O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Leitura recomendada: "Efésios - O Deus Bendito" (Hermisten Maia)

Dr. Hermisten consegue ser ao mesmo tempo um sistemático e um exegeta. Aqui, ele pesquisa no original o sentido da mensagem de Paulo no primeiro capítulo da carta aos Efésios e traduz esta mensagem para nossos dias, organizando-a e apresentando-a de maneira sistemática, relacionando-a com outras passagens das Escrituras e outras doutrinas afins.
O título O Deus Bendito, tirado de Efésios 1.3, reflete bem o assunto principal, que é a doutrina da eleição e predestinação dos crentes. Poucas doutrinas têm sido tão atacadas e mal compreendidas no cenário evangélico brasileiro como estas. Em parte por preconceito e na maior parte por ignorância, evangélicos a acusam de ser uma doutrina do diabo e a responsável pela passividade missionária e evangelística das igrejas reformadas que as adotam. Nada mais longe da verdade. Aqui nesta obra, Dr. Hermisten examina com rigor exegético a evidência bíblica apresentada por Paulo no primeiro capítulo de Efésios, demonstrando que a predestinação é de fato uma doutrina bíblica, embora não consigamos entender plenamente todos os seus detalhes. Além disto, com citações abundantes dos grandes teólogos reformados da Igreja Cristã, e de Calvino em particular, ele nos mostra as consequências teológicas e práticas desta doutrina ensinada em praticamente toda a Escritura, relacionando-a com outras áreas da enciclopédia teológica.

Por fim, trata-se de uma obra escrita a partir dos referenciais reformados, por um autor que reconhece a Bíblia como a infalível e inerrante Palavra de Deus, que deseja honrá-la e submeter-se a ela antes que à sua própria opinião e à de outros homens.


Rev. Augustus Nicodemus Lopes, do Prefácio


Sinopse extraída do site da Editora Cultura Cristã.
 
Soli Deo Gloria 
Alessandro Cristian

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Casamento temporário - John Piper (leitura recomendada)

O significado do casamento é infinitamente grandioso
O abismo entre a visão bíblica do casamento e o conceito humano é - e sempre tem sido - enorme. Na História, algumas culturas, mais do que outras, têm respeitado a importância e a permanência do casamento. Outras, como a do mundo ocidental do século 21, têm atitudes tão baixas, descomprometidas e utilitárias com relação ao casamento a ponto de fazer a visão bíblica parecer ridícula para a maioria das pessoas.
O casamento é uma dádiva temporária, mas gloriosa. É mais que o amor mútuo entre marido e esposa - imensamente mais. Seu significado é infinitamente grandioso: a manifestação do amor fiel à aliança de Jesus e seu povo. Casamento Temporário apresenta a visão bíblica, seus contornos inesperados e suas consequências de peso igualmente para todos: casados, solteiros, divorciados e recasados.
Sinopse extraída do site da Editora Cultura Cristã.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Escutar é com os ouvidos... Ouvir é com a alma.

Tarefa difícil é ouvir. Escutar é fácil, afinal é apenas o exercício natural do sentido que conhecemos como audição. Mas quem escuta não necessariamente também ouve. Escutar é com os ouvidos. Já ouvir é infinitamente mais complexo, afinal isso se faz com a alma.
Quando se escuta alguém, pode-se deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro, como fazemos quando alguém diz algo que pouco atrai nossa atenção. Quando se escuta, pode-se permitir que as palavras sejam captadas por nosso sentido, sem no entanto deixar que elas desçam para o coração e sejam sentidas no íntimo.
Já o ouvir, é totalmente diferente. É uma arte dominada por poucos. Enquanto se escuta com os ouvidos, se ouve com a alma. Ouvir é absorver o sentimento alheio em nível tal que seja possível entrar na dimensão da tristeza ou da alegria do interlocutor. Ouvir é exercitar a empatia, colocando-se no lugar do próximo. É se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Romanos 12.15).
Escutar é com desdém, como se aquilo que o outro diz não seja interessante para nós. Ouvir é com atenção, é compartilhar. Escutar, até os animais, irracionais que são, o fazem. Mas ouvir, é uma bênção compartilhada pelo Criador com todos aqueles a quem foi dado o Espírito Santo.
Escutar é coisa de quem acredita que já sabe tudo. Ouvir é coisa de quem se coloca na posição de eterno aprendiz.
Escutar denota soberba e vaidade, ouvir denota subserviência e humildade.
Por isso a Palavra diz: “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1.19). Quem é pronto apenas para escutar ao invés de ouvir, por conseguinte fala nos momentos mais impróprios, e se ira com maior facilidade.
Como alguém já disse, a distância entre o céu e o inferno é de cerca de quarenta centímetros: é a distância entre a cabeça e o coração. Ou entre o ouvido e o coração, a sede das emoções.
Também por isso a Palavra nos recomenda: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2.7; 2.11; 2.17; 2.29; 3.6; 3.13; 3.22). Principalmente no campo espiritual, não basta escutar. É preciso ouvir. Captar com o espírito o que diz o Espírito.
Ouça mais. Escute menos. Para o seu bem.

Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dez acusações contra a igreja moderna (Leitura recomendada)

Concluí hoje a leitura do livro "Dez acusações contra a igreja moderna", de Paul Washer. Na referida obra, o autor nos chama a atenção para a necessidade de atentarmos para o padrão bíblico de doutrina.
Conforme sinopse disponível no site da Editora Fiel, "alguns disseram que tal pregação figura as 95 teses de nossa era. Isso somente o tempo dirá, contudo é certo que cada ponto dessa mensagem deve ser martelado na mente e no coração de cada pessoa que deseja ver uma reforma na chamada 'igreja moderna'".
Sim, somente o tempo dirá. Claro que tal assertiva se constitui numa hipérbole, mas é inegável o valor das ponderações de Washer. As acusações apresentadas pelo autor são as seguintes:
  1. Uma negação da suficiência da Escritura;
  2. Uma ignorância a respeito de Deus;
  3. Um fracasso em abordar o mal do homem;
  4. Uma ignorância quanto ao Evangelho de Jesus Cristo;
  5. Um convite antibíblico ao Evangelho;
  6. Uma ignorância quanto à natureza da igreja;
  7. Uma falta de disciplina eclesiástica amorosa e compassiva;
  8. Um silêncio a respeito da separação;
  9. Uma substituição das Escrituras referentes à família por psicologia e sociologia;
  10. Pastores mal-nutridos na Palavra de Deus.
Para auxiliar a igreja e objetivando a não incorrência nos erros acima relacionados, recomendo a leitura da obra em comento aos cristãos em geral, e à liderança eclesiástica em especial.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sacerdotes: Os "profissionais" mais felizes

A revista norte-americana Forbes divulgou recentemente em seu site a lista das dez profissões que mais contam com pessoas felizes e das dez carreiras que tornam os seus profissionais pessoas infelizes. O ranking é resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. (Para ver a lista completa, clique aqui).
Chama-nos a atenção o fato de que encabeçando a primeira lista estão os clérigos, dentre os quais podem ser contados os sacerdotes de maneira genérica, de quaisquer confissões.
Tudo bem que, à luz da Bíblia, sacerdócio não é profissão, muito embora hoje em dia muitos assim o considerem.
Mas é totalmente compreensível que os clérigos realmente vocacionados estejam dentre os "profissionais" mais felizes, afinal:
  • Tem a consciência de que foram chamados por Deus.
  • Contam com o privilégio de servirem a Deus servindo seu povo.
  • Possuem a exata noção da grandiosidade da obra para a qual foram designados.
  • Tem a honra de continuar a Obra começada por Jesus e seus apóstolos.
  • Seu "patrão" é ninguém mais que o Rei dos reis e Senhor dos Senhores.
Esses, como o apóstolo Paulo, afirmam sem medo:
"Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado." (II aos Coríntios 12.15)
No entanto, no outro extremo, quando se considera a missão de pastorear como mera profissão, passa-se a vê-la como um verdadeiro fardo. Quando assim ocorre, a única alternativa plausível é buscar outra profissão para ser feliz. É um direito.
Mas que o Pai nos livre de incorrermos nesse erro. E coloque em nossos corações o amor pelas almas, faça a chama missionária arder continuamente em nossas vidas, e nos faça sentir a alegria de servi-lO sendo servos do próximo.
E que não encaremos o santo sacerdócio como mera profissão. Afinal, uma profissão pode ou não ser exercida a contento, dependendo de motivações diversas (salário, horário, gratificações, etc.). Já quanto ao sacerdócio, é imperativo que, independente das circunstâncias, o homem o exerça de todo o coração. Como bem disse o Apóstolo Paulo:
"Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Filipenses 4.11-13)
Que Deus nos abençoe e nos ajude.
Postagem dedicada aos sacerdotes, os "profissionais" mais felizes do mundo.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nascido escravo - Martinho Lutero (Leitura recomendada)

Lutero considerou a doutrina da escravidão da vontade como a pedra angular do evangelho e o verdadeiro alicerce da fé cristã. Em Nascido Escravo, um resumo de sua obra suma, “A Escravidão da Vontade”, temos uma refutação clara e definitiva dos argumentos em favor do livre-arbítrio apresentados por Erasmo em sua defesa da posição humanista da Igreja Católica Romana.
Na luz dos argumentos bíblicos expostos por Lutero, um exame honesto do evangelho apresentado em nossos dias, mostra tragicamente que a posição da maioria dos evangélicos está mais voltada para o humanismo de Erasmo do que para a posição bíblica do reformador.

