O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

sábado, 28 de maio de 2011

O desatino da lei que regulamenta a relação homoafetiva

O Supremo Tribunal Federal reconheceu como legal e legítima a união homoafetiva, dando às pessoas do mesmo sexo, que vivem juntas, todas as garantias da lei como se casadas fossem. Essa é a tendência de uma sociedade secularizada que não leva em conta a verdade de Deus. A raça humana, na sua corrida desenfreada rumo à degradação dos valores morais, abafa a verdade, amordaça a voz da consciência e conspira contra os princípios absolutos que emanam da Palavra de Deus. A ira de Deus, porém, se revela desde o céu contra toda essa impiedade e perversão e o primeiro sinal dessa ira é que as pessoas perdem qualquer senso de culpa. Elas pecam e não sentem mais tristeza pelo pecado. Antes, aplaudem suas loucuras, fazem apologia de sua decadência e censuram aqueles que discordam de sua sandice, rotulando-os de radicais. Vamos, aqui, examinar alguns aspectos dessa decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal à luz das Escrituras: 
1. A decisão conspira contra a Palavra de Deus. Ao longo da história as constituições procuraram se inspirar na Palavra de Deus, a carta magna da liberdade e da justiça. A relação homoafetiva, ou seja, a união entre pessoas do mesmo sexo está na contramão da verdade de Deus. É uma abominação para Deus (Lv 18.22). Trata-se de um erro, uma disposição mental reprovável. Não é uma relação de amor, mas uma paixão infame (Rm 1.24-28). Se a Palavra de Deus é infalível e inerrante, qualquer lei humana que atente contra ela, constitui-se em conspiração contra Deus e em vileza contra a raça humana. Mais do que isso, a decisão do STF conspira também contra a Constituição Federal, pois esta define casamento como a união entre um homem e uma mulher.
2. A decisão conspira contra a família. Quando o Supremo Tribunal Federal concede a um “casal” homossexual o direito e o privilégio de adotar uma criança, perguntamos: Que tipo de educação essa criança vai receber? Sob que influência essa criança vai crescer? Que valores morais ser-lhe-ão transmitidos? Os pais ensinam os filhos não apenas com palavras, mas, sobretudo com exemplo. É a prática homossexual um comportamento a ser promovido e recomendado? Queremos ver nossas crianças seguindo por esse caminho? Levantaremos essa bandeira? A verdade dos fatos é que a nossa sociedade perdeu a noção de certo e errado. Nessa sociedade permissiva não há mais a ideia de pecado. Tudo é permitido. Nada é proibido. Há uma inversão de valores. Faz-se apologia daquilo que Deus abomina e cumula-se de benefícios aquela relação que Deus chama de disposição mental reprovável, erro e torpeza. Abre-se, assim, as comportas do grande abismo. As torrentes da maldade inundarão as famílias e a sociedade, sob os auspícios da lei.
3. A decisão conspira contra a sociedade. Um “casal” homossexual não pode cumprir o papel da propagação da raça. É um “casamento” que legitima uma relação contrária à natureza. Trata-se de uma lei que legaliza aquilo que Deus considera ilegítimo. É uma constituição humana que conspira contra a constituição divina. É o homem inculcando-se por sábio, mas tornando-se louco. As leis justas são inspiradas na lei de Deus. As constituições mais humanas sempre espelharam a Palavra de Deus.
Por isso, quando uma nação despreza a verdade de Deus, avilta a ética e atenta contra a família. Contra todas as racionalizações humanistas, que buscam sacudir o jugo de Deus para abraçar o relativismo moral, a Bíblia é categórica em nos dizer que: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” e não a nação que promove o pecado e faz troça da virtude, chamando luz de trevas e trevas de luz (Is 5.20). A sociedade que anda no trilho da verdade e pauta sua conduta pelas Escrituras, marcha resoluta pelas veredas da justiça e colhe os frutos sazonados da santidade e da bem-aventurança. Aqueles, porém, que entram pelos atalhos do descalabro moral, caem nas insídias do pecado e colhem os frutos amargos da sua própria insensatez.
Texto do Rev. Hernandes Dias Lopes, extraído do site do autor. Pensei em renomear o texto como "Relação homoafetiva à luz da Bíblia e do bom senso", mas por fim mantive o título original.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 22 de maio de 2011

"Vivendo com propósitos" - Ed René Kivitz (Leitura recomendada)

