O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção. (Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).
Há alguns anos, vi a frase em epígrafe, traduzida do inglês, numa revista. Não era exatamente assim, ipsis litteris, mas a essência da sentença era essa. A foto que acompanhava tais dizeres mostrava seis homens carregando um esquife.
Tratava-se da propaganda de uma denominação religiosa (Episcopal Church, salvo engano).
O hiperbólico questionamento bem expressa quão difícil é trazer de volta para a Casa de Deus alguém que, por algum motivo, afastou-se do convívio e da comunhão da igreja local (ou da igreja visível).
Em Provérbios 18.19, lemos que “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio”. A mais pura realidade, como toda a Palavra de Deus.
A maioria absoluta, para não afirmar incisivamente “todos”, teriam motivos para se afastar da igreja (local e visível, cabe frisar novamente): desapontamento com irmãos, rusgas, divisões, frustração, discordâncias teológicas e administrativas, etc.
Mas, apesar de tudo, se faz necessário que continuemos firmes, com os olhos e o pensamento fixos em Jesus, e em mais ninguém. Só Ele não nos desaponta, não nos desampara e nem nos frustra.
Como afirmou certo escritor, “se algum dia você encontrar uma igreja perfeita, não vá para ela. Você irá estragá-la”.
Fique na posição. Eclesiastes 9.10 nos exorta: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma”(grifo meu).
Volte para a casa do Pai. Mais do que isso, se você se afastou, volte para a presença do Pai o quanto antes.
Erros que os adoradores devem evitar - Ciro Sanches Zibordi
"Minha vitória hoje tem sabor de mel. - Como Zaqueu, eu quero subir - Aleluiaaa... tire o pé do chão! - Os sonhos de Deus jamais vão morrer..."
Esta obra apresenta uma mensagem de reflexão a todos os que prezam a verdadeira adoração, em espírito e em verdade, e não se conformam com as más inovações do mundo gospel, resultantes da secularização do culto a Deus.
"Com as palavras não aprendemos senão palavras; antes, o som e o ruído das palavras, porque, se o que não é sinal não pode ser palavra, não sei também como possa ser palavra aquilo que ouvi pronunciado como palavra enquanto não lhe conhecer o significado. Só depois de conhecer as coisas se consegue, portanto, o conhecimento completo das palavras; ao contrário, ouvindo somente as palavras, não aprendemos sequer estas. Com efeito, não tivemos conhecimento das palavras que aprendemos nem podemos declarar ter aprendido as que não conhecemos, senão depois que lhes percebemos o significado, o que se verifica não mediante a audição das vozes proferidas, mas pelo conhecimento das coisas significadas."
Citação extraída de:
FERREIRA, Franklin. Agostinho de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2007. (Série Pensadores Cristãos)
Original em:
AGOSTINHO. De magistro (do mestre), XI, 36, p. 350.
Estão abertas as inscrições para a Pós-graduação em Psicopedagogia no Unimódulo/Unicsul - Caraguatatuba/SP. Duração do curso: 18 meses. Modalidade: Presencial (um final de semana por mês, na seguinte conformidade: sexta-feira das 18:00 às 22:00 h, sábado das 08:00 às 17:00 h e domingo das 8:00 às 12:00 h).
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No dia 08 de abril de 1994 a estrutura do showbusiness foi abalada por uma notícia estarrecedora: Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, havia sido encontrado morto em seu apartamento (em Seattle) por um eletricista, contratado para consertar o sistema de alarme da residência. Kurt estava com uma arma sobre o peito, apontando para o queixo. De acordo com os médicos responsáveis pela autópsia, o líder da banda mais influente da década de 1990 havia morrido (com um tiro na cabeça) a cerca de 48 horas da descoberta.
Se vivo, Kurt completaria 43 anos hoje.