Sinopse extraída do site da Editora Fiel.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cientistas Famosos que Criam em Deus

1. Nicolau Copérnico (1473-1543)
Copérnico foi o astrônomo polonês que propôs o primeiro sistema de planetas matematicamente baseado ao redor do sol. Ele lecionou em várias universidades européias, e tornou-se um cônego da igreja Católica em 1497. Seu novo sistema foi apresentado realmente pela primeira vez nos jardins do Vaticano, em 1533, ao Papa Clemente VII, que o aprovou, e Copérnico foi encorajado a publicá-lo sem demoras. Copérnico nunca esteve sob qualquer ameaça de perseguição religiosa - e ele foi encorajado a publicar a sua obra tanto pelo Bispo Católico Guise, como também pelo Cardeal Schonberg e pelo Professor Protestante George Rheticus. Copérnico se referia às vezes a Deus em suas obras, e não via seu sistema como em conflito com a Bíblia.

2. Johannes Kepler (1571-1630)
Kepler foi um brilhante matemático e astrônomo. Ele primeiramente trabalhou com a luz, e estabeleceu as leis do movimento planetário em torno do sol. Ele também chegou perto de atingir o conceito Newtoniano da gravidade universal - bem antes de Newton nascer! Sua introdução da idéia de força na astronomia, a mudou radicalmente numa direção moderna. Kepler era um luterano extremamente sincero e piedoso, cujas obras sobre a astronomia continham escritos sobre como o espaço e os corpos celestiais representam a Trindade. Kleper não sofreu perseguição por causa de sua aberta confissão de um sistema heliocêntrico, e, deveras, foi lhe permitido, mesmo sendo um protestante, permanecer na Universidade Católica de Graz como um professor (1595-1600), quando outros protestantes tinham sido expulsos!

3. Galileu Galilei (1564-1642)
Galileu é freqüentemente lembrado por seu conflito com a Igreja Católica Romana. Sua obra controversa sobre o sistema solar foi publicada em 1663. Ela não tinha provas de um sistema solar heliocêntrico (as descobertas do telescópio de Galileu não indicavam uma terra em movimento), e sua única "prova", baseada sobre as marés, era inválida. Ela ignorou as órbitas elípticas corretas dos planetas, publicadas há vinte e cinco anos atrás, por Kepler. Visto que sua obra acabou colocando o argumento favorito do Papa na boca do tolo no diálogo, o Papa (um velho amigo de Galileu) ficou muito ofendido. Após o "teste" e, tendo sido proibido de ensinar o sistema heliocêntrico, Galileu fez sua obra teórica mais útil, que foi sobre dinâmica. Galileu disse expressamente que a Bíblia não podia errar, ele viu seu sistema relacionado ao assunto de como a Bíblia deve ser interpretada.

4. René Descartes (1596-1650)
Descartes foi um matemático, cientista e filósofo francês, que tem sido chamado o pai da filosofia moderna. Seus estudos escolares fizeram com que ele ficasse insatisfeito com a filosofia precedente: Ele tinha uma profunda fé religiosa como um Católico, que ele reteve até o dia de sua morte, junto com desejo resoluto e apaixonado de descobrir a verdade. Aos 24 anos de idade teve um sonho, e sentiu o chamado vocacional para buscar trazer o conhecimento num único sistema de pensamento. Seu sistema começou perguntando o que se pode ser conhecido, se tudo mais for duvidoso - sugerindo o famoso "Penso, logo existo". Realmente, é freqüentemente esquecido que o próximo passo para Descartes foi estabelecer a mais próxima certeza da existência de Deus - porque somente se Deus existe e não queira que sejamos enganados pelas nossas experiências, podemos confiar em nossos sentidos e processos lógicos de pensamento. Deus é, portanto, central em toda a sua filosofia. O que ele realmente queria, era ver sua filosofia adotada como padrão do ensino Católico. René Descartes e Francis Bacon (1561-1626) são geralmente considerados como as figuras-chave no desenvolvimento da metodologia científica. Ambos tinham sistemas nos quais Deus era importante, e ambos pareciam mais devotos do que o normal para a sua era.

5. Isaac Newton (1642-1727)
Na ótica, mecânica e matemática, Newton foi uma figura de gênio e inovação indisputável. Em toda sua ciência (incluindo a química), ele viu a matemática e os números como centrais. O que é menos conhecido é que ele foi devotamente religioso e via os números como envolvidos no entendimento do plano de Deus, na Bíblia, para a história. Ele produziu uma grande quantia de trabalho sobre numerologia bíblica, e, embora alguns aspectos de suas crenças não fossem ortodoxos, ele estimava a teologia como muito importante. Em seu sistema de física, Deus é essencial para a natureza e a perfeição do espaço. Em Principia ele declarou: "Este magnífico sistema do sol, planetas e cometas, poderia proceder somente do conselho e domínio de um Ser inteligente e poderoso. E, se as estrelas fixas são os centros de outros sistemas similares, estes, sendo formados pelo mesmo conselho sábio, devem estar todos sujeitos ao domínio de Alguém; especialmente visto que a luz das estrelas fixas é da mesma natureza que a luz do sol e que a luz passa de cada sistema para todos os outros sistemas: e para que os sistemas das estrelas fixas não caiam, devido à sua gravidade, uns sobre os outros, Ele colocou esses sistemas a imensas distâncias entre si.".