A resposta cristã para o sentido da vida...
Oprimidas por uma sociedade onde a felicidade é uma obrigação, a maioria das pessoas vive um silencioso e escondido desespero. Sufocados pela rotina ou pelos excessos: pré-ocupações, solicitações, responsabilidades, compromissos e possibilidades, não são poucos os que sequer têm tempo para se perguntar a respeito do âmago da existência humana, suas origens, propósitos, destinos, ideais e valores. O resultado é a angústia crônica, a insatisfação aparentemente sem motivo, o estado de espírito negativamente perturbado, e a monotonia da luta pela mera sobrevivência.
Vivendo com propósitos apresenta a resposta cristã para o sentido da vida. Tomando como ponto de partida a afirmação de que "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança", autor extrai do conceito da Imago Dei os propósitos universais para a existência humana: transcender, crescer, conviver e construir, e suas implicações para a plena realização pessoal.
Vivendo com propósitos é um apelo contagiante a respeito do valor da vida, da beleza das coisas efêmeras, das possibilidades do sagrado, da dignidade de toda pessoa, do encantamento das relações de amor e afeto, e das potencialidades do talento humano.
Fugindo dos chavões e lugares comuns das respostas prontas, Ed René Kivitz nos conduz pelas trilhas da teologia e da filosofia que fundamentam a tradição da espiritualidade judaico-cristã e nos desafia à peregrinação espiritual, afirmando que "a felicidade não é um lugar aonde se chega, mas sim um jeito como se vai".
Sinopse extraída do site da Editora Mundo Cristão.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A inconstitucionalidade do PL 122

Antes de fazer qualquer comentário, é importante frisar que uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar pessoas. No Brasil, pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, se criticamos a prática homossexual, logo somos rotulados de homofóbicos. Na verdade, o PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição, porque o projeto de lei quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa.
Vejamos alguns artigos deste PL:

Artigo 1º: Serão punidos na forma desta lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gêneros.
Comentário: Eles tentam se escorar na questão de raça e religião para se beneficiar. O perigo do artigo 1º é a livre orientação sexual. Esta é a primeira porta para a pedofilia. É bom ressaltar que o homossexualismo é comportamental, ninguém nasce homossexual; este é um comportamento como tantos outros do ser humano.

Artigo 4º: Praticar o empregador, ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta. Pena: reclusão de 2 a 5 anos.
Comentário: Não serão os pais que vão determinar a educação dos filhos — porque se os pais descobrirem que a babá dos seus filhos é homossexual, e eles não quiserem que seus filhos sejam orientados por um homossexual, poderão ir para a cadeia.

Artigo 8º-A: Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º desta lei. Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Comentário: Isto significa dizer que se um pastor, ou padre, ou diretor de escola — que por questões de princípios — não queira que no pátio da igreja, ou escola haja manifestações de afetividade, irão para a cadeia.

Artigo 8º-B: Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Comentário: O princípio do comentário é o mesmo que o do anterior, com um agravante: a preferência agora é dos homossexuais; nós, míseros heterossexuais, podemos também ter direito à livre expressão, depois que é garantida aos homossexuais. O parágrafo do artigo que vamos comentar a seguir "constituiu efeito de condenação".

Artigo 16º, parágrafo 5ª: O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.
Comentário: Aqui está o ápice do absurdo: o que é ação constrangedora, intimidatória, de ordem moral, ética, filosófica e psicológica? Com este parágrafo a Bíblia vira um livro homofóbico, pois qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não queremos impedir ou cercear ninguém que tenha a prática homossexual, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão e religiosa que são garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. A PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual — e fazem isso escorados na questão do racismo e da religião.

Este conteúdo está autorizado para cópias desde que haja citação de fonte de origem, a Associação Vitória em Cristo. Reproduza-o informando que é permitido copiá-lo. Mantenha-se informado sobre o assunto:  Pr. Silas Malafaia no Twitter.
Imagem extraída de: www.resistenciacristaj.blogspot.com

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 7 de maio de 2011

Santíssima Trindade: "Quem me dera ao menos uma vez, entender como só Deus ao mesmo tempo é três..."

