O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

sábado, 27 de novembro de 2010

Universidade Mackenzie: Em defesa da liberdade de expressão religiosa

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.
Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).
Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.
Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro, para ampla divulgação.
Artigo extraído do site Púlpito Cristão.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 20 de novembro de 2010

Teologia da Prosperidade: Evangelho de Cristo ou American Dream?

Não é novidade para nenhum cristão que a famigerada Teologia da Prosperidade está longe de ter alguma relação com o Evangelho da Cruz. Suas práticas tem o foco nos bens materiais e no homem, e não na obra salvífica consumada por Cristo no Calvário. No ter, e não no ser. Quantificação sim, santificação, não. Muitas adesões e poucas genuínas conversões. 
Suas reuniões são centradas no “receber” de Deus, e não no “entregar” a Deus (entregar com o sentido de adorar). Por outro lado, incitam o povo a fazer barganhas com o Todo-Poderoso: “entregue (financeiramente falando) para receber”. 
O pragmatismo é a palavra de ordem, onde diante do exercício de doutrinas antibíblicas e extrabíblicas não se lança a pergunta: “Isso é certo?”. Pelo contrário, o questionamento lançado é: “Isso certo?”. Ou seja, se produz resultados no que diz respeito a trazer o povo, pouco importa se está de acordo com as Escrituras.
Aliás, como dito no início do texto a Teologia da Prosperidade está distante, bem distante do Evangelho. Teve início na América do Norte no século passado, e não na Jerusalém de 2000 e poucos anos atrás. Observemos suas raízes, quem foram seus primeiros propagadores: Kenneth Hagin, Kenneth Coppeland, Robert Tilton, Charles Capps, Morris Cerullo, dentre outros. Homens cujo ministério se expandiu no período e local supracitados, todos influenciados por Essek Willian Kenyon, que por sua vez teve seus ensinos inspirados nos conceitos elaborados pelo curandeiro e hipnotizador Finéias Parkhurst Quimby (século XIX), precursor das heresias conhecidas hoje como Ciência Cristã. Podemos afirmar, sem dúvida, que a Ciência Cristã (que nada tem de ciência, tampouco de cristã) foi o embrião da Confissão Positiva e, por conseguinte, da Teologia da Prosperidade.
Justamente pelas circunstâncias e local de origem, os pregadores da prosperidade não ensinam uma vida pautada nos ensinamentos de Jesus, mas sim no american dream. Prosperidade material acima de tudo. Apego aos bens materiais e egoísmo, ao invés de abnegação e altruísmo.
Uma tradição cujo intento precípuo é a mobilidade socioeconômica vertical. O incentivo vergonhoso a um materialismo desmedido. Pensemos: não é essa herança cultural norte-americana que temos visto sendo apregoada nas “igrejas” como se fosse verdade revelada nas Escrituras, em sermões onde a eisegese corre solta?
Os pregoeiros desse evangelho às avessas têm seus bordões não divinamente inspirados, mas sim adaptados da cultura estadunidense. Ou seja, acabam por disseminar uma “fé” norte-americana, e não cristã. Empírica, mas não bíblica. Centrada no “eu”, e não em Deus. Glamorosa e egocêntrica, refletindo perfeitamente o american dream.
O perigo de se viver em função daquilo que é temporal, em detrimento do Eterno, a inversão de valores, foi duramente combatida pelo Mestre. Suas palavras dirigidas ao rico insensato (Lc 12.13-21), o qual julgava ter segurança em virtude de sua fortuna, sempre nos servirá de alerta: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?” (v. 20).
Fiquemos unicamente com a verdade revelada nas Sagradas Escrituras. E que a ordem contida em Mateus 6.33 seja sempre nossa bússola (“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”). Que o Reino de Deus esteja no topo de nossa lista de prioridades.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Santíssima Trindade: "Quem me dera ao menos uma vez, entender como só Deus ao mesmo tempo é três..."

A frase entre aspas em epígrafe, como todos sabem, faz parte da canção “Índios”, gravada em 1986 pela banda Legião Urbana em seu álbum “Dois”. A canção e o disco em questão fazem parte da adolescência de milhões de hoje jovens senhores brasileiros, dentre os quais eu me incluo. Nesse trecho da canção em apreço, consciente ou inconscientemente Renato Russo alude à Trindade, uma das doutrinas básicas do cristianismo. Conscientemente, acredito eu. Doutrina básica, mas não tão básica assim. Até porque a palavra “trindade” propriamente dita sequer aparece na Bíblia. O que não torna a doutrina antibíblica, uma vez que há abundantes textos bíblicos que a corroboram (e.g., Mt 3.16,17; Mt 28.19; Lc 1.35; Jo 3.34-36; Jo 14.16, 17; At 7.55; 2Co 13.13; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2; Jd 20, 21; Ap 1.4,5, etc.)
Explica-se a Trindade da seguinte maneira: há um único Deus, no qual coexistem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essas três pessoas compartilham da mesma natureza, bem como dos mesmos atributos; logo, são um único Deus.
Acredita-se que o primeiro a usar esse termo foi Tertuliano, no segundo século de nossa Era.
Certamente por esse “quê” de mistério e difícil compreensão seu significado foi e é distorcido à exaustão por sectários, por adeptos de outras religiões, e até mesmo por cristãos. A disparidade de explicações acerca dessa doutrina é tão antiga quanto o cristianismo. Opositores à Trindade também surgiram aos montes ao logo desses dois mil anos, encabeçados por Sabélio, pai do sabelianismo (óbvio), do modalismo, do patripassianismo...
Sobre o assunto, Agostinho afirmou: “Quem poderá compreender a Trindade onipotente? E quem não fala dela, ainda que não compreenda? É rara a pessoa que, ao falar da Santíssima Trindade, saiba o que diz”. “Se o pudesses compreender, ele não seria Deus”. “Quando chegarmos à Tua presença, cessará o muito que dissemos, mas muito nos ficará por dizer e tu permanecerás só, tudo em todos, e então eternamente cantaremos um cântico, louvando-te em um só movimento, em ti estreitamente unidos. Senhor, único Deus, Deus Trindade, tudo o que disse de Ti nestes livros, de Ti vem. Reconheçam-no os teus, e se há algo de meu, perdoa-me e perdoem-me os teus.”
Ou seja, Agostinho, tido como o maior teólogo cristão depois do apóstolo Paulo, não compreendia a Trindade. Mas n'Ela cria.
Confesso que também não compreendo a Trindade. Mas n'Ela creio.
Sim, confesso que minha compreensão é estrita, limitada, não só acerca desse tema.
Quem me dera ao menos uma vez, uma só, entender como Deus ao mesmo tempo é três. E também entender plenamente incontáveis outros assuntos: Deus, céu, inferno, alma, porvir, eternidade, ruas de ouro e mar de cristal, milênio, arrebatamento, etc, etc, etc.
Na verdade nem vocês entendem, amados teólogos. 
Se entendem, não entendem Deus, mas sim "um deus". Apenas acreditam, tentam se convencer e convencer aos outros de que entendem. Mas não entendem.
Que o Deus incompreensível nos abençoe e nos guarde.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Caderneta de poupança CéuInvest: Receba cem vezes tanto