6. Robert Boyle (1791-1867)
Um dos fundadores e um dos primeiros membro-chave da Sociedade Real, Boyle deu seu nome à "Lei de Boyle" para os gases, e também escreveu uma obra importante sobre química. A Enciclopédia Britânica diz dele: "Por sua vontade ele doou uma série de leituras, ou sermões, que ainda continuam, para defender a religião Cristã contra os infiéis notórios... Como um Protestante devoto, Boyle teve um interesse especial na promoção da religião Cristã no exterior, dando dinheiro para traduzir e publicar o Novo Testamento para o irlandês e turco. Em 1690, ele desenvolveu suas visões teológicas no The Christian Virtuous (O Cristão Virtuoso), que ele escreveu para mostrar que o estudo da natureza era um dever religioso central". Boyle escreveu contra os ateus em seus dias (a noção de que o ateísmo é uma invenção moderna é um mito), e foi claramente um Cristão muito mais devoto do que a maioria em sua época.

7. Michael Faraday (1791-1867)
O filho de um ferreiro que se tornou um dos maiores cientistas do século XIX. Sua obra sobre a eletricidade e magnetismo não somente revolucionou a física, mas conduziu à muitas coisas que fazem parte do nosso estilo de vida hoje, as quais dependem dela (incluindo computadores, linhas de telefone e web sites). Faraday foi um Cristão devoto, membro do Sandemanianismo [Nota do tradutor: seita cristã fundada em aproximadamente 1730, na Escócia, por John Glas (1695-1773), um ministro presbiteriano da Igreja da Escócia, juntamente com o seu genro, Robert Sanderman, de quem é derivado o nome da seita], o que significativamente o influenciou e fortemente afetou a maneira na qual ele se aproximou e interpretou a natureza. Os Sandemanianos se originaram dos presbiterianos que rejeitaram a idéia de igrejas estatais, e tentaram voltar ao tipo de Cristianismo do Novo Testamento.

8. Gregor Mendel (1822-1884)
Mendel foi o primeiro a lançar os fundamentos matemáticos da genética, o qual veio a ser chamado "Mendelianismo". Ele começou sua pesquisa em 1856 (três anos antes de Darwin publicou sua Origens das Espécies) no jardim do Monastério no qual ele era um monge. Mendel foi eleito Abade de seu Monastério em 1868. Sua obra permaneceu comparativamente desconhecida até a virada do século, quando uma nova geração de botânicos começaram a achar resultados similares e a "redescobri-lo" (embora suas idéias não fossem idênticas às suas). Um ponto interessante é que 1860 foi a década da formação do X-Clube, dedicado à diminuição das influências religiosas e propagação de uma imagem de "conflito" entre ciência e religião. Um simpatizante foi Francis Galton, primo de Darwin, cujo interesse científico estava na genética (um proponente da eugenia - aperfeiçoamento da raça humana para "melhorar" o estoque). Ele estava escrevendo sobre como a "mente sacerdotal" não era propícia à ciência, enquanto que, quase ao mesmo tempo, um monge australiano estava dando um salto inovador na genética. A redescoberta da obra de Mendel veio tarde demais para afetar a contribuição de Galton.

9. Kelvin (William Thompson) (1824-1907)
Kelvin foi o primeiro dentre um pequeno grupo de cientistas britânicos que ajudaram a lançar os fundamentos da física moderna. Sua obra cobriu várias áreas da física, e é dito ele ter mais cartas com o seu nome do que qualquer outra pessoa na Comunidade Britânica, visto que ele recebeu numerosos graus de honorários das Universidades Européias, que reconheceram o valor de sua obra. Ele foi um Cristão muito comprometido, certamente mais religioso que a maioria de sua época. Interessantemente, seus companheiros físicos, George Gabriel Stokes (1819-1903) e James Clerk Maxwell (1831-1879), foram também homens de profundo comprometimento Cristão, numa era quando muitos eram Cristãos nominais e apáticos, ou simplesmente anti-Cristãos. A Enciclopédia Britânica diz: "Maxwell é considerado por muitos dos físicos modernos como o cientista do século XIX que teve a maior influência sobre os físicos do século XX; ele é posto ao lado de Sir Isaac Newton e Albert Einstein, por causa da natureza fundamental de suas contribuições". Lord Kelvin foi um criacionista da Terra antiga, que estimava a idade da Terra como sendo algo entre 20 milhões e 100 milhões de anos, com um limite máximo de 500 milhões, baseado nas taxas refrescantes.