A frase entre aspas em epígrafe, como todos sabem, faz parte da canção “Índios”, gravada em 1986 pela banda Legião Urbana em seu álbum “Dois”. A canção e o disco em questão fazem parte da adolescência de milhões de hoje jovens senhores brasileiros, dentre os quais eu me incluo. Nesse trecho da canção em apreço, consciente ou inconscientemente Renato Russo alude à Trindade, uma das doutrinas básicas do cristianismo. Conscientemente, acredito eu. Doutrina básica, mas não tão básica assim. Até porque a palavra “trindade” propriamente dita sequer aparece na Bíblia. O que não torna a doutrina antibíblica, uma vez que há abundantes textos bíblicos que a corroboram (e.g., Mt 3.16,17; Mt 28.19; Lc 1.35; Jo 3.34-36; Jo 14.16, 17; At 7.55; 2Co 13.13; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2; Jd 20, 21; Ap 1.4,5, etc.)
Explica-se a Trindade da seguinte maneira: há um único Deus, no qual coexistem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essas três pessoas compartilham da mesma natureza, bem como dos mesmos atributos; logo, são um único Deus.
Acredita-se que o primeiro a usar esse termo foi Tertuliano, no segundo século de nossa Era.
Certamente por esse “quê” de mistério e difícil compreensão seu significado foi e é distorcido à exaustão por sectários, por adeptos de outras religiões, e até mesmo por cristãos. A disparidade de explicações acerca dessa doutrina é tão antiga quanto o cristianismo. Opositores à Trindade também surgiram aos montes ao longo desses dois mil anos, encabeçados por Sabélio, pai do sabelianismo (óbvio), do modalismo, do patripassianismo...
Sobre o assunto, Agostinho afirmou: “Quem poderá compreender a Trindade onipotente? E quem não fala dela, ainda que não compreenda? É rara a pessoa que, ao falar da Santíssima Trindade, saiba o que diz”. “Se o pudesses compreender, ele não seria Deus”. “Quando chegarmos à Tua presença, cessará o muito que dissemos, mas muito nos ficará por dizer e tu permanecerás só, tudo em todos, e então eternamente cantaremos um cântico, louvando-te em um só movimento, em ti estreitamente unidos. Senhor, único Deus, Deus Trindade, tudo o que disse de Ti nestes livros, de Ti vem. Reconheçam-no os teus, e se há algo de meu, perdoa-me e perdoem-me os teus.”
Ou seja, Agostinho, tido como o maior teólogo cristão depois do apóstolo Paulo, não compreendia a Trindade. Mas n'Ela cria.
Confesso que também não compreendo a Trindade. Mas n'Ela creio.
Sim, confesso que minha compreensão é estrita, limitada, não só acerca desse tema.
Quem me dera ao menos uma vez, uma só, entender como Deus ao mesmo tempo é três. E também entender plenamente incontáveis outros assuntos: Deus, céu, inferno, alma, porvir, eternidade, ruas de ouro e mar de cristal, milênio, arrebatamento, etc, etc, etc.
Na verdade nem vocês entendem, amados teólogos. 
Se entendem, não entendem Deus, mas sim "um deus". Apenas acreditam, tentam se convencer e convencer aos outros de que entendem. Mas não entendem.
Que o Deus incompreensível nos abençoe e nos guarde.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 1 de maio de 2011

Lições extraídas da parábola dos dez talentos

No capítulo 25 do Evangelho segundo escreveu Mateus, estão registradas algumas parábolas proferidas por Jesus durante aquele que ficou conhecido como "sermão profético". Na presente postagem, quero destacar uma delas: a parábola dos dez talentos (Mateus 25.14-30).
Dentre as lições que podemos extrair dessa passagem, ressalto as seguintes:
1) Quem não usa seus talentos, perde-os; quem os usa, vê sua multiplicação.
Aquele que é agraciado por Deus com um dom, um ministério, uma incumbência para emprego em Sua obra, deve com esmero procurar fazer aquilo para o qual foi chamado. Quanto maior a dedicação, mais o Senhor honra o ministério que colocou em suas mãos. No versículo 28 do texto em apreço, lemos "Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez talentos". Ou seja, se eu e você agirmos com negligência diante da obra do Pai, certamente Ele colocará nossos talentos nas mãos de outro que demonstre disposição a executar a tarefa Divina. No entanto, lembremos da advertência de Jesus: "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus" (Lucas 9.62).
2) Deus não exige de nós nada além daquilo que podemos. Mas Ele sabe exatamente o que podemos e conseguimos.
No versículo 15, a Palavra diz que aquele homem distribuiu os talentos "a cada um segundo a sua capacidade". Ou seja, conhecendo do que você é capaz, Deus nunca vai te impor jugos impossíveis de se carregar, nem vai te explorar em hipótese alguma. No entanto, é bom lembrar que para Deus não colam as desculpas esfarrapadas que por vezes apresentamos objetivando nos esquivarmos das missões a nós atribuídas. Como nosso Criador, Ele conhece a nossa estrutura, nosso potencial, nossos limites. Como se diz no militarismo, "Missão dada é missão cumprida". Lembremos também aquilo que Deus nos diz por intermédio do Apóstolo Paulo: "(...) Ai de mim se não anunciar o evangelho!" (I aos Coríntios 9.16).
3) Deus só quer que você seja você mesmo, sem comparação com ninguém.
Por isso nos dotou com a individualidade, subjetividade, pessoalidade, personalidade. Seja você mesmo, sem comparação e sem imitação. Ou melhor, se é para imitar alguém, que esse alguém seja Cristo.
Deixe essa coisa de autocomiseração, pensamentos do tipo "fulano canta melhor do que eu", "sicrano prega melhor do que eu", "beltrano fala com mais eloquência que eu", e congêneres. Dentre os bilhões de pessoas existentes no mundo, cada uma é diferente da outra. Ninguém é igual a ninguém. Simplesmente faça o que está em suas mãos. Lembremos da advertência contida no Livro de Eclesiastes: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" (Ec 9.10). Lembre-se também do primeiro e grande mandamento: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento" (Mateus 22.37).
Teu, teu, tua, teu. Ou seja, Deus trata conosco individualmente.
Não enterre o talento que recebeu. Use-o para granjear outros. Um dia o Senhor irá requerê-lo de suas mãos.
Que Deus nos abençoe e nos ajude nessa caminhada.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O coração, essa máquina tão poderosa quanto enganosa...