Um dos versículos preferidos dos propagadores da Teologia da Prosperidade é, sem dúvida, Marcos 10.30. Após a leitura do texto bíblico em apreço afirmam coisas do tipo: “Oferte com alegria e receba de volta centuplicadamente”.
Os “profetas” se utilizam do já desbotado jargão “pela fé, plante uma semente na obra de Deus” e similares, de maneira a compelir os fiéis a contribuírem com o que tem e o que não tem, sob a promessa de receberem cem vezes a quantia ofertada.
Inicialmente, cabe ressaltar que o versículo em apreço não faz qualquer alusão a contribuições financeiras. A assertiva citada acima é empregada erroneamente. Perceba, a promessa ali contida não diz respeito a bênçãos materiais. Conforme disserta Hank Hanegraaff na excelente obra “Cristianismo em crise”,
“Se a mensagem do ‘cem por um’ fosse mesmo verdadeira, os profetas da prosperidade nunca mais teriam de pedir dinheiro. Pelo contrário, estariam nas ruas doando-o o mais rápido possível, para obter ainda mais. Toda pobreza desapareceria e qualquer cristão que se preze viveria numa mansão. A ‘riqueza dos ímpios’ de fato estaria nas mãos dos ‘afilhados do rei’ (...)”
Se de fato a passagem bíblica falasse em entrega de ofertas, essa seria “a” caderneta de poupança. Céuinvest. Faça a conta: para cada R$ 3,00 ofertados, receba R$ 300,00. Dessa maneira, se você frequentar 100 cultos por ano e ofertar R$ 3,00 em cada um deles, ao final de apenas 3 anos você terá em caixa um valor correspondente a um carro popular e uma casa.
Vejamos o que nos diz o texto em apreço:
“E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro, a vida eterna.” (Marcos 10. 29,30) 
Claro está que as palavras de Jesus aqui registradas nada dizem respeito a bens materiais e riquezas. De que se trata, então? Daqueles que deixam a casa e a família para obedecerem ao ide de Jesus. Exemplo básico vemos nos missionários que verdadeiramente deixam tudo para mergulharem de cabeça na obra de Deus. Que por vezes deixam o lar e seus entes queridos por amor ao Evangelho e àqueles que ainda não foram alcançados pela Palavra. Não só a eles, mas também a todos os cristãos que, ao ingressarem nessa grande comunidade que é a Igreja, o Corpo de Cristo, tiveram suas relações multiplicadas: cada cristão tem nessa irmandade centenas de milhares de pais, de mães, de irmãos, e de casas. Isso neste tempo. E, por fim, terá a vida eterna.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 6 de novembro de 2010

Epístola de Paulo aos Blogueiros Cristãos

Considerando as pequenas desavenças que vez por outra temos observado entre blogueiros cristãos, nossos amados irmãos, resolvi elaborar a presente postagem.
A Epístola, conquanto fictícia, foi estruturada com versículos reais,  bíblicos, cujas referências estão no rodapé. Prezados irmãos em Cristo, apresento-lhes aqui a “Epístola de Paulo aos Blogueiros Cristãos”:
1. Paulo, apóstolo de Jesus Cristo segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa, 
2. Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
3. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer. 
4. Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
5. Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
6. Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
7. Sigamos pois as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
8. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros.
9. Quero pois que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.
10. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
11. Revesti-vos pois, como eleitos de Deus, santos, e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade. Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro: assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.
12. Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.
13. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer: se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
14. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
15. E apiedai-vos de alguns, que estão duvidosos; E salvai alguns arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne. Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora, e para todo o sempre.
16. A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém. 

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

Postagem inspirada no epílogo do livro “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, do Pr. Ciro Sanches Zibordi. 
1) I Tm 1.1; 2) Fm 3; 3) I Co 1.9,10; 4) II Tm 4.1,2; 5) Tt 3.8; 6) Rm 14.10; 7) Rm 14.19; 8) Gl 5.14,15; 9) I Tm 2.8; 10) Rm 12.10; 11) Cl 3.12-14; 12) Tt 3.2; 13) Rm 12.20,21; 14) Fp 4.7 ; 15) Jd 22-25; 16) II Co 13.14.     