10. Max Planck (1858-1947)
Planck fez muitas contribuições para a física, mas é mais conhecido pela teoria quantum, a qual tem revolucionado nosso entendimento dos mundos atômicos e sub-atômicos. Em sua palestra "Religião e Ciência Natural", Planck expressou a visão de que Deus está presente em todos os lugares, e sustentou que "a santidade da Deidade inteligível é transmitida pela santidade de símbolos". Os ateus, ele pensava, dão muita atenção ao que são meramente símbolos. Planck foi um representante da igreja de 1920 até a sua morte, e cria num Deus todo-poderoso, onisciente e beneficente (embora não necessariamente um Deus pessoal). Tanto a ciência como a religião travaram uma "incansável batalha contra o ceticismo e dogmatismo, contra a incredulidade e a superstição", com o objetivo "direcionado para Deus!"

11. Albert Einstein (1879-1955)
Einstein é provavelmente o cientista mais conhecido e mais altamente reverenciado do século XX, e está associado com as maiores revoluções em nosso pensamento sobre tempo, gravidade e a conversão de matéria em energia (E=mc2). Embora nunca tenha chegado a crer num Deus pessoal, ele reconheceu a impossibilidade de um universo não-criado. A Enciclopédia Britânica diz dele: 'Firmemente negando o ateísmo, Einstein expressou uma crença no "Deus de Espinoza, que se revela na harmonia do que existe'". Isto realmente motivou seu interesse na ciência, como ele certa vez afirmou a um jovem físico: "Eu não sei como Deus criou este mundo, eu não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os Seus pensamentos, o resto são detalhes". O famoso epíteto de Einsten sobre o "princípio da incerteza" era que "Deus não joga dados" - e para ele esta foi uma real declaração sobre um Deus em quem ele cria. Uma das suas afirmações famosas é: "Ciência sem religião é manca, religião sem ciência é cega".

por  Richard L. Deem.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus, ano velho... Feliz ano novo... Até aqui nos ajudou o Senhor!

Com a Graça de Deus, estamos chegando ao fim de mais um ano.  Mais um ano "voou". Como costumamos dizer, "quando você é criança o tempo se arrasta; quando você é jovem o tempo anda; quando você é adulto o tempo corre; quando você é velho o tempo voa; só mais um pouco e o tempo terá ido embora".
Justamente por isso, a Bíblia nos orienta a remir o tempo (Efésios 5.16).
Apesar das adversidades podemos, sem dúvida, afirmar que "até aqui nos ajudou o SENHOR" (I Samuel 7.12).  2011 foi um ano extremamente importante para este por vários motivos mas, principalmente, pelo fato de que o SENHOR supriu todas as minhas necessidades, assim como as de minha família, e tem demonstrado Seu Amor e Fidelidade para conosco a cada dia.
Outro motivo de alegria em 2011 foi poder prosseguir com este blog. Não tenho dúvida de que este singelo espaço é um instrumento que me foi dado por Deus para, ainda que com pouco alcance, disseminar sua Santa Palavra e combater/denunciar os desvios doutrinários que grassam nas igrejas do Brasil.
Nesses 12 meses, foram cerca de  16.800 visitas (média de 1.400 visitas por mês) e 20.800 páginas vistas. Tais números podem ser considerados como expressivos, se levarmos em conta que se trata do blog de um "quase" anônimo.
Nessa "missão" tenho conhecido vários irmãos em Cristo e, Graças a Deus, contado com o apoio dos mesmos. 
Enfim, só tenho a agradecer a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e ainda vai fazer por mim. Muito obrigado, SENHOR. Agradeço também à minha amada família e a cada um dos amados visitantes que tem me honrado com sua visita nesse humilde espaço. Deixo aqui meus sinceros agradecimentos e meus votos de que as ricas e preciosas bênçãos do Pai Celestial sejam copiosamente derramadas sobre a vida de todos no ano vindouro. E em todos os dias de nossas vidas.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A última semana do ano...

Desejo a ti uma abençoada semana.
Do ano, a última.
Que seja ótima.
Felicidade íntima.
Preocupação, ínfima.
E, semana finda, que venha a próxima.
Proveitosa ao máximo.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Livros que li em 2011...

"Oh! Bendito o que semeia/Livros... livros à mão cheia... 
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma/É gérmen que faz a palma
É chuva que faz o mar". 
Castro Alves
Na presente postagem apresento a relação dos livros que li em 2011... 