Em 1991, com o lançamento de “Nevermind”, seu 2º álbum, o Nirvana tornou-se mundialmente conhecido. Desbancou do topo das paradas de sucesso algumas das “instituições” do pop, como Michael Jackson e Guns’n’Roses, fato inédito para uma banda recém saída do underground. A música “Smells like teen spirit” foi uma das mais executadas daquele ano, e seu estilo serviu de inspiração para a maioria, se não todas as bandas daquela década, inclusive aqui no Brasil.
À época, de repente todo mundo queria colocar guitarras distorcidas nas músicas e usar uma camisa xadrez de flanela amarrada à cintura. Desde então, até nas músicas infantis percebemos certo peso e distorção nas guitarras.
Músicas com estrutura do tipo “parte lenta, quase sussurrada + explosão no refrão” viraram febre, e passaram a fazer parte até do cancioneiro gospel, fato que pode ser observado em músicas de Cassiane e Elaine de Jesus, só pra citar alguns exemplos. Dessa última, aliás, quando a mocidade da igreja onde congrego utiliza playback de seus hinos, percebo que algumas das canções são puro rock’n’roll travestido de louvor (ou vice-versa).
O Nirvana foi, incontestavelmente, o responsável pela popularização do “rock de garagem”, o chamado rock alternativo, naquela ocasião denominado grunge. Até então o rock que dominava a grande mídia era a “farofa” do tipo Bon Jovi, Guns’n’Roses e similares.
Indubitavelmente, o estilo niilista do Nirvana era o reflexo do way of life de Kurt Cobain.
Calcula-se que, até hoje, Nevermind vendeu cerca de 35 milhões de cópias. Claro que Kurt, enquanto underground, desejava fazer sucesso. Se assim não o fosse, não teria assinado contrato com uma grande gravadora. O que provavelmente ele não queria era o pacote que acompanha o sucesso: fãs histéricos, falta de privacidade, pressão para continuar a compor canções bem-sucedidas, turnês intermináveis.
Dessa maneira, tudo isso aliado aos seus constantes problemas com drogas e com sua esposa, Courtney Love, levaram Cobain a cometer o suicídio provavelmente em 06 de abril de 1994, quando então tinha 27 anos (alguns questionam se a morte foi causada por suicídio ou homicídio - não vem ao caso).
Diante da história desse homem, impossível não se lembrar das palavras de Jesus registradas no Evangelho de Mateus, capítulo 16, versículo 26: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?”.
Kurt ganhou o mundo inteiro. Chegou ao topo das paradas pop. Recebeu rios de dinheiro. Tornou-se mundialmente conhecido. Apareceu em todos os órgãos de imprensa.
Mas perdeu sua alma. Não estou com isso querendo dizer que ele foi para o inferno, ou para mandá-lo para lá. Só Deus pode fazê-lo. Não estou falando que é para lá que Kurt foi. Não temos a certeza de que ele de fato cometeu suicídio, tampouco o que se passou naquela mente em seus últimos instantes, e menos ainda quanto ao lugar em que ele passará a eternidade. Mas Deus sabe.
No entanto, chamo a atenção para o fato de que a palavra “alma” também pode significar “vida”, “ânimo”, “coragem”, “sentimentos”. Nesse sentido, sem dúvida ele perdeu sua alma. Sua vida. Seu ânimo. Sua coragem de prosseguir. Seus sentimentos. Tudo isso em decorrência de ter ganho o mundo.
Enfim, ganhou o mundo, mas perdeu a alma. Infelizmente.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Tudo o que o povo precisa é de pão e circo. Há alguns séculos, no início da Era Cristã, essa era a política adotada pelo Império Romano. Sabemos que Roma chegou a dominar o mundo em determinado momento da história da humanidade. Tornou-se a maior potência política e econômica. Mas a expansão urbana tornou-se também um sério problema social para Roma. Cada nação subjugada significava mais escravos a serviço do Império. Essa escravidão veio a ser o estopim para o desemprego dos camponeses, que perderam seu espaço e migraram para as cidades em busca de emprego e melhores condições de vida.