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Agostinho e o culto aos mortos

"Que nossa religião não seja culto aos mortos. Se eles viveram na piedade não se comprazem com tais honras, antes querem que adoremos Aquele em cuja luz eles mesmos se alegram ao ver-nos associados a seus méritos. Honremo-los, pois, imitando-os e não os adorando. E, se viveram mal, onde quer que estejam, nenhum culto merecem."
FERREIRA, Franklin. Agostinho de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2007. (Série Pensadores Cristãos)
Original em:
AGOSTINHO, A verdadeira religião, 55.108, p. 133.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 24 de outubro de 2010

Leitura recomendada: "Feridos em nome de Deus" (Marília de Camargo César)

Quando a fé se deixa manipular, pessoas viram presas fáceis de toda sorte de abuso. A confiança autêntica e sincera em Deus é gradualmente substituída pela submissão acrítica aos desmandos de lideranças despreparadas.
Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus.
Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho.
É esta relação doentia que a jornalista Marília Camargo desvenda em seu primeiro livro. Uma reportagem que avança pelos meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Cristo morreu.
Ao lidar com feridas não cicatrizadas, em seu debut literário, Marília revela a urgência de um novo tipo de liderança, não autocrática, e de um novo membro, mais confiante em Deus e menos dependente do pastor local, a fim de que o espaço da igreja seja saudável, criativo e curador.
Feridos em nome de Deus é leitura obrigatória para quem anseia por um cristianismo saudável e libertador. Uma denúncia do falso evangelho pregado por falsos cristãos; um sopro dos bons ventos da graça de Deus, que definitivamente precisa triunfar entre nós.
Sinopse extraída do site da Editora Mundo Cristão

sábado, 16 de outubro de 2010

Dez diferentes estilos de sermão... O seu está aqui?

Nessa minha recente caminhada cristã, tenho observado os diferentes tipos de sermão que “batem cartão” em nossos púlpitos. É claro que, dada a criatividade dos pregadores, o assunto é vasto. Na presente postagem relaciono apenas dez dos estilos de pregação que podem ser observados em nosso meio:
Sermão “carapuça”: é aquele pregado quando o preletor tem uma diferença mal-resolvida com um dos presentes e, embora o templo esteja cheio, com centenas de pessoas ávidas por ouvir a exposição da Palavra, o sermão inteiro é utilizado para mandar recado àquele único desafeto.
Sermão “E daí?”: pregação em que são utilizadas técnicas de retórica, hermenêutica e homilética, com o pregador demonstrando todo o seu conhecimento histórico e teológico, porém sem contextualização, sem uma possibilidade de aplicação pessoal daquelas informações. Dessa maneira, as palavras passam por sobre a cabeça da audiência que, com aquela cara de interrogação, parece querer perguntar: “E daí? O que é que eu tenho a ver com isso?”  
Sermão “espada”: “esse é o tipo de discurso cortante, penetrante, profundo”, pensarão alguns. Antes fosse. Como é então? Comprido e chato.
Sermão antropocêntrico: o homem e seus “sonhos” são o assunto central. Vontade de Deus? Que nada! “Não desista dos seus sonhos”! Vida eterna? Esqueça! “Receba a bênção agooooooora!”. Exposição permeada por frases para “elevar a moral” da audiência, do tipo “você nasceu para vencer”, “há poder em suas palavras”, “a vitória é sua”, e por aí vai. Ok, sabemos que o cristão é mais que vencedor, que somos bem-aventurados, etc., etc., etc. O problema é que, nesse tipo de sermão Jesus raramente aparece. A ênfase recai no homem, como se de nós mesmos pudéssemos algo (1). Moral da história: igrejas abarrotadas de pessoas apegadas a um materialismo exacerbado, espiritualmente fraca e suscetível a quaisquer ventos de doutrina.
Sermão cristocêntrico: temos um exemplo básico em Atos 2.22-36. Começa com “Jesus Nazareno”, é recheado de citações ao Mestre, e termina com “Deus o fez Senhor e Cristo”. Ou seja, Jesus é o cerne. Ainda se ouve, mas esse tipo de sermão anda em falta...
Sermão “suco de quermesse”: profundo como uma bacia d’água. Substancioso como um envelope de “tang” diluído em uma piscina olímpica.
Sermão “bala perdida”: palavras disparadas aleatoriamente, sem conexão alguma com o texto base, e entrecortado por “Glória a Deus” e “Aleluia”, utilizados para preencher os vácuos. “Se acertar em alguém, amém”, pensa o pregador.
Sermão “feira-livre”: nesse, o preletor se mostra azedo como um limão e ao mesmo tempo amargo como um jiló. Inicia pendurando uma melancia no pescoço no afã de aparecer. Em seguida despeja um monte de abobrinhas na audiência, distribui bananas e descasca o abacaxi em cima dos opositores. Pega alguns irmãos e os utiliza como “laranjas”, citando suas vidas a título de ilustração. E chora as pitangas ao expor ao povo os pepinos que tem enfrentado. Resumo da ópera: tem tanto conteúdo quanto um pastel de vento.
Sermão “míssil teleguiado”: direcionado. Com endereço pré-estipulado. Também conhecido como Espírito Santo de ouvido. Explico: o pregador fica sabendo por intermédio de terceiros que um membro, um casal, ou uma família daquela congregação está passando por determinado problema. A partir daí, direciona a palavra, como se a tivesse recebido por revelação do Espírito Santo. Com pretensa autoridade, aproveita para sentar a pua!
Sermão “contos da carochinha”: durante essa ministração você ouve de tudo: historinhas, testemunhos, ilustrações mil, anedotas. Citações bíblicas e Palavra de Deus, que é bom, nada!

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

(1) Em João 15.5, Jesus nos diz: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (g.m.).

sábado, 9 de outubro de 2010

Jesus ou Capitão Nascimento: quem foi o precursor do bordão "pede pra sair!"?