  1. 1808 (Laurentino Gomes)
  2. A Bíblia e sua família (Augustus Nicodemus Lopes e Minka Schalkwijk Lopes)
  3. Ação psicopedagógica (Élcie F. Salzano Masini – Org.)
  4. A construção do homem segundo Piaget: uma teoria da educação (Lauro de Oliveira Lima)
  5. A construção do real na criança (Jean Piaget)
  6. A docência na Educação Superior: sete olhares (Délcia Enricone – Org.)
  7. A fé à luz da psicanálise (Françoise Dolto e Gérard Séverin)
  8. A força oculta dos protestantes (André Biéler)
  9. A psicanálise e o religioso (Philippe Julien)
  10. A psicopedagogia em Piaget: uma ponte para a educação da liberdade (Maria M. Mazaro Balestra)
  11. Bíblia Sagrada (Jah)
  12. Criação ou evolução (John MacArthur)
  13. Dez Lições de psicologia e pedagogia: uma contestação das idéias de Piaget (Olivier Houdé)
  14. Efésios – Comentário Bíblico (Elienai Cabral)
  15. Ética da vida (Leonardo Boff)
  16. Fé Cristã e misticismo (Alderi Souza de Matos, Augustus Nicodemus Lopes, Francisco Solano Portela Neto, Heber Carlos de Campos)
  17. Freud básico (Michael Kahn)
  18. Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget (Barry j. Wadsworth)
  19. Meditatio (Osmar Ludovico)
  20. Modificabilidade Cognitiva: abordagem neuropsicológica da aprendizagem humana (Vitor da Fonseca)
  21. O ateísmo cristão e outras ameaças à igreja (Augustus Nicodemus Lopes)
  22. O culto espiritual (Augustus Nicodemus Lopes)
  23. O delírio de Dawkins (Alister McGrath e Joanna McGrath)
  24. O mistério do Espírito Santo (R.C. Sproul)
  25. O nascimento da inteligência na criança (Jean Piaget)
  26. O pensamento de João Calvino (Dr. Cláudio Lembo, Prof. Ver Herminsten Maia e outros)
  27. O que estão fazendo com a igreja ( Augustus Nicodemus Lopes)
  28. O que você precisa saber sobre batalha espiritual (Augustus Nicodemus Lopes)
  29. Ortodoxia (G.K. Chesterton)
  30. Outra espiritualidade (Ed René Kivitz)
  31. Preparando sua filha para a batalha de toda mulher (Shannon Ethridge)
  32. Psicanálise dos milagres de Cristo (Daniel Duigou)
  33. Queima de arquivo (Ubirajara Crespo)
  34. Raiva: seu bem, seu mal (Esther Carrenho)
  35. Sócrates e Jesus: o debate (Peter Kreeft)
  36. Totem e tabu (Caterina Koltai)
  37. Vivendo com propósitos (Ed René Kivitz)

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 10 de dezembro de 2011

Procura-se velhos soldados para defenderem velhas verdades

Charles H. Spurgeon

A igreja necessita grandemente de cristãos maduros, e especialmente quando há muitos novos convertidos sendo acrescentados a ela. Novos convertidos fornecem ímpeto à igreja, mas a sua espinha dorsal e a sua substância devem, sob Deus, repousar sobre os membros mais maduros.

Nós queremos os cristãos maduros no exército de Cristo fazendo o papel de veteranos, inspirando os demais com frieza, coragem e firmeza; porque se o exército inteiro for composto de recrutas inexperientes a tendência será que eles hesitem quando o assalto for mais feroz que o habitual.

A velha guarda, os homens que respiraram fumaça e comeram fogo anteriormente, não tremem quando a batalha se enfurece como uma tempestade. Eles podem até morrer, mas jamais se rendem. Quando eles ouvem o grito de "Avante," eles podem não avançar tão agilmente à frente como os soldados mais jovens, mas eles arrastam a artilharia pesada, e o seu avanço uma vez conquistado, é seguro. Eles não vacilam quando os tiros voam intensamente, porque eles se lembram de antigas batalhas em que Jeová cobriu suas cabeças. A igreja precisa, nestes dias de fragilidade e falta de compromisso, de crentes mais decididos, profundos, bem-instruídos e confirmados.

Nós somos assaltados por todo tipo de doutrinas novas. A velha fé é atacada por assim-chamados “reformadores” que adorariam reformá-la completamente. Eu espero ouvir notícias de alguma doutrina nova uma vez por semana. Tão freqüentemente como a lua muda, um ou outro profeta é movido a propor alguma nova teoria, e acreditem, ele lutará mais bravamente por sua novidade do que jamais fez pelo Evangelho. O descobridor se acha um Lutero moderno, e da sua doutrina ele pensa como Davi pensou da espada de Golias: "Não há outra semelhante."

Como Martinho Lutero disse de alguns nos seus dias, estes inventores de novas doutrinas encaram suas descobertas como uma vaca diante de um portão novo, como se não houvesse nada mais no mundo para se encarar. Eles esperam que todos nós fiquemos loucos por seus modismos e marchemos de acordo com o seu apito. Ao que nós damos ouvidos? Não, nem por uma hora.

Eles podem reunir uma tropa de recrutas inexperientes e conduzirem-nos para onde quiserem, mas para crentes confirmados eles soam suas cornetas em vão. Crianças correm atrás de qualquer brinquedo novo; em qualquer pequena apresentação de rua os garotos ficam todos excitados, boquiabertos; mas os seus pais têm trabalho por fazer, e suas mães têm outros assuntos em casa; aquele tambor e aquele apito não vão atraí-los.

Pela solidez da igreja, pela firmeza da fé, por sua defesa contra os recursivos ataques de hereges e infiéis, e pelo avanço permanente dela e a conquista de novas províncias para Cristo, nós não queremos apenas seu sangue jovem, quente, o qual esperamos que Deus sempre nos envie pois é de imensa utilidade e não poderíamos ficar sem. Mas nós também precisamos dos corações frios, firmes, bem-disciplinados e profundamente experimentados de homens que conhecem por experiência a verdade de Deus, e atém-se firmemente ao que aprenderam na escola de Cristo.

Que o Senhor nosso Deus nos envie muitos desses. Eles são extremamente necessários.

(Artigo Via Genizah. Desconheço a fonte original)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dez coisas em que você deve acreditar...

  1. Que Deus, Soberano e Todo-Poderoso, é o Criador dos Céus e da Terra.
  2. Que a Bíblia Sagrada é a infalível e inerrante Palavra de Deus.
  3. Que Jesus Cristo, Filho de Deus, morreu por você. Mas ressuscitou ao terceiro dia e hoje está à destra do Pai, intercedendo por nós.
  4. Que pela Graça somos salvos. Assim, não precisamos quitar carnês mensais, tampouco fazermos sacrifícios para irmos para o Céu.
  5. Que Jesus voltará para buscar os salvos.
  6. Que há uma condenação eterna para aqueles que O rejeitarem.
  7. Que o salvo é santo. Se não é santo, não é salvo.
  8. Que só há um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
  9. Que o casamento, à luz da Bíblia, da coerência e do bom-senso, só é possível entre um homem e uma mulher.
  10. Que você não pode se conformar com esse mundo, mas que deve levar seu pensamento cativo a Cristo. 
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

    segunda-feira, 14 de novembro de 2011

    Quando orares, entra no teu aposento...

    Vivemos em dias nos quais a recomendação em epígrafe, proferida por Jesus, tem sido um tanto quanto negligenciada. As grandes aglomerações humanas são buscadas em detrimento dos momentos em particular com o Criador.
    Grandes congressos, igrejas abarrotadas e imensas cruzadas evangelísticas são procuradas pelo homem, em sua busca desenfreada por ouvir a voz de Deus. Nada contra esses encontros. O problema é que se esquecem de que, para ouvir a voz de Deus, por vezes se faz necessário entrar no quarto, trancar a porta e esquecer o mundo lá fora.
    É lá dentro, no recôndito, no silêncio, longe da correria cotidiana e da multidão de afazeres, que Deus fala conosco de maneira particular.
    Conta-se que, em certa ocasião, perguntaram a Madre Tereza de Calcutá o que ela dizia a Deus em suas orações. No que ela respondeu: "Nada, eu só escuto". Aí então perguntaram o que Deus dizia a ela durante suas orações. A resposta foi: "Nada, ele só me escuta".
    Nesse silêncio somos confrontados com nosso eu. Digo, é nesse silêncio que Deus nos mostra quem somos. É do silêncio que emerge a realidade de nosso íntimo.
    Interessante observar que esse "entrar no aposento" diz respeito a muito mais que apenas adentrar em um espaço geográfico, ou a um compartimento da residência. Nas entrelinhas, Jesus nos orienta a, no momento da oração, adentrarmos no mais oculto de nosso ser. A vasculharmos cada canto de nosso coração, onde estão escondidos os intentos mais secretos, os mais inimagináveis desejos, os pensamentos mais indesejáveis.
    Nos manda ainda fecharmos a porta. Isto é, impedirmos a entrada de bajulações e adulações que nem sempre condizem com a realidade. A bloquearmos as opiniões externas acerca de nossa pessoa.
    "É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que a canção dos tolos" (Eclesiastes 7.5).
    Nesses momentos, sem abrir a boca, apresentamos a Deus o que está em nós, e não aquilo que queremos para nós.
    Uma vez desvelado o que estava em oculto, apresente a Ele. Não adianta querer esconder algo do Mestre, afinal "todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar" (Hebreus 4.13). No entanto, Ele quer ver nossa sinceridade. Se, de livre e espontânea vontade apresentamos a Ele o que não apresentaríamos para mais ninguém. Talvez nem para nós mesmos.
    Em suma: reserve um tempo diário para estar em particular com Deus. Faz bem.
    Que o Pai abençoe sua vida.

    Soli Deo Gloria
    Alessandro Cristian

    sábado, 5 de novembro de 2011

    Depressão, o cárcere da alma

    A depressão foi definida por Andrew Solomon como um parasita que suga a seiva da nossa vida. É como engolir seu próprio funeral e vestir-se de uma roupa de madeira. A depressão é o cárcere da alma, a masmorra das emoções, o cativeiro que priva milhões de pessoas de nutrirem na alma, a esperança do amanhã. A depressão é classificada como uma doença e, essa doença, que possui múltiplas causas, atinge ricos e pobres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. A depressão é uma doença que provoca muitas outras. Se não tratada convenientemente pode desembocar em tragédias irremediáveis. A depressão é a principal causa do suicídio no mundo.
    John Piper, em seu livro O Sorriso Escondido de Deus, trata deste assunto com esmerado cuidado. Há duas posições que circulam no meio evangélico sobre o assunto, que revelam um desequilíbrio perigoso. A primeira delas liga a depressão à ação demoníaca. Os defensores dessa vertente afirmam que as pessoas deprimidas estão oprimidas e até possuídas por demônios. A segunda interpretação vincula a depressão a algum pecado específico ainda não confessado. Assim, uma pessoa fica deprimida porque esconde algum pecado que precisa ser confessado e abandonado. Não subscrevemos essas duas interpretações. Julgamo-las deficientes e assaz injustas. É muito verdade que uma pessoa pode ficar deprimida em virtude de seu envolvimento com demônios e também como resultado de algum pecado escondido. Porém, uma pessoa pode ser assolada pela depressão, mesmo levando uma vida cheia do Espírito Santo. Assim como um indivíduo pode ser cheio do Espírito e ter um problema cardíaco, também uma pessoa pode estar plena da presença de Deus e enfrentar o drama da depressão.
    Se há várias causas que provocam a depressão, também há vários sintomas que a revelam. O primeiro sintoma é que a pessoa deprimida é tomada por uma desesperança crônica e passa a enxergar a vida pelas lentes escuras do pessimismo. Não vê uma luz no fim do túnel nem janelas de escape. Foi o que aconteceu com o profeta Elias. Pensou que somente ele havia restado dos profetas de Deus em Israel, quando na verdade sete mil ainda não haviam se dobrado a Baal. O segundo sintoma é olhar para a vida pelas lentes do retrovisor. Uma pessoa deprimida sente uma saudade mórbida dos bons tempos que se foram e se desespera diante das incertezas do seu futuro. Sente-se num calabouço existencial e sem ânimo e forças para sair desse cárcere da alma. Nessa saga cheia de pavores, flerta com a própria morte. Não que seu desejo seja de fato morrer, mas é que sente uma dor tão profunda na alma que o único alívio que consegue vislumbrar é o alívio da morte. Não podemos subestimar esses presságios que rondam a alma de uma pessoa depressiva. Isso é uma espécie de alarme, uma trombeta que precisa de encontrar ouvidos sensíveis. É por essa razão, que o terceiro sintoma de uma pessoa deprimida é um completo desânimo quanto ao futuro. É o desejo de fechar as cortinas da vida e colocar um ponto final na existência.
    Como devemos lidar com a depressão? Como ajudar uma pessoa deprimida? Primeiro, precisamos orar por ela e com ela. Depois, precisamos cientificar-nos se essa pessoa está recebendo o tratamento médico adequado para a sua doença. Ainda, precisamos estar perto dela, oferecendo-lhe um ombro amigo, um ouvido atento e um coração generoso. Finalmente, precisamos compartilhar com ela a esperança do evangelho, o poder da graça de Deus e o consolo das Escrituras. Deus nos vivifica segundo a sua Palavra. Ele tira a nossa alma do cárcere. Ele acende uma luz de esperança no túnel escuro do nosso sofrimento. Deus arranca os gemidos da nossa alma e coloca em nossos lábios, um cântico de vitória. Em síntese, trata-se da depressão com remédio, terapia e fé.
    Reverendo Hernandes Dias Lopes.
    Fonte: site do autor.

    Soli Deo Gloria

    quarta-feira, 2 de novembro de 2011

    Agostinho e o culto aos mortos

    "Que nossa religião não seja culto aos mortos. Se eles viveram na piedade não se comprazem com tais honras, antes querem que adoremos Aquele em cuja luz eles mesmos se alegram ao ver-nos associados a seus méritos. Honremo-los, pois, imitando-os e não os adorando. E, se viveram mal, onde quer que estejam, nenhum culto merecem."
    FERREIRA, Franklin. Agostinho de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2007. (Série Pensadores Cristãos)
    Original em:
    AGOSTINHO, A verdadeira religião, 55.108, p. 133.
    Soli Deo Gloria
    Alessandro Cristian