Esse êxodo veio a deixar o Império temeroso de que aquela massa de desempregados viesse a se revoltar. Como saída, foi criada apolítica do Pão e Circo, que consistia em oferecer à massa ignara comida e diversão. Diariamenteocorriam batalhas de gladiadores no Coliseu e em outros estádios, onde era fornecido alimento ao público. Com o “pão” e o “circo”, o povo acabava por se esquecer das dificuldades da vida e, por conseguinte, menores eram as chances de haver rebelião.
Séculos se passaram, e a política dopanis et circensiscontinua atualíssima no mundo como um todo e, especialmente em terrabrasilis.
É fato que, em se tratando depanis, por vezes há escassez. Mas em matéria decircensisé o que há no país.
Dentre os “circos” de nossos dias, citemos o Carnaval.Anualmente, todo mês de fevereiro, observamos que o povo se esquece da precariedade do sistema de saúde do Brasil, da violência urbana, do trânsito caótico das grandes cidades, da miséria e da corrupção reinantes em nosso país. E cai na ilusória “folia”. Mergulha de cabeça no circo.
A diferença básica é que, enquanto na Roma antiga eram fornecidos o pão e o circo, no Brasil só vemos o circo. Por vezes falta o pão.
Passada a “folia”, na quarta-feira de cinzas tudo volta ao normal. E, mesmo sem pão, já começam os planos para o próximo carnaval. É lamentável.
Caro amigo, oriente suas ações por essas palavras, não só durante o carnaval, mas durante toda a sua vida:
“... não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tiago 4.4)
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (I João 2.15-17)
“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis”. (Gálatas 5.16,17)
"Mas Deus tudo previu e não pôde ignorar que o homem viria a pecar. Temos de conceber a Cidade Santa conforme o que Ele previu e dispôs e não conforme o que pode chegar ao nosso conhecimento pois não foi isso que esteve nos desígnios de Deus. Claro que o homem com o seu pecado não pôde perturbar o plano divino nem como que obrigar Deus a mudar o que tinha estabelecido. Deus, na sua presciência, previu uma e outra coisa, isto é, quão mau se viria a tornar o homem que Ele criou bom e o bem que havia de tirar desse mal. É certo que se diz que Deus altera os seus desígnios (em linguagem metafórica a Escritura chega mesmo a dizer que Deus se arrependeu). Mas isso diz-se em atenção ao que o homem espera ou em atenção ao que comporta a ordem das coisas naturais - e não em atenção ao que o Onipotente previu que havia de fazer."
Citação extraída de:
FERREIRA, Franklin. Agostinho de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2007. (Série Pensadores Cristãos)
Hoje em dia, as câmeras de segurança estão presentes na grande maioria dos estabelecimentos comerciais. De pequenos pontos até as grandes redes de loja e hipermercados, lá estão os dispositivos, aparentes ou não, quase sempre acompanhados por avisos do tipo “estabelecimento comercial monitorado por câmeras de segurança”, ou com palavras mais informais, como por exemplo, “Sorria! Você está sendo filmado!”.
Indubitavelmente, a presença de tais dispositivos vem a inibir determinados atos ilícitos no interior dos recintos, mitigando assim o prejuízo dos empresários com pequenos (e também médios e grandes) furtos.
No entanto, por outro lado, muitos cidadãos de bem também se sentem desconfortáveis em saber que estão sendo observados, tendo seus passos monitorados por um desconhecido.
Mas tenha o homem ou não más intenções, ao sair da mira das câmeras, ao se livrar do olhar do desconhecido, ao cessar o monitoramento, todos se sentem à vontade para fazer aquilo que certamente não fariam se estivessem sendo filmados. Inclusive os cristãos.
Mas reflitamos nas palavras contidas no Salmo 139, 7-12: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.”