O ser humano traz no interior de seu peito uma máquina poderosíssima, pela biologia denominada coração. Possui cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm de largura e 6 cm de espessura, pesando aproximadamente 250 gr, medidas e peso estimado para o coração de uma pessoa adulta.
Essa pequena máquina possui três camadas: o endocárdio (seu revestimento interno), o miocárdio (porção muscular de sua parede) e o pericárdio (revestimento externo derivado das cavidades do celoma). O compartimento cardíoco de parede mais espessa e vigorosa é o ventrículo esquerdo, responsável pelo bombeamento do sangue através de toda a grande circulação.
Existem válvulas entre os compartimentos cardíacos, dentre eles os grandes vasos que a elas se ligam. Entre o átrio e o ventrículo direitos, se encontra a válvula tricúspide, a qual possui três folhetos membranosos. Quando da contração do átrio, ela se abre e permite que o sangue passe. Quando o ventrículo se contrai, ela se fecha e impede o refluxo de sangue para o interior do átrio.
Entre o átrio e o ventrículo esquerdos, situa-se a válvula mitral (ou bicúspide), com dois folhetos membranosos. Seu comportamento é similar ao da válvula tricúspide.
A contração do coração se chama sístole, e corresponde à fase de ejeção ou esvaziamento. O movimento  de relaxamento e enchimento de suas câmaras chama-se diástole.
Mecanismos extremamente precisos ajustam a frequência dos batimentos cardíacos, garantindo a chegada de oxigênio e nutrientes na medida necessária para todas as partes do corpo.
O coração de um adulto bate cerca de 72 vezes por minuto e bombeia cerca de 7200 litros de sangue por dia. É uma bomba tão potente que é capaz de jogar o sangue a uma distância de 120 metros (!). Sim, mas enquanto como órgão humano é poderoso, como sede dos sentimentos, isto é, figuradamente, é enganoso ao extremo. Não por acaso, a Palavra nos afirma que "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9). Nos informa ainda que "(...) do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias" (Mateus 15.19), além de centenas de outras referências bíblicas que podem ratificar essa verdade.
Mas o mais interessante é que, apesar de saber que ele é enganoso, muita gente se deixa levar por ele. Toma decisões segundo os seus próprios sentimentos (i.e., segundo o próprio coração) e tenta justificar com a assertiva de que "Deus falou comigo". Dessa maneira se colocam como Deus, uma vez que seguem seus próprios desejos. Depois não adianta reclamar...
Prezado, deixe de querer seguir o seu coração. Ele é enganoso. Tome decisões pautadas nos ditames da Palavra, que é bem melhor.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian  

sábado, 16 de abril de 2011

"O que estão fazendo com a igreja" - Augustus Nicodemus (leitura recomendada)

Um manifesto reformado
Desde 2005, três amigos se revezam nos comentários sobre os mais diversos assuntos que se referem à vida da igreja e à sociedade. Em comum, a pena afiada, a identidade reformada e o zelo pela fé cristã. O palco escolhido por Augustus Nicodemus, Mauro Meister e Solano Portela é o blog O tempora, O mores (Que tempos os nossos! E que costumes), referência à célebre frase de Cícero (106-43 a.C). 
Dentre as centenas de textos postados por eles, Augustus Nicodemus selecionou alguns dos seus para se projetarem além da blogosfera, e assim oferecer suas percepções sobre a igreja evangélica e sobre o que entende ser a ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro.
Liberais, neo-ortodoxos, libertinos e neopentecostais, não escapam da escrita certeira de Augustus, cujo objetivo com a publicação de O que estão fazendo com a igreja vai muito além da simples (e saudável) polêmica. Seu desejo é fortalecer os que insistem em seguir a fé bíblica conforme entendida pelo cristianismo histórico. Sem esquecer as mazelas de conservadores, fundamentalistas e neopuritanos, Augustus traça um panorama do complexo cenário evangélico com a firmeza que lhe é peculiar.


Sinopse extraída do site da Editora Mundo Cristão.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 2 de abril de 2011

Ressurreição ou reencarnação? Reencarnação ou ressurreição?