Dia 8 de outubro, ante grande expectativa do público e da crítica, enfim foi lançado nacionalmente o filme "Tropa de Elite 2", continuação da história do Capitão Nascimento, personagem vivido por Wagner Moura. 
Na película, também dirigida por José Padilha, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlin de 2008, o ator retoma seu personagem mais marcante. Dez anos mais velho, cresce na carreira e passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Sub Secretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e coloca o tráfico de drogas de joelhos, sem perceber que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: os policiais e os políticos corruptos, que submetem a segurança pública a interesses pessoais. Mas voltemos um pouco no tempo...
No ano de 2007, com o lançamento do longa-metragem "Tropa de Elite", o bordão "Pede pra sair!" ecoou pelo Brasil afora por meses.
A frase de efeito foi repetida à exaustão, assim como outras falas do protagonista: "tá com medinho?", "você não é caveira, você é moleque!", etc.
Quanto ao bordão "pede pra sair", é relativamente comum na caserna, não tanto com essas mesmas palavras, mas em expressões análogas, dentre as quais destaco: "ninguém falou que ia ser fácil...", "aloprou, pede baixa!", "ninguém foi à porta da sua casa implorar pra que você entrasse aqui!" (i.e., entrou porque quis, agora não reclame). 
Um dia desses, enquanto meditava na Palavra percebi que Jesus, no âmbito do cristianismo, foi o precursor de tal bordão. Isso está implícito na passagem narrada no Evangelho segundo escreveu João, capítulo 6.60-68:
"Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: “Dura é essa palavra. Quem pode suportá-la?”  Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que ouviram, Jesus lhes disse: “Isso os escandaliza? Que acontecerá se vocês virem o Filho do homem subir para onde estava antes? O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida. Contudo, há alguns de vocês que não crêem”. Pois Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair. E prosseguiu: “É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai”. Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. Jesus perguntou aos Doze: “Vocês também não querem ir?"
Parafraseando as palavras do Mestre contidas no versículo 68: "Está ruim? Pede pra sair!"
Não é por acaso que a Bíblia compara a vida cristã  à carreira militar. Exige disciplina, perseverança, amor à causa.
E como ninguém é obrigado a seguir a carreira militar, Jesus não obriga ninguém a segui-lo. Não está aguentando? Pede pra sair. O SENHOR é claro: dotou-nos com a liberdade de escolha e não a viola. Afirma: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me". Destaquei o "se". Acho lindo isso. Ele te dá a opção e respeita sua escolha. Não coage ninguém a amá-lo. Não engana ninguém, nunca prometeu que daria a seus seguidores um BMW, uma cobertura duplex, um organismo de aço, uma vida isenta de problemas. Pelo contrário, por intermédio de sua palavra nos diz: "no mundo tereis aflições."
Não siga Jesus em troca do que Ele pode te dar, na condição de Rei dos reis e Senhor dos senhores. Antes, siga-o por sua condição de Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ou seja, siga-o por aquilo que Ele é, e não por aquilo que Ele pode te dar.
Segui-lo em troca de meros bens materiais é barganha, das piores. É querer fazer negócio com Deus.
Seja humilde e diga a Ele o mesmo que Pedro: "Simão Pedro lhe respondeu: 'Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus'."
Mas, em todo caso, Ele não te obriga a ficar. Se não está aguentando, pede pra sair! Ou, nas palavras do SENHOR expressas a Gideão: "Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem {for} covarde e medroso, que volte e vá-se apressadamente (...)".
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian 

Imagem e informações extraídas do site oficial do filme.

domingo, 3 de outubro de 2010

O coração, essa máquina tão poderosa quanto enganosa...

O ser humano traz no interior de seu peito uma máquina poderosíssima, pela biologia denominada coração. Possui cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm de largura e 6 cm de espessura, pesando aproximadamente 250 gr, medidas e peso estimado para o coração de uma pessoa adulta.
Essa pequena máquina possui três camadas: o endocárdio (seu revestimento interno), o miocárdio (porção muscular de sua parede) e o pericárdio (revestimento externo derivado das cavidades do celoma). O compartimento cardíoco de parede mais espessa e vigorosa é o ventrículo esquerdo, responsável pelo bombeamento do sangue através de toda a grande circulação.
Existem válvulas entre os compartimentos cardíacos, dentre eles os grandes vasos que a elas se ligam. Entre o átrio e o ventrículo direitos, se encontra a válvula tricúspide, a qual possui três folhetos membranosos. Quando da contração do átrio, ela se abre e permite que o sangue passe. Quando o ventrículo se contrai, ela se fecha e impede o refluxo de sangue para o interior do átrio.
Entre o átrio e o ventrículo esquerdos, situa-se a válvula mitral (ou bicúspide), com dois folhetos membranosos. Seu comportamento é similar ao da válvula tricúspide.
A contração do coração se chama sístole, e corresponde à fase de ejeção ou esvaziamento. O movimento  de relaxamento e enchimento de suas câmaras chama-se diástole.
Mecanismos extremamente precisos ajustam a frequência dos batimentos cardíacos, garantindo a chegada de oxigênio e nutrientes na medida necessária para todas as partes do corpo.
O coração de um adulto bate cerca de 72 vezes por minuto e bombeia cerca de 7200 litros de sangue por dia. É uma bomba tão potente que é capaz de jogar o sangue a uma distância de 120 metros (!). Sim, mas enquanto como órgão humano é poderoso, como sede dos sentimentos, isto é, figuradamente, é enganoso ao extremo. Não por acaso, a Palavra nos afirma que "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9). Nos informa ainda que "(...) do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias" (Mateus 15.19), além de centenas de outras referências bíblicas que podem ratificar essa verdade.
Mas o mais interessante é que, apesar de saber que ele é enganoso, muita gente se deixa levar por ele. Toma decisões segundo os seus próprios sentimentos (i.e., segundo o próprio coração) e tenta justificar com a assertiva de que "Deus falou comigo". Dessa maneira se colocam como Deus, uma vez que seguem seus próprios desejos. Depois não adianta reclamar...
Prezado, deixe de querer seguir o seu coração. Ele é enganoso. Tome decisões pautadas nos ditames da Palavra, que é bem melhor.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian  

domingo, 26 de setembro de 2010

Por quê todo cristão deve ser um apologista?