Por vezes nos esquecemos que estamos sob o constante monitoramento do Todo-Poderoso. Afinal, “não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4.13). Grande parte de nosso tempo vivemos como se de fato os olhos d’Ele não estivessem sobre nós. Seja através de palavras, atitudes ou pensamentos, fazemos de conta que não tem ninguém nos vendo. Ou melhor, tentamos nos enganar, mas no fundo sabemos que um dia havemos de comparecer diante do Tribunal de Cristo (Romanos 14.10, II Coríntios 5.10). Justamente por isso o sentimento de pesar toma conta de nossas vidas após tais eventos. A tristeza diante das imperfeições é também um sinal que o Espírito Santo em nós habita (João 16.8). Bendita tristeza segundo Deus que em nós opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; diferente da tristeza do mundo, que opera a morte (II Coríntios 7.10).
Se por um lado, a certeza de que os olhos do Senhor estão sobre nós nos dá a segurança e o consolo de sabermos que Seu terno cuidado está constantemente a nosso favor (e graças a Deus por isso!), nos leva também a ter consciência de que se faz necessário redobrar a vigilância quanto àquilo que fazemos, dizemos ou pensamos. Sim, pois até mesmo os nossos pensamentos mais secretos são conhecidos do Onisciente (Salmo 139.2; Mateus 9.4; João 2.25, etc.). Aliás, nada é oculto aos Seus olhos.
Na caserna costuma-se dizer que “o preço da liberdade é eterna vigilância”. Convém aplicar essa premissa também à vida espiritual, pois Aquele que nos libertou está nos observando ininterruptamente. Portanto, vigie! Afinal, você está sendo vigiado. E não é por uma camerazinha qualquer, mas sim pelos olhos do Criador. Olhos que são como chamas de fogo (Apocalipse 1.14)! Que Deus abençoe sua vida. Soli Deo Gloria Alessandro Cristian
Uma sucessão de fatos sem sentido ou um conjunto de sentidos sem nenhum fato? Seria essa a vida que você deseja? Qual o tipo de vida que você tem vivido? Muitas pessoas passam anos de sua vida, senão toda ela, buscando um sentido para vivê-la. Alguns o encontram, outros não.
No mundo de hoje é fundamental que o ser humano reflita sobre o tipo de pessoa que é e o que está construindo. Eclesiastes é fruto das reflexões de Salomão, o qual – após viver de tudo e desfrutar de tudo, depois de alcançar o trono de Israel, poder e riquezas – conclui que a vida não passa de “vaidade”.
Ed René Kivitz investiga a mensagem deixada por Salomão em busca das respostas que a humanidade persegue desde os primórdios e com rara habilidade desvenda o nó da existência humana.
Em sua releitura de Eclesiastes, Kivitz nos mostra que é possível vencer os amargos obstáculos da vida e ultrapassar as barreiras do tédio, do utilitarismo, da morte, da injustiça, da religião, do dinheiro, da pretensão, do crime, da fatalidade, da insensatez, da luta pela sobrevivência, do tempo e da ausência de sentido.
Eclesiastes retrata a vida como ela é, suas facetas mais obscuras, sem floreios e amenizações. Ed René mostra que existe um sentido para nossa existência e permanência na Terra e revela como encontrar esse sentido tomando as decisões certas, atendo-se ao que realmente importa. Ele enfoca que, mesmo com tantas adversidades, a vida vale a pena ser vivida!
Em certa ocasião, em resposta ao questionamento dos discípulos acerca dos sinais de Sua volta triunfante e gloriosa à Terra e do fim do mundo (Mt 24.3) Jesus citou os terremotos, dentre outros acontecimentos.
Trata-se do chamado “sermão profético” proferido pelo Mestre há quase dois mil anos e registrado pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas nos capítulos 24, 13 e 21 de seus respectivos relatos.
Dessa maneira, é normal que as igrejas enfatizem a Segunda Vinda quando são noticiados abalos sísmicos ocorridos ao redor do mundo, uma vez que tais acontecimentos têm grande significado escatológico para o cristianismo.
Segundo o Pastor Antonio Mesquita (1), no decorrer desses últimos dois mil anos de história os terremotos ocorreram na seguinte conformidade:
Século I: 15 terremotos;
Século II: 11;
Século III: 18;
Século IV: 14;
Século V: 15;
Século VI: 13;
Século VII: 17;
Século VIII: 35;
Século IX: 59;
Século X: 32;
Século XI: 53;
Século XII: 84;
Século XIII: 115;
Século XIV: 137;
Século XV: 174;
Século XVI: 253;
Século XVII: 378;
Século XVIII: 640;
Século XIX: 2.139;
Século XX: Em 76 anos ocorreram 5.200.
Antes de concluir, devo fazer duas observações:
1) É óbvio que, embora muito provavelmente venha ocorrendo aumento da frequência dos tremores de terra no mundo, quanto mais se aperfeiçoam os meios de comunicação, mais fácil e mais confiável fica o registro de tais eventos. Ou seja: hoje qualquer terremoto, por menor que seja e onde quer que tenha ocorrido, é registrado e a informação chega simultaneamente a todas as partes do mundo. Isso não ocorria há vinte séculos. Pelo contrário: durante a História desse mundão de meu Deus, vários terremotos ocorreram sem que a notícia tenha se espalhado e, por conseguinte, não foram registrados, não entraram nas estatísticas. Falo isso sem qualquer intenção de parecer cético. É fato.
2) Não podemos também cometer a heresia de querer marcar datas para a Volta de Cristo, como tantos outros pateticamente já o fizeram.
No entanto, é inegável que, como diz aquele antigo hino, “os sinais da Sua vinda, mais se mostram cada vez... Vencendo vem Jesus”! Sim, os sinais estão aí... Não só os terremotos, mas também as guerras, rumores de guerras, nação contra nação, reino contra reino, fome, pestes, falsos cristos, falsos profetas, etc.
E, se o apóstolo Paulo há dois milênios já vivia como se Cristo fosse voltar ainda em seus dias (I Co15.51,52; I Ts 4.15-17), e se um pouco depois o apóstolo João já dizia que era já a última hora (I Jo 2.18), como ficaremos nós alheios a tudo o que vem ocorrendo? Sim, prezados. Jesus está voltando. Sua Vinda é iminente. Mantenha tua preparação...
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
MESQUITA, Antônio. Pontos difíceis de entender. 1ª ed. Rio de Janeiro:CPAD, 2006.
Por vezes me pego questionando o porquê do amor de Deus por mim e por você.
Como Ele pode me amar se “em mim, isto é, na minha carne não habita bem algum” (Rm 7.18)? Definitivamente, eu e você não merecemos o amor de Deus, afinal “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Sabemos que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10). A Palavra nos compara ao imundo, e as nossas justiças a trapos de imundícia (Is 64.6).
A pergunta que não cala: porquê então, Ele nos ama? Certamente não é por sua aparência, pela cor de seus olhos, por seu carro do ano, por sua roupa social engomada, por seu terno novo, muito menos por sua conta bancária. Em suma, em nós não há absolutamente nada que nos torne dignos de receber o amor de Deus.
Fato é que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). De tal maneira, com um amor imensurável. Simplesmente porque Ele é amor (I Jo 4.16). E esse amor que Ele tem por nós não é um amorzinho qualquer, mas sim um amor eterno.
Deus é amor. Deus é eterno. Logo, o amor de Deus é eterno. Sendo esse amor imanente à Sua Pessoa, não teve início e tampouco terá fim. Deus vive num constante agora; sendo Ele o Criador de todas as coisas, inclusive do espaço/tempo, não pode estar sujeito ao espaço/tempo como nós estamos. Dessa maneira, Ele vê, como que no mesmo instante, a sua dor de ontem, sua busca e seu clamor de hoje e a vitória que Ele vai te dar amanhã (que para Ele é hoje).
Além de eterno, o amor de Deus é incondicional. Isso quer dizer que, diferente do ser humano, Ele não impõe condições para nos amar. Nos ama e ponto final. Parafraseando certo escritor, podemos afirmar que não há nada que possamos fazer para que Deus venha a nos amar mais, mas também não há nada que possamos fazer para que Deus venha a nos amar menos. A Palavra diz que “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Definitivamente, você não é flor que se cheire. Nem eu. Ainda assim, Ele ama a todos indistintamente. A mim, a você, a todos. Embora não mereçamos. Provemos que somos Seus filhos, imitando-O. Amando-O, e amando-nos uns aos outros.
Depois de passar quase três décadas na prisão, foi posto em liberdade o turco Mehmet Ali Agca, que tentou matar o papa João Paulo II em 1981.
Hoje com 52 anos, Agca define a si mesmo como "o segundo Messias" e “o Cristo eterno”. Pouco após a saída da prisão, o cidadão proclamou o "fim do mundo". Para alguns analistas (e para qualquer um em sã consciência), Agca sofre de problemas psiquiátricos. Ainda na prisão, disse coisas do tipo "sou o Messias esperado pelos cristãos, judeus e muçulmanos".
Conforme notícia divulgada por seu advogado, um comunicado de autoria de Mehmet traz, entre outras pérolas: "Proclamo o fim do mundo. O mundo inteiro será destruído durante este século. Todos os seres humanos morrerão durante este século" e "A Bíblia está cheia de erros. Eu escreverei a Bíblia perfeita".
Até o momento Agca não concedeu entrevista coletiva à imprensa, pelo fato de que está negociando com editoras e produtoras de cinema a divulgação de suas memórias.
O DVC do cidadão não se resume à famosa tentativa de homicídio citada no início do texto. Mehmet Ali Agca foi preso na Turquia após sua extradição da Itália em 2000, pelos crimes que havia cometido antes de tentar assassinar o Papa.
Não fiquemos surpresos se o camarada fundar uma seita e arrebanhar multidões de seguidores. Se até o Inri Cristo tem uma porção de fiéis...
Deus nos livre!
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
(Notícia divulgada hoje pela manhã em diversos sites, dentre eles o Terra e o Uol, e aqui por mim resumida e comentada.)
Se você deseja ajudar as vítimas do terremoto ocorrido no Haiti, clique aqui ou aqui e obtenha informações sobre como fazê-lo.
Saiba que a situação naquele país é catastrófica e está muito além daquilo que os jornais e as câmeras da TV podem mostrar. Nos mobilizemos nessa causa.
Na condição de pai, choro copiosamente a dor daqueles que perderam seus filhos...
Na condição de filho, sinto grande pesar na alma por aqueles que viram seus progenitores chegarem ao fim da vida de maneira tão dolorosa...
Na condição de esposo, sinto dilacerado o coração ao imaginar o desespero dos que viram a vida de seus amores sendo ceifadas sem uma última oportunidade de dizer “te amo”...
Na condição de militar, lamento pelos combatentes que perderam a vida durante o desempenho de tão nobre missão...
Na condição de ser humano, me compadeço da situação lastimável daquele país e sua população, agravada à enésima potência com o caos que ali se instalou (ou se multiplicou) após o abalo sísmico...
Na condição de cristão, oro por aqueles que sofreram tais irreparáveis perdas, para que o Deus de toda a consolação venha a confortá-los e amenizar a aflição de seus corações...
Choro... pranteio... lamento... oro... Me faltam palavras.
Nessa nossa sociedade informatizada, de modo a tornar mais fácil e dar maior agilidade à produção de documentos foram criadas algumas teclas de atalho extremamente úteis para os usuários de computador. Figuradamente (óbvio) é possível aplicarmos os princípios imanentes a essas funções à nossa existência enquanto filhos de Deus. Vejamos:
Ctrl + C: deve ser utilizado sempre que desejamos copiar atos, atitudes, ações e palavras observadas em nós mesmos, em outrem e, sobretudo em Jesus. D’Ele, aliás, devemos copiar tudo, sem ressalvas.
Ctrl + V: recurso a ser utilizado em conjunto com o anterior. Para as situações supra e, para “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor”(1) deve ser usado à vontade.
Ctrl + X: sempre que intentar recortar um plano, intenção ou projeto para colocá-lo mais adiante no texto de sua existência, utilize essas teclas. Por vezes se faz necessário o uso de tal recurso, sobretudo após revermos situações e possibilidades, uma vez que Deus é quem sabe o pensamento que tem a nosso respeito; pensamento de paz e não de mal, para nos dar o fim que esperamos (2). Devemos ter a humildade de reconhecer que não é a nossa vontade que deve ser feita, mas a d’Ele. E situações há em que Ele quer que ponderemos e apertemos o Ctrl + X em nossos intentos para colocarmos em ação o Ctrl + V mais adiante.
Ctrl + R: utilize sem reservas após selecionar as passagens mais preciosas e inspiradas de sua trajetória, principalmente seus momentos em companhia dos entes queridos, seus momentos de busca e intensa comunhão com o Pai. Para esses, aliás, mantenha sempre pressionado o Ctrl + R. Mas, atenção: nunca utilize essas teclas quando se trata das passagens do texto que tratam de seus deslizes.
Ctrl + L e Ctrl + U: ou localizar e substituir. Se porventura vierem momentos de angústia, aperte o Ctrl + L e localize os momentos em que a bondade de Deus foi manifesta em sua vida. Verás quantas ocorrências serão encontradas; e então, perceba que não há motivo para desanimar, nem se deixar abater. O amor do Pai sempre sobressairá em sua vida. Basta querer enxergar. Substitua a tristeza e a aflição pela paz, e alegria no Espírito Santo, provenientes de Deus Pai.
Ctrl + T: teclas usadas quando se quer selecionar todo o texto. Utilizá-las a todo instante corresponde a viver intensamente. Sua vida é única (Hb 9.27). Sobretudo se você a vive na presença do Todo Poderoso, permita-se imergir na Eternidade. Que cada momento vivido corresponda a uma prévia do porvir.
Ctrl + Z: sabemos que basta usar esse comando e o computador faz retroceder, passo a passo, o trabalho até então realizado. Já na vida, esse artifício não pode ser utilizado. Deus não permite a utilização desse atalho por uma simples razão: é nosso dever sermos responsáveis por aquilo que fazemos, dizemos ou pensamos. Conquanto Cristo “delete” nossas dívidas para com o Criador no momento em que n’Ele cremos como único e suficiente Senhor e Salvador, as consequências ficam. E elas podem vir sob a forma de uma gravidez prematura, um casamento jogado fora, uma pena a ser cumprida por uma transgressão às leis. Portanto, muito cuidado com aquilo que você escreve nas linhas e entrelinhas do texto de sua vida. A vida não pode ser cancelada. Ctrl + Z, sem chance. No entanto, Deus sempre nos dá a oportunidade de um recomeço. De continuarmos digitando nossa vida sob sua direção.
Ctrl + Y: tecle esse atalho em seus momentos de meditação. Vá para o cabeçalho e observe que você só está em pé porque o SENHOR está acima de tudo no texto de sua vida. Vá para as seções e linhas de sua existência e contemple as mãos de Deus sempre a te conduzir e amparar. Vá para as notas de rodapé e observe o que está consignado: “Mais uma página finda com êxito, porque até aqui me ajudou o SENHOR”.
"Se junto comigo aderirdes convictamente a esses dois mandamentos (o amor a Deus e ao próximo), nossa amizade será verdadeira e sempiterna e não somente nos unirá a nós mesmos, como também nos unirá ao próprio Senhor."
Na sociedade hodierna encontramos incontáveis concepções acerca da pessoa de Jesus. Para algumas seitas pseudocristãs, Ele é apenas um deus (sim, com “d” minúsculo) de menor potencial. Para outras, Ele é o Arcanjo Miguel.
Para os adeptos da Nova Era, Jesus foi apenas mais um avatar, mais um iluminado, estando no mesmo nível que Buda, Krishna e tantos outros.
Para os simpatizantes da Teologia da Prosperidade, por vezes Ele é tratado meramente como um Papai Noel, cujas bênçãos se restringem àquilo que é tangível. Às coisas da Terra. Ou como um Sílvio Santos a perguntar “Quem quer dinheiro?”, “Quem quer uma casa?”, etc. Para esses mesmos teólogos, que trazem também em seu compêndio doutrinário ensinamentos falaciosos como a Confissão Positiva, o nome Jesus é visto como uma fórmula mágica, uma panacéia. Para os tais, Jesus se assemelha a um empregado para o qual você pode determinar (com o sentido de 'dar ordem a'), pois Ele tem a obrigação de atender. Se esquecem de um item básico da oração ensinada pelo Mestre aos discípulos: “Seja feita a Tua vontade” (Mateus 6.10).
Para os Triunfalistas, que andam de mãos dadas e, porque não dizer, podem ser contados dentre os Teólogos da Prosperidade, Jesus e Sua Palavra mais se assemelham a produtos que podem ser comercializados. São os atuais adeptos da simonia, termo derivado de“Simão mágico, de Samaria, que pretendeu comprar com dinheiro coisas espirituais (Atos 8.18-21). Hoje, é aplicada aos mercadores da fé que oferecem por dinheiro as bênçãos divinas”(1).
Conforme Zibordi (2007), “O nome de Jesus, na atualidade, tem sido alvo de exploração mercadológica. A cada dia, novos autores tentam alçar vôo com títulos do tipo Jesus-o-maior-isso-e-aquilo-que-já-existiu”(2).
John Piper brilhantemente faz a seguinte afirmação:
“Jesus jamais será domesticado. Mas as pessoas ainda tentam domesticá-lo. Parece haver algo nesse homem que se adapta a cada pessoa. Então, nós escolhemos uma de suas características que seja capaz de mostrar que ele está do nosso lado. Todo mundo sabe que é muito bom ter a companhia de Jesus, mas não a companhia do Jesus original, não-domesticado, não-adaptado. Apenas o Jesus revisado que se encaixa em nossa religião, plataforma política ou estilo de vida” (3).
Basta uma breve consulta na web para a constatação das várias obras literárias existentes no mercado, as quais tratam Jesus da maneira citada pelo referido autor:
Jesus, o maior Psicólogo que já existiu;
Jesus, o maior Líder que já existiu;
Jesus, o maior Filósofo que já existiu;
Jesus, o maior Educador que já existiu...
Sim, Jesus é o maior tudo isso. Mas não só. É infinitamente mais. Seu Poder, Sua Essência, Sua Magnitude são infinitamente maiores do que a limitada mente humana pode imaginar, e que os meros títulos terrenos a Ele auferidos.
Observando o contido no capítulo 16 do Evangelho segundo escreveu Mateus, percebemos que não é de hoje que o homem tem diferentes idéias acerca da pessoa de Jesus: “E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas”. (versículos 13 e 14)
Em seguida Jesus questionou-os:“... E vós, quem dizeis que eu sou?” (versículo 15)
Resposta certeira de Pedro, inspirado pelo Pai: “... Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. (versículo 16)
E a Bíblia, o que nos diz sobre quem é Jesus?
Jesus é Deus:“Eu e o Pai somos um”. (João 10.30);
Criador de todas as coisas:“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. (João 1.1-3);
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, (...); tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. (Colossenses 1.16,17)
Jesus é nosso Salvador: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4.12) (g.m.)
“... a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”.
Como perguntou aos discípulos, o Mestre nos pergunta hoje: “... E vós, quem dizeis que eu sou?”
Quem é Jesus pra você?
Se você ainda não fez isso, convide Jesus para entrar em sua vida. Para ser seu Senhor e Salvador.
“Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. (João 6.37)
Corra para os braços de Jesus. Ele está a te esperar.
Que Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
(1) SOARES, Esequias. Heresias e Modismos. 1ª ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006.
(2) ZIBORDI, Ciro Sanches. Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2007.
(3) PIPER, John. Um homem chamado Jesus Cristo. 1ª ed. São Paulo: Editora Vida, 2005.
Citações bíblicas: Bíblia de Estudo Pentecostal, versão Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.