Ressurreição. Momento oportuno, vez que acabamos de entrar no mês da Páscoa. Mas, confesso, me dei conta disso nesse exato momento. Nada premeditado. Até porque a intenção primeira é mostrar que a Palavra não sustenta a doutrina reencarnacionista. Mas entendo como inevitável emparelhar ambos os termos, de maneira a demonstrar a contraposição. Como alguém que está tentando ser cristão, creio na ressurreição.
Logo, relaciono na presente postagem algumas razões pelas quais a doutrina da reencarnação é incompatível com a fé cristã. Sugiro que medite nelas e tire suas conclusões. Sugiro ainda que confira as referências bíblicas.
1) A Bíblia, regra de fé e prática do cristão, afirma que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9.27).
2) Ao afirmar que é necessário "nascer, morrer, renascer e progredir sempre", a doutrina da reencarnação procura anular o sacrifício vicário de Cristo, o qual se ofereceu "uma vez, para tirar os pecados de muitos" (Hebreus 9.28). Ou seja, nas entrelinhas, os reencarnacionistas creem que o sangue do Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, não é o suficiente para o aperfeiçoamento dos santos.
3) Apregoam os reencarnacionistas que o ciclo de nascimento, morte e renascimento é necessário para a evolução espiritual da humanidade. No entanto, se assim o fosse, o mundo estaria a cada dia melhor, com pessoas melhores e com mais demonstrações de amor ao próximo. Mas não é isso que temos visto...
4) Tentam justificar seu posicionamento com a assertiva de que "cada um faz por merecer sua própria salvação", de maneira totalmente contrária à Palavra de Deus, segundo a qual "pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus" (Efésios 2.8).
5) Quando Jesus fala a Nicodemos que "aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (João 3), não está ensinando a reencarnação, mas sim a necessidade de regeneração, de nascimento espiritual, de ser nova criatura em Cristo. Afirma a Palavra que "... se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Coríntios 5.17); e nos orienta: "não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.2). Lembremos ainda que "... nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8.1).
6) A Bíblia fala com clareza sobre a ressurreição, mas nãos sobre a reencarnação. A crença na ressurreição da carne é um dos pilares do cristianismo, em consonância a vários textos das Escrituras (e.g.: Gn 22.5; Sl 16.10; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14; Lc 14.13; Jo 5.21,28, 29; I Co 15; Fp 3.11; I Ts 4.14-16; Ap 20.4-6, 13, etc.) e àquilo em que creem os cristãos desde a Igreja primitiva (vide o Credo Apostólico).
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria

Em Cristo
Alessandro Cristian

terça-feira, 22 de março de 2011

"Raiva: seu bem, seu mal" - Esther Carrenho (leitura recomendada)

  • Qual a importância que você dá às suas emoções?
  • Você sabe reconhecer e expressar seus sentimentos?
  • Como você lida com a raiva?
  • É possível classificar os sentimentos em bons ou ruins?
Neste livro esclarecedor e instigante, Esther Carrenho convida os leitores a identificar vários sentimentos e fazer deles grandes aliados em prol de seu potencial criativo.
Focalizando especificamente a raiva, a autora se vale de sua experiência para autenticar conceitos fundamentais à saúde emocional. Você poderá encontrar respostas para seus questionamentos ao se identificar com outras pessoas que também buscam reconhecer e administrar seus sentimentos de raiva, em lugar de bloqueá-los e reprimi-los.
Com linguagem simples e acessível, este livro será muito útil a todos que desejam equilibrar emoção e razão de forma construtiva, produzindo bem-estar tanto para si mesmos como para os que estão próximos. Viva melhor!

Sinopse extraída do site da Editora Vida.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 12 de março de 2011

Os terremotos no Japão e os teólogos de plantão

Basta acontecer uma tragédia natural no mundo e logo há reboliço nos círculos teológicos. Nos últimos anos, percebemos tal fato diante de algumas das catástrofes ocorridas ao redor do globo: o tsunami na Indonésia, o terremoto no Haiti e, na corrente semana, o terremoto seguido pelo tsunami no Japão, que motivou a presente postagem.
O referido abalo sísmico foi o 7º pior da história e o pior já registrado na história do Japão. Teve seu epicentro no Oceano Pacífico a 130 km da península de Ojika, no Japão, a uma profundidade de 24 km. Atingiu magnitude 8,9 na escala Richter, e ocorreu às 14h46 do dia 11 (hora local, 2h46 de Brasília). Foi seguido por, no mínimo, outros 52 fortes tremores de magnitude superior a 5. Milhares de vidas foram ceifadas.
Diante de tais fatos, muitos se apressam em atribuir o ocorrido à idolatria dos países assolados pelas tragédias naturais, apontando que seguem o deus "a", "b" ou "c", que suas práticas religiosas são contrárias à Palavra, que isso acontece porque não adoram ao Deus verdadeiro,  porque estão sob maldição, etc, etc e etc. Nos impingem aquele lamentável blá-blá-blá religioso e farisaico, sem um mínimo vestígio da essência dos ensinos de Jesus.
Certa ocasião, alguns judeus questionaram o Mestre acerca dos galileus cujo sangue foi misturado por Pilatos aos seus sacrifícios. Jesus lhes respondeu: "Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão" (Lucas 13.2-5).
Longe de nós imaginarmos que, pelo fato de que estamos trilhando o Caminho, estamos livres de contingências. No mundo tereis aflições. Em todos os âmbitos da vida.
Se de fato a idolatria fosse causa de tragédias naturais, o território brasileiro há muito já teria sido subvertido, haja vista as práticas espúrias do pseudoevangelho aqui reinante (Sim, há  exceções. Não estou generalizando).
Deus nos livre de pensarmos que somos melhores que os indonésios, os haitianos, os japoneses, ou quaisquer outros povos. Deus nos livre do ufanismo religioso e da religiosidade vã. Deus nos livre de acreditarmos que já somos santos e ortodoxos o suficiente. Deus nos livre de impor a Ele a obrigação de nos colocar em uma bolha de plástico intransponível. A Bíblia nos assevera que "Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que oferece sacrifícios e o que não oferece. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos, acontece com quem teme fazê-los" (Eclesiastes 9.2).
Prezados, num momento como esse, de angústia, tristeza, pranto, luto, não se deve perder tempo com conjecturas e teologia de quinta categoria. Se deve apenas consolar os que ficaram, e orar para que Deus os conforte, os fortaleça e os ajude a lidar com a dor da perda. Então, oremos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 3 de março de 2011

De um lado esse carnaval, de outro a fome total...

Tudo o que o povo precisa é de pão e circo. Há alguns séculos, no início da Era Cristã, essa era a política adotada pelo Império Romano. Sabemos que Roma chegou a dominar o mundo em determinado momento da história da humanidade. Tornou-se a maior potência política e econômica. Mas a expansão urbana tornou-se também um sério problema social para Roma. Cada nação subjugada significava mais escravos a serviço do Império. Essa escravidão veio a ser o estopim para o desemprego dos camponeses, que perderam seu espaço e migraram para as cidades em busca de emprego e melhores condições de vida.
Esse êxodo veio a deixar o Império temeroso de que aquela massa de desempregados viesse a se revoltar. Como saída, foi criada a política do Pão e Circo , que consistia em oferecer à massa ignara comida e diversão. Diariamente ocorriam batalhas de gladiadores no Coliseu e em outros estádios, onde era fornecido alimento ao público. Com o “pão” e o “circo”, o povo acabava por se esquecer das dificuldades da vida e, por conseguinte, menores eram as chances de haver rebelião.
Séculos se passaram, e a política do panis et circensis continua atualíssima no mundo como um todo e, especialmente em terra brasilis.
É fato que, em se tratando de panis, por vezes há escassez. Mas em matéria de circensis é o que há nesse país.
Dentre os “circos” de nossos dias, citemos o Carnaval. Anualmente, em fevereiro ou março, observamos que o povo se esquece da precariedade do sistema de saúde do Brasil, da violência urbana, do trânsito caótico das grandes cidades, da miséria e da corrupção reinantes em nosso país. E cai na ilusória “folia”. Mergulha de cabeça no circo.
A diferença básica é que, enquanto na Roma antiga eram fornecidos o pão e o circo, no Brasil só vemos o circo. Por vezes falta o pão.
Passada a “folia”, na quarta-feira de cinzas tudo volta ao normal. E, mesmo sem pão, já começam os planos para o próximo carnaval. É lamentável.
Caro amigo, oriente suas ações por essas palavras, não só durante o carnaval, mas durante toda a sua vida:
“... não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tiago 4.4)
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (I João 2.15-17)
“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis”. (Gálatas 5.16,17)
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Definitivamente, você não é flor que se cheire...

Por vezes me pego questionando o porquê do amor de Deus por mim e por você.
Como Ele pode me amar se “em mim, isto é, na minha carne não habita bem algum” (Rm 7.18)?  Definitivamente, eu e você não merecemos o amor de Deus, afinal “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Sabemos que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10). A Palavra nos compara ao imundo, e as nossas justiças a trapos de imundícia (Is 64.6).
A pergunta que não cala: porquê então, Ele nos ama? Certamente não é por sua aparência, pela cor de seus olhos, por seu carro do ano, por sua roupa social engomada, por seu terno novo, muito menos por sua conta bancária. Em suma, em nós não há absolutamente nada que nos torne dignos de receber o amor de Deus.
Fato é que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). De tal maneira, com um amor imensurável. Simplesmente porque Ele é amor (I Jo 4.16). E esse amor que Ele tem por nós não é um amorzinho qualquer, mas sim um amor eterno.
Deus é amor. Deus é eterno. Logo, o amor de Deus é eterno. Sendo esse amor imanente à Sua Pessoa, não teve início e tampouco terá fim. Deus vive num constante agora; sendo Ele o Criador de todas as coisas, inclusive do espaço/tempo, não pode estar sujeito ao espaço/tempo como nós estamos. Dessa maneira, Ele vê, como que no mesmo instante, a sua dor de ontem, sua busca e seu clamor de hoje e a vitória que Ele vai te dar amanhã.
Além de eterno, o amor de Deus é incondicional. Isso quer dizer que, diferente do ser humano, Ele não impõe condições para nos amar. Nos ama e ponto final. Parafraseando certo escritor, podemos afirmar que não há nada que possamos fazer para que Deus venha a nos amar mais, mas também não há nada que possamos fazer para que Deus venha a nos amar menos. A Palavra diz que “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Definitivamente, você não é flor que se cheire. Nem eu. Ainda assim, Ele ama a todos indistintamente. A mim, a você, a todos. Embora não mereçamos. Provemos que somos Seus filhos, imitando-O. Amando-O, e amando-nos uns aos outros.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cristologia: tentando definir o indefinível...


É engraçado... Nos três primeiros séculos da era cristã, os seguidores de Jesus o adoravam independente de definições. No entanto, muito embora já tivessem certa noção acerca da natureza d'Ele, bem como a consciência de Sua imutabilidade e da existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo à luz das Escrituras, sempre houve a busca de uma fórmula que viesse a definir Jesus de maneira satisfatória aos anseios do pensamento do homem.
Por volta do ano 315 um presbítero chamado Ário passa a defender a tese de que Jesus não é eterno, mas apenas uma criatura do Pai. Afirmava que Cristo era sim, um instrumento de Deus, mas não possuía natureza divina.
Para por fim às disparidades de opinião acerca da pessoa do Messias, no ano 325 o imperador Constantino convocou o Concílio de Nicéia, de onde surgiu o Credo Niceno, talvez a primeira tentativa extrabíblica documentada (mas biblicamente embasada) de se definir Jesus.
Tem sido assim ao longo dos séculos.
Doutrinas sobre Deus são criadas com o intuito de fazer com que o Eterno se encaixe no temporal. Com que o inexplicável caiba na mente humana. Com que palavras venham a exprimir o inexprimível.
Assim é querer esclarecer como é Jesus. É querer explicar o inexplicável. Definir o indefinível. Compreender o incompreensível. Dizer o indizível.
E nesse afã, por vezes o homem acaba “coisificando” Jesus. Colocando-o numa caixinha com um rótulo.... Diminuindo o Criador à condição de criatura. Moldando-o à maneira daquilo que queremos que Ele seja.
Como disse Agostinho de Hipona: “Por mais altos que forem os voos do pensamento, Deus está ainda para além. Se compreendeste, não é Deus. Se pudeste compreender, compreendeste não Deus, mas apenas uma representação de Deus. Se pudeste quase compreender, então foste enganado pela tua reflexão.”
Ou seja... Não venhamos a confundir ou acreditar que Jesus só é aquilo sobre o qual os cristãos nos falaram. Tampouco Ele é aquilo que eu e você lemos nos manuais de teologia, ou o que os teólogos concluíram que Ele é, após calorosos debates. É muito mais. Ele transcende toda e qualquer explicação que o nosso limitado raciocínio possa cogitar.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
(Ilustração: Cristo crucificado, de Salvador Dali)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"O delírio de Dawkins" (leitura recomendada)

Considerado o ícone do ateísmo contemporâneo, Richard Dawkins, autor de Deus,um delírio, tem suas idéias postas à prova pela análise minuciosa e perspicaz de Alister McGrath e sua esposa Joanna McGrath, em O delírio de Dawkins.
Alister, outrora ateu, doutorou-se em biofísica molecular antes de tornar-se teólogo. Admirador da obra de Dawkins, Alister revela sua perplexidade pela guinada irracional de seu colega de Oxford, não tanto pelo ateísmo em si, mas pela absoluta inconsistência de seus argumentos, aliados à intolerância desmedida. 
Ao discutir os pressupostos de Dawkins, os autores trazem à tona questões fundamentais dos tempos pós-modernos - fé, coexistência de religião e ciência, liberdade de crença, o sentido da vida e a busca de significado - que, a julgar pela repercussão de Deus, um delírio, merecem contundente posicionamento cristão.
"Alister McGrath (Universidade de Oxford) analisa as conclusões do livro Deus, um delírio e desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath demonstra como Richard Dawkins abandonou sua usual racionalidade para abraçar o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista." (Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma)
"Os autores de O delírio de Dawkins atacam o flanco do fundamentalismo ateísta de Dawkins e conseguem afastá-lo do campo de batalha." (Publishers Weekly)

Sinopse extraída do site da Editora Mundo Cristão.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Sobre a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro (na condição de...)

Sobre a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro...
Na condição de pai, choro copiosamente a dor daqueles que perderam seus filhos...
Na condição de filho, sinto grande pesar na alma por aqueles que viram seus progenitores chegarem ao fim da vida de maneira tão dolorosa...
Na condição de esposo, sinto dilacerado o coração ao imaginar o desespero dos que viram a vida de seus amores sendo ceifadas sem uma última oportunidade de dizer “te amo”...
Na condição de militar, lamento pelos combatentes que perderam a vida durante o desempenho de tão nobre missão...
Na condição de ser humano, me compadeço da situação lastimável em que se encontra aquela região e sua população, dia após dia agravada com as persistentes chuvas...
Na condição de cristão, oro por aqueles que sofreram tais irreparáveis perdas, para que o Deus de toda a consolação venha a confortá-los e amenizar a aflição de seus corações...
Choro... pranteio... lamento... oro... Me faltam palavras.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 8 de janeiro de 2011

Considerações acerca da parábola do filho pródigo

Nesse breve texto, faremos algumas considerações acerca da parábola do filho pródigo, narrada por Jesus e registrada no capítulo 15 do Evangelho de Lucas. Inicialmente, cabe ressaltar o significado da palavra “pródigo”, uma vez que, devido à similaridade com a palavra “prodígio”, faz com que por vezes se confunda uma com a outra. Enquanto um dos significados da palavra prodígio é “aquele que demonstra excepcional inteligência para sua idade”, pródigo é “aquele que dissipa seus bens, gasta mais do que o necessário; gastador, esbanjador, perdulário”. Ou seja, o texto trata de um pródigo,e não de um prodígio.
Destaquemos apenas 4 aspectos da parábola:
1) Pedir a herança para sair pelo mundo equivale a desejar a morte do pai. Sim, pois um filho só tem direito à herança após o falecimento dos progenitores. Por isso, não raramente são divulgadas notícias de filhos (?) que, com a finalidade de embolsar a herança, inescrupulosa e irracionalmente, se tornam homicidas dos próprios pais. Ou seja, quando se pede a herança, é o mesmo que dizer aos genitores: “Para mim não importa sua vida. Aliás, o que eu queria mesmo é que vocês estivessem mortos. Só quero saber do meu dinheiro. Da parte da herança que me cabe”.
De igual maneira, sair da Casa e da Presença do Pai equivale a virar as costas para Ele e dizer: “Pra mim, você não existe!”
2) Em hipótese alguma deixe de assentar-se à mesa com o Pai. Assim fez o filho pródigo (Lucas 15.12). Preferiu se aventurar pelo mundo a estar em constante comunhão com o pai. O mais triste é perceber a queda vertiginosa dos relacionamentos dessas pessoas. Estava à mesa com o pai, saiu pelo mundo e passou a estar à mesa com os “amigos” aproveitadores. Gastou o restante numa vida dissoluta, à mesa com “sabe-lá-com-quem” para, por fim, desejar assentar-se à mesa com os porcos, para se alimentar das bolotas que serviam para saciar a fome de tais animais.
Estar em comunhão com o Pai é fundamental para a vida de qualquer ser humano. Assentar-se à Sua mesa é basilar para a vida espiritual.
3) O amanhã sempre chega, independente do fato de que muitos vivam despreocupadamente quanto a ele (Lucas 15.14). Ou seja, o amanhã é inevitável. Justamente por isso deve-se fazer planos e executá-los gradualmente, de acordo com nossas possibilidades e realidade. E por isso deve-se refletir antes de por em prática as ações. Atitudes impensadas podem trazer consequências eternas. Nossos atos presentes se tornam em ecos que ressoarão no porvir.
4) Nunca é tarde para cair em si (Lucas 15.17,18). O Pai sempre está pronto para receber de volta o filho pródigo. Não importa o quão longe ele esteja do lar paterno. Ele o vê (Lucas 15.20). Mas não só o vê: também deseja seu retorno. O filho que se arrepende e volta traz uma alegria imensa ao Pai, que faz festa ante a presença daquele que estava perdido, mas foi achado. Que estava morto, mas reviveu. (Lucas 15.10,32)
Pródigos, voltem à Casa do Pai o quanto antes.
O busquem enquanto é possível achá-lo. O invoquem, enquanto está perto. (Isaías 55.6)

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Livros que li em 2010... E recomendo!!!

Apresento aqui a relação das obras literárias que li em 2010.
Aquelas que comecei a ler em 2010 mas ainda não concluí ficaram de fora da relação, devendo entrar no rol de 2011.
Agostinho de A a Z – Franklin Ferreira
A Inteligência aprisionada – Alicia Fernández
A psicologia da criança – Jean Piaget e Barbel Inhelder
A Síndrome de Caim – J. Jacó Vieira
Cheios do Espírito – Augustus Nicodemus
Confissões – Santo Agostinho
Crer é também pensar – John Stott
Criação e evolução: 3 pontos de vista – J.P. Moreland e John Mark Reynolds
Depressão: tem luz no fim do túnel – Esther Carrenho
Diário de Classe: A prática da Leitura e Escrita numa perspectiva Construtivista – Iara Sanches Rosa
Eclesiastes versículo por versículo – Joel Leitão de Melo
Efésios (Comentário Bíblico) – Elienai Cabral
Em defesa da fé – Lee Strobel
Em direção a uma cosmovisão cristã – W. Gary Crampton & Richard E. Bacon
Epistemologia Genética – Jean