Uma das respostas à pergunta em epígrafe é: simplesmente porque não há cristianismo à parte da apologética. Basta uma pequena olhada na história da Igreja para chegarmos a tal conclusão. E para observarmos que a apologética é tão antiga quanto a própria história  eclesiástica.
Principiando pelos apóstolos, passando pelos pais da Igreja e pelos reformadores, até desembocar em nossos dias, percebemos que a defesa da fé cristã tem permeado os séculos.
Na leitura da Epístola aos Gálatas observamos o apóstolo Paulo combatendo veementemente os judaizantes, os quais vinham tumultuando as igrejas da Galácia e de Antioquia com os ensinamentos de que era necessário que os gentios se tornassem judeus para obterem a salvação. Nas demais epístolas paulinas também é patente a preocupação do apóstolo com a pureza dos ensinamentos cristãos e com a conservação e disseminação da sã doutrina. 
Mas na Bíblia, a defesa da fé não está presente só nos escritos de Paulo. Parte das epístolas do Novo Testamento foi escrita com o intuito de combater o gnosticismo, heresia surgida no período apostólico cujos adeptos afirmavam serem detentores de conhecimentos secretos que os colocavam à frente dos cristãos comuns. Possuíam uma cosmovisão dualista, na qual conviviam lado a lado o mundo espiritual e o mundo material, com a conotação de “o bem” e “o mal”. É possível constatar conteúdo antignosticismo nas seguintes porções do NT: nas epístolas joaninas, nas Cartas de Paulo aos Colossenses, em trechos da Carta de Paulo aos Efésios, na epístola de Judas e no evangelho de João.
Partindo para os pais da Igreja, peguemos como exemplo apenas Agostinho, quase que unanimemente tido como o maior teólogo cristão desde o apóstolo Paulo. Em seus escritos o bispo de Hipona combateu o dualismo metafísico do maniqueísmo, o cismático donatismo, os desvios do pelagianismo, além de deixar-nos um incontestável legado que, podemos afirmar, é o esboço da teologia protestante como hoje a conhecemos.
Já no período da Reforma, o que dizer das 95 teses de Lutero, nas quais o então monge agostiniano refuta os principais erros do catolicismo romano e apresenta sua defesa da justificação pela fé?
Mas, é claro: não podemos nos esquecer de Jesus, nosso exemplo-mor, o apologista por excelência. O Mestre foi (e é) incisivo. Nunca colocou “panos quentes” ao criticar os erros da religião de sua época que, por sinal, são os mesmos erros da religião hodierna: farisaísmo, exploração da fé alheia, hipocrisia. No Evangelho segundo escreveu Mateus, a expressão “ai de vós, escribas e fariseus hipócritas” é repetida nada menos que sete vezes. Jesus ali utiliza outros termos não menos contundentes, tais como “condutores cegos”, “insensatos e cegos”, “fariseu cego”, “sepulcros caiados”, “serpentes” e “raça de víboras”.
Além disso, nos orientou a ter cautela quanto aos falsos líderes religiosos (Mateus 7.15, 24.11).
Se ser cristão é ser seguidor de Cristo, devemos imitá-lo em tudo. Sem sombra de  dúvida, Ele quer isso. Quer que sejamos nobres como os bereianos (Atos 17.11). Críticos, racionais, e não "vaquinhas de presépio" dizendo "Amém" para tudo, inclusive para os erros e heresias.
A Palavra de Deus nos exorta a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas v. 3). O que é esse batalhar pela fé? É estar convicto de nossas crenças e combater por todos os meios possíveis as heresias e as distorções do Evangelho. É saber que aquele que professa o cristianismo está num campo de batalha, onde está travada uma luta ferrenha contra inimigos espirituais que se utilizam de meios materiais visando a propagação de “um outro evangelho”, o qual, por todas as formas, deve ser refutado.
Por essas e outras tiro o chapéu para e procuro espelhar meu ministério em homens de Deus como Hank Hanegraaff, Norman Geisler, Paulo Romeiro, Natanael Rinaldi e tantos outros que dedicam ou dedicaram sua vida ao combate às heresias internas e externas. As internas, aliás, são as mais preocupantes.
Como podemos nos calar ao ver o Jesus verdadeiro e a fé bíblica sendo substituídos por invencionices e doutrinas ilegítimas? Como ficar quieto ao ver a igreja sendo ameaçada por chagas malignas como a Teologia da Prosperidade e seu comércio da fé, o Triunfalismo, e por tantas seitas pseudocristãs? 
Apontar o erro não é pecado. Tampouco o é discordar daquilo que não está de acordo com as Escrituras. É ser coerente, racional. E é também um ato de amor para com o próximo (Tiago 5.19,20; II Timóteo 2.24,25; Judas 22,23). Afinal, muitos estão hoje crendo em outro Jesus, seguindo o evangelho errado, com um pensamento errado acerca da salvação e, por conseguinte, se persistirem no erro vão passar a eternidade no céu errado. Não queremos isso pra ninguém. Nem Jesus, Aquele cujo desejo é que “todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (I Timóteo 2.4). Por isso, sigamos defendendo o cristianismo bíblico. Batalhando pela fé que uma vez foi dada aos santos. Combatendo o erro e apontando O CAMINHO correto.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 25 de setembro de 2010

Leitura recomendada: "Em defesa da fé", de Lee Strobel

Após examinar minuciosamente em seu livro Em defesa de Cristo diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus, Lee Strobel apresenta agora um trabalho ainda mais instigante sobre um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Em mais uma obra imprescindível para os nossos dias, o autor confronta os questionamentos que muitas pessoas ainda têm a respeito de Deus. Strobel trata de objeções como:
  • Se Deus é amor, por que existe tanto sofrimento no mundo?
  • Se Jesus é o caminho para o céu, por que há tantos milhões de pessoas que nunca ouviram falar dele?
  • Se Deus se preocupa com todas as pessoas, por que permite que algumas sejam eternamente torturadas no inferno?
Em defesa da fé foi produzido graças à larga experiência de Strobel no jornalismo investigativo. Ele responde às dúvidas mais comuns e persistentes sobre a fé, baseado no que classifica de "As Oito Grandes" barreiras do coração. Este livro foi escrito para as pessoas que se sentem atraídas por Jesus, mas encontram no caminho uma série de barreiras intelectuais que as impedem de avançar. É também uma obra excelente para cristãos que desejam aprofundar suas convicções e adquirir confiança ao dialogar sobre sua fé com os amigos mais céticos.
Sinopse extraída do site da Editora Vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 18 de setembro de 2010

Sinceridade ou hipocrisia: de que lado você está?

Inicio o presente texto deixando consignada breve explanação acerca do significado da palavra “sincera”, de onde derivam “sincero” e “sinceridade”. Conta-se que os romanos tinham por costume fabricar certos vasos de um tipo especial de cera. Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos, podia-se distinguir um objeto, qualquer que fosse, que estivesse colocado dentro do vaso. Para o vaso, assim fino e límpido, dizia-se que, de tão lindo, parecia que aquele vaso não tinha cera. Eis aí a origem da palavra (ou uma das versões): "sine cera", que quer dizer "sem cera", uma qualidade de vaso fino, delicado, que deixava ver através de suas paredes. Da antiga cerâmica romana, o vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado.
Hoje, dizemos que é sincero aquele que é franco, leal, verdadeiro que não oculta, que não se utiliza de disfarces ou dissimulações. O sincero, à semelhança do vaso, deixa transparecer, através de suas palavras e atitudes, os sublimes sentimentos de seu coração. Ou, citando o Livro dos livros, da abundância do seu coração, fala a boca. 
Partindo para o significado de hipocrisia...
Nas páginas sagradas encontramos Nosso Senhor chamando todos os tipos de pessoas, indiscriminadamente, ao arrependimento e, por conseguinte, a se assentarem à sua mesa: ladrões, publicanos, prostitutas, e assim por diante.
Só vemos uma classe de pessoas que, de certa forma, Ele censurou, repreendendo: os hipócritas, à época representados pelos fariseus. Ou seja: os falsos, os fingidos, aqueles que se preocupam em demonstrar uma santidade exterior, mas cujo coração está longe dos ditames de Deus. Que limpam o exterior do copo e do prato, mas deixam o interior cheio de rapina e de iniquidade (Mt 23.25). Que se assemelham aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia (Mt 23.27).
Aconteça o que acontecer, seja sempre sincero. Tenha íntegro seu caráter. Seja a sua palavra sim, sim e não, não. Sempre. Lembre-se que importa agradar a Deus, e não aos homens. 
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bíblia de Estudo Universal, com notas de Pedir Mais Cedo

Bomba!!! Caros adeptos da teologia da prosperidade, não percam: em breve será lançada no mercado a "Bíblia de Estudo Universal", com comentários elaborados por Pedir Mais Cedo!!!
Em primeira mão, aqui apresentamos aos leitores alguns versículos selecionados, com suas respectivas notas de rodapé:

Mateus 6.20: “Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam.”
Comentário: Uma tradução mais fiel, ao invés de “ajuntai tesouros no céu”, seria “ajuntai tesouros no paraíso (fiscal)”.

Mateus 24.12: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.”
Comentário: Conforme predito pelo Mestre, nos últimos tempos devido ao aumento da iniqüidade sobre a face da Terra, o amor de muitos se esfriaria. E isso tem sido notório em nossos dias. Uma das formas de se demonstrar amor é ofertar na Casa de Deus com liberalidade. No entanto, temos observado uma queda considerável na arrecadação de ofertas pela igreja. Não deixe o amor se esfriar em seu coração: dê ofertas abundantes. Oferte seu carro. Oferte sua casa. Mostre desapego aos bens materiais. Quanto maior a oferta, maior a demonstração de amor.

Marcos 12.42: “Vindo, porém, uma pobre viúva, depositou duas pequenas moedas, que valiam cinco réis.”
Comentário: Em primeiro lugar, vai ser mão-de-vaca assim lá na Assembleia de Deus! Em segundo lugar, se estava na miséria, é porque estava em pecado. Aprenda com o exemplo negativo e dê ofertas maiores.

João 1.1: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
Comentário: A tradução correta seria “No princípio era a verba”. Deus, diz a Palavra, é o dono da prata e do ouro (Ageu 2.8). Tal verba, que está com Deus desde o princípio, é hoje distribuída por Ele a todo o que n’Ele crê.

2 Coríntios 9.7: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”
Comentário: Ou dá ou desce! Quer dar, dê. Não quer dar, que se dane!

Gálatas 6.7: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”
Comentário: A lei da semeadura é clara: tudo o que o homem planta, ele colhe. Dessa maneira, como vai esperar colher garoupa se só planta beija-flor? Ou seja, como vai esperar colher notas de R$ 100,00 se só planta de R$ 1,00?

Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus”.
Comentário: Vejam bem: embora o versículo afirme que “pela graça sois salvos”, não diz que a salvação é de graça. Aliás, nada é de graça. Não endureça seu coração, como fez o povo de Israel no deserto, nem seja insensível à voz de Deus. Não espere o homem de Deus pedir o envelope com R$ 1000,00 pela segunda vez!

Efésios 6.12: “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.
Comentário: Outrora nossa luta era, sim, contra os principados e potestades. Porém, essa batalha foi vencida quando descobrimos que tal problema pode ser resolvido simplesmente falando “tá amarrado”. Em nossos dias, posso afirmar que a ordem das palavras no versículo ora em comento foi invertida, uma vez que nosso embate atual é, sim, contra carne e sangue. Ou, parafraseando: contra a Rede Globo, contra a PF, contra o MP.

Colossenses 3.2: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra”.
Comentário: Quando se fala em “pensar nas coisas que são de cima”, a primeira coisa que nos vem à mente é o trono de Deus, que é o que há de mais elevado. No entanto, entendo ser tal pensamento inatingível, com nossa limitada compreensão acerca da vida futura. Dessa maneira, tragamos o versículo para a nossa realidade: “coisas que são de cima” nos lembra aquilo que está no topo. Quem está no topo atualmente é a Rede Globo. Logo, o propósito de nossa existência é desbancar a Globo e assumir nosso lugar de direito no topo da audiência. Afinal, somos filhos de Deus, e ele quer nos colocar por cabeça, e não por cauda. Amém?

I Timóteo 5.18: “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.”
Comentário: Trata-se aqui de um típico caso de erro do copista. Paulo, sábio e conhecedor das Escrituras como era, tinha ciência de que o salário, por maior que seja, é pouco para o homem de Deus que renuncia a tudo para viver integralmente para a obra. Dessa maneira, a tradução mais fiel do versículo é “Digno é o obreiro de ser milionário”. Tal assertiva é uma citação às palavras de Jesus registradas no Evangelho de Lucas 10.7. Logo, trata-se de um duplo erro do copista, pois se Paulo sabia que um mero salário é pouco, quanto mais o dono do ouro e da prata.

Apocalipse 21.18: “E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade, de ouro puro, semelhante a vidro puro.”
Comentário: Sabemos que a Nova Jerusalém, destinada aos salvos, é de ouro puro, como diz a Palavra. Mas como não sabemos se vamos chegar lá, nada impede que construamos nosso império de ouro enquanto estivermos aqui. Sim ou nãããããão? E xô, miséria!!!

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

Imagem do Pedir Mais Cedo extraída do Genizah.

sábado, 4 de setembro de 2010

Criação ou evolução? (Ou: "Disse o tolo no seu coração: não há Deus.")

A complexidade existente nos seres vivos é fascinante. O alfabeto genético contido no DNA é composto pelas letras A, T, C e G. Em cada célula humana há aproximadamente 3 bilhões de pares dessas letras. Nosso corpo, por sua vez, possui incontáveis trilhões de células.
O cérebro humano, essa pequena máquina que trazemos na caixa craniana, é constituído por cerca de 100 bilhões de células nervosas, pesando cerca de 1,3 quilogramas. É capaz de armazenar informações correspondentes a 20 milhões de livros.
A probabilidade de a vida ter surgido por acaso é praticamente inexistente. Calcula-se que as chances de se obter uma molécula de proteína ao acaso seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um determinado grão de areia em meio ao deserto do Saara por três vezes seguidas. Detalhe: uma molécula de proteína não é vida: para obter a vida, são necessárias ao menos duzentas dessas moléculas juntas.
Quanto ao ambiente em que vivemos: o oxigênio existente corresponde a 21% da atmosfera terrestre. Esse número torna possível a vida em nosso planeta. Se a concentração total do oxigênio fosse de 25%, incêndios espontâneos seriam possíveis. Se fosse correspondente a 15%, morreríamos sufocados.
Se a atmosfera fosse menos transparente, a superfície terrestre não seria atingida por radiação solar o suficiente. Por outro lado, se fosse mais transparente, seríamos afligidos com níveis de radiação solar muito além dos níveis suportáveis.
Se a interação gravitacional existente entre a Terra e a lua fosse maior, os efeitos sobre as marés, sobre o tempo de rotação do planeta e sobre a atmosfera seriam extremamente severos. Se fosse menor, as mudanças orbitais provocariam o caos no clima. Em ambas as situações, não seria possível a existência de vida em nosso planeta.
Se o nível de dióxido de carbono fosse maior do que é agora, seríamos inevitavelmente queimados por um enorme efeito estufa. Por outro lado, se o nível fosse menor, as plantas não seriam capazes de manter uma eficiente fotossíntese, o que levaria a humanidade a morrer sufocada.
Só pra utilizar três chavões criacionistas:
1) Acreditar que toda essa complexidade provém do caos equivale a acreditar que um rato correndo desesperadamente sobre as teclas de um piano seria capaz de produzir a mais complicada sinfonia clássica já composta.
2) Crer que esse universo tão harmonioso com leis tão exatas e precisas é resultado de uma explosão ocasional nos leva a crer analogamente que a explosão em uma gráfica poderia originar uma enciclopédia Barsa.
3) Entender que o cosmos provém do caos corresponde a entender que há possibilidade de surgir uma metrópole da explosão de uma bomba atômica.
Não é possível acreditar que toda essa complexidade é fruto de um processo natural destituído de qualquer tipo de intervenção inteligente. Acredito que até mesmo quem afirma acreditar que somos obra do acaso, não acredita realmente, mas simula acreditar que acredita. No íntimo, não acredita.
Caia em si, prezado. Pare de dar soco em ponta de faca. Reconheça que há um Criador. E a Ele entregue sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Imagem extraída de: http://galeriacores.blogspot.com. (Acesso em 04 de setembro de 2010).

domingo, 29 de agosto de 2010

Santo Antão e a empáfia espiritual

Conta-se que Antão do Egito (ou Antão do Deserto, ou Santo Antão, para os católicos) era filho de pais piedosos e ricos, tendo revelado desde a infância desejo de atingir a perfeição religiosa.
Com 20 anos de idade, perdeu os pais. Em certa ocasião, inspirado pelas palavras de Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me” (Mt 19.21), passou a viver como um asceta: retirou-se para o deserto e iniciou uma vida de oração e trabalho.
Recluso no deserto, o inimigo passou então a afligi-lo com incômodos espirituais e corporais diversos, os quais foram combatidos com oração e penitência.
Depois de incontáveis investidas sem sucesso, o inimigo retirou-se. Foi aí então que Antão, afirmou aliviado:
- Enfim, consegui resistir a todas as tentações!!! Doravante, posso me considerar um santo!
No entanto, não sabia ele que o adversário estava ainda próximo, a ponto de conseguir ouvi-lo. E ouvindo-o, sorriu e disse:
- Aháááááá! Enfim te peguei!!!

Moral da história: quando você, cheio de empáfia espiritual e autosuficiência começa a se achar muito santo, o inimigo está é rindo da sua cara.
Não se esqueça, amado:
- a santificação é um processo que se inicia no momento da justificação;
- na conversão, somos libertos da condenação do pecado; na santificação diária somos libertos do jugo e das consequências do pecado; e na glorificação, seremos enfim libertos da presença do pecado.
Nunca é demais lembrar:
“Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair”. (I Co 10.12) “Quando o Diabo acabou de tentar Jesus de todas as maneiras, foi embora por algum tempo”. (Lucas 4.13)
“Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo? Bom é que retenhas isso e também disso não retires a tua mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso”. (Eclesiastes 7.16-18)
Que o Senhor nos abençoe e nos livre de todo o mal...
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Postagem já publicada também no Genizah.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Estou lendo... E Recomendo! (7)

Fundamentos inabaláveis - Norman Geisler e Pete Bocchino
Hoje a verdade é um conceito impopular. A cultura deste século a tem trocado pelos escorregadios caminhos do relativismo e do pluralismo, nos quais a opinião pessoal e os sentimentos contam mais que a verdade universal.
Entretanto, a verdade é muito mais que um modismo – ela é imutável. Em Fundamentos inabaláveis, Norman Geisler e Peter Bocchino mostram como é importante distinguir a diferença entre o que é uma questão de preferência e aquilo que é um princípio absoluto. De forma clara e acessível, eles ensinam o povo de Deus a responder às inevitáveis controvérsias que surgem desta discussão.
A cultura secular declarou guerra ao cristianismo. Para fornecer respostas convincentes, os cristãos precisam desenvolver uma visão de mundo mais apurada — uma maneira de compreender o que está se passando ao nosso redor sob uma perspectiva menos superficial. Este livro não proporciona apenas respostas convincentes sobre assuntos polêmicos, mas também a oportunidade de transformar vidas quando se enxerga o mundo através das lentes da verdade.
Fundamentos inabaláveis é repleto de ilustrações e analogias que explicam de forma objetiva temas como:
Lógica – Visões de mundo – Ciência – Macroevolução – Direito – Justiça – O mal – História – Jesus – Ética – O céu – O inferno – Aborto – Eutanásia – Questões da Biomedicina e genética – Clonagem.
Sinopse extraída do site da Editora Vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eu não quero me apaixonar por Jesus

Na presente postagem quero consignar, em breves palavras, o motivo pelo qual não sou apaixonado por Jesus, tampouco quero me apaixonar por Ele.
Primeiramente porque a paixão, no sentido a que ora me refiro, é sempre temporária. Por maior que seja a intensidade com que aflora, tende a paulatinamente diminuir até desaparecer. Durante sua permanência traz insegurança, ansiedade e ciúmes excessivos, que por sua vez pode acarretar as mais indesejáveis (em sã consiência) ânsias.
Na paixão imperam as emoções, ficando tolhida a razão. Isso pode trazer a cegueira quanto à realidade, deixando o apaixonado numa dimensão em que pode imaginar que o mundo gira em redor de seu próprio umbigo.
Há cerca de um século, cientistas descobriram a feniletilamina, uma substância produzida pelo corpo humano e associada à paixão.  De acordo com pesquisas, o cérebro a produz mediante alguns eventos, como por exemplo o contato físico ou mesmo um simples olhar. Há outras substâncias relacionadas à paixão, como a dopamina e a ocitocina.
Trocando em miúdos, a paixão nada mais é que a consequência de uma reação química que ocorre no organismo e, segundo estudos, dura cerca de seis meses (às vezes um pouco mais, outras vezes um pouco menos).
Definitivamente, não sou apaixonado por Jesus. Até porque Ele nunca perguntou pra ninguém: "Estás apaixonado por mim?". Não é isso que Ele quer saber, mas sim se o amamos. Isso Ele perguntou a Pedro e pergunta a cada um de nós. Independente do fato de que na maioria das vezes nosso amor é ínfimo. Ele bem conhece nossas limitações, e sabe que nosso amor está muito aquém do que Ele merece. Mas importa que o amemos.
A paixão pode levar uma pessoa a matar por outra. Já o amor leva uma pessoa a morrer por outra.
A paixão é passageira, efêmera. Já o amor é progressivo e duradouro. No caso d'Ele, o amor  que tem por mim e por você é Eterno.
Sim, meu amor é limitado, e Ele sabe. Mas melhor amar com esse amor limitado (mas  progressivo) do que estar apaixonado.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian