultando em uma valiosa contribuição aos escritos contemporâneos da apologética cristã.  

Geisler e Turek prepararam uma grande matriz de perguntas difíceis e responderam a todas com habilidade.Uma defesa lógica, racional e intelectual da fé cristã.

Sinopse extraída do site da Editora Vida. 

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Primeira Carta de João - Augustus Nicodemus Lopes [Comentário Bíblico - Leitura recomendada]

Este comentário nasceu de palestras pelo autor para a Primeira Igreja Presbiteriana do Recife, que posteriormente foram ampliadas e aprofundadas, dando grande importância do texto.
A Primeira Carta de João foi dividida em seções que formam blocos de pensamentos completos e que podem ser analisados individualmente, sem jamais perder a relação da carta como um todo. Após cada seção, há notas críticas ao texto contendo referências aos aspectos técnicos de manuscritologia e tradução nos casos em que isso é relevante para a compreensão da passagem.
O tipo de abordagem empregado neste comentário tem como alvo facilitar, para o leitor comum da Bíblia, a leitura e a compreensão do texto da primeira epístola de João.
Sinopse extraída do site da Editora Cultura Cristã. 
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 12 de maio de 2012

Sexo é um dom que vem com regras

Toda cosmovisão e sistema de crença aborda o significado e a moralidade do sexo de uma forma ou outra. O Cristianismo entende o sexo como sendo um grande dom de Deus – não um sacramento, nem algo inerentemente pecaminoso.
O Cristianismo ensina que o sexo é um dom a ser celebrado e recebido como Deus pretendeu que fosse expresso. Os cristãos fundamentam o significado do sexo na doutrina da criação. Deus fez os seres humanos como as únicas criaturas que portariam Sua imagem. Assim, os humanos são as únicas criaturas que refletem sobre o significado do sexo na literatura, poesia e debates morais – ou num fórum como este.
De acordo com a Bíblia, o primeiro homem e a primeira mulher, uma vez unidos no casamento, estavam nus diante de Deus, e não envergonhados por isso.
Não havia nenhuma vergonha em sua nudez, nem no cumprimento do seu dom sexual. Deus lhes deu esse dom para o prazer, a procriação e para muitos outros propósitos conhecidos e desconhecidos por eles. Deus é glorificado quando desfrutamos os dons que ele nos deu, como ele pretendeu.
A confusão sexual surgiu apenas após a Queda, quando os bons dons de Deus foram corrompidos pelos seres humanos. Somente então aprendemos o que acontece quando o dom sexual é removido do seu contexto pretendido de casamento fiel, e expresso em outro lugar. Isso leva a vários tipos de danos e distorções, e representa o que a Bíblia chama abertamente de pecado.
O padrão bíblico é que o sexo expresso dentro do casamento entre um marido e mulher é santo, saudável e bom. O sexo expresso em outro lugar fica aquém da intenção de Deus e viola o seu mandamento.
O sexo é uma realidade poderosa tal que, deixado ao nosso próprio engenho, provavelmente cairia em padrões de deformações grosseiras. Podemos, por exemplo, fazer do sexo um objeto de adoração ou denegri-lo como inerentemente pecaminoso. Sem dúvida, não é nenhum dos dois – mas é necessária a instrução revelada de Deus para tornar isso conhecido.

Albert Mohler (Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto)

Extraído do site Monergismo.
Fonte: http://newsweek.washingtonpost.com/onfaith/

sábado, 5 de maio de 2012

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

A Palavra nos relata que, ao iniciar seu ministério terreno, Jesus foi ao encontro de João com o intuito de ser por ele batizado. O batismo aconteceu após certa relutância de seu primo (João), que considerava-se indigno para tal mister. Mas chamo a atenção aqui para a assertiva do Batista acerca do Mestre: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!" (João 1.29).
Com essas palavras tornava-se claro o escopo da vinda do Messias: perdoar aqueles que nele cressem e reconciliá-los consigo, uma vez que, à luz da Bíblia, os pecados dos homens fazem uma divisão entre eles e Deus (Isaías 59.2).
Primeiramente ressalto que não devemos com isso cair no erro do universalismo, o qual afirma que ao final todos serão salvos. Antes a afirmação traz implícita a ideia de que tão somente por meio da obra salvífica de Jesus consumada na cruz do Calvário é que o homem pode ter seus pecados perdoados e, por conseguinte, ser salvo.
Lembremos que, na Antiga Aliança, após o cometimento de pecados era necessário que o homem comparecesse perante o sacerdote e oferecesse o sacrifício, de acordo com suas possibilidades (novilho, bode, cabra, ovelha, duas rolinhas, dois pombinhos, a décima parte de um efa de flor de farinha – a escolha dependia da situação econômica do ofertante). No entanto, esse sacrifício não tirava os pecados; antes, os expiava, cobria de maneira que o homem pudesse ao menos temporariamente estar "quites" com Deus. Como Hebreus 10.4 afirma, "é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados".
Já o sacrifício do Cordeiro de Deus literalmente "tira" os pecados do mundo. Apaga, aniquila, limpa, purifica. "Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (I Coríntios 6.11).
Foi para isso que Ele se despojou de Sua Glória, assumiu a forma humana e se entregou. Numa demonstração ímpar de amor por mim, por você, e pela humanidade.
"Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã" (Isaías 1.18).
Ainda que você fosse a única pessoa da face da Terra (ou do mundo), Ele morreria por ti. Para tirar seus pecados. Para restaurar sua vida e te reconciliar com Ele.
Deus abençoe sua vida.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

terça-feira, 1 de maio de 2012

Criação ou evolução (Ou: Disse o tolo no seu coração - "Não há Deus")

A complexidade existente nos seres vivos é fascinante. O alfabeto genético contido no DNA é composto pelas letras A, T, C e G. Em cada célula humana há aproximadamente 3 bilhões de pares dessas letras. Nosso corpo, por sua vez, possui incontáveis trilhões de células.
O cérebro humano, essa pequena máquina que trazemos na caixa craniana, é constituído por cerca de 100 bilhões de células nervosas, pesando cerca de 1,3 quilogramas. É capaz de armazenar informações correspondentes a 20 milhões de livros.
A probabilidade de a vida ter surgido por acaso é praticamente inexistente. Calcula-se que as chances de se obter uma molécula de proteína ao acaso seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um determinado grão de areia em meio ao deserto do Saara por três vezes seguidas. Detalhe: uma molécula de proteína não é vida: para obter a vida, são necessárias ao menos duzentas dessas moléculas juntas.
Quanto ao ambiente em que vivemos: o oxigênio existente corresponde a 21% da atmosfera terrestre. Esse número torna possível a vida em nosso planeta. Se a concentração total do oxigênio fosse de 25%, incêndios espontâneos seriam possíveis. Se fosse correspondente a 15%, morreríamos sufocados.
Se a atmosfera fosse menos transparente, a superfície terrestre não seria atingida por radiação solar o suficiente. Por outro lado, se fosse mais transparente, seríamos afligidos com níveis de radiação solar muito além dos níveis suportáveis.
Se a interação gravitacional existente entre a Terra e a lua fosse maior, os efeitos sobre as marés, sobre o tempo de rotação do planeta e sobre a atmosfera seriam extremamente severos. Se fosse menor, as mudanças orbitais provocariam o caos no clima. Em ambas as situações, não seria possível a existência de vida em nosso planeta.
Se o nível de dióxido de carbono fosse maior do que é agora, seríamos inevitavelmente queimados por um enorme efeito estufa. Por outro lado, se o nível fosse menor, as plantas não seriam capazes de manter uma eficiente fotossíntese, o que levaria a humanidade a morrer sufocada.
Só pra utilizar três chavões criacionistas:
1) Acreditar que toda essa complexidade provém do caos equivale a acreditar que um rato correndo desesperadamente sobre as teclas de um piano seria capaz de produzir a mais complicada sinfonia clássica já composta.
2) Crer que esse universo tão harmonioso com leis tão exatas e precisas é resultado de uma explosão ocasional nos leva a crer analogamente que a explosão em uma gráfica poderia originar uma enciclopédia Barsa.
3) Entender que o cosmos provém do caos corresponde a entender que há possibilidade de surgir uma metrópole da explosão de uma bomba atômica.
Não é possível acreditar que toda essa complexidade é fruto de um processo natural destituído de qualquer tipo de intervenção inteligente. Acredito que até mesmo quem afirma acreditar que somos obra do acaso, não acredita realmente, mas simula acreditar que acredita. No íntimo, não acredita.
Caia em si, prezado. Pare de dar soco em ponta de faca. Reconheça que há um Criador. E a Ele entregue sua vida.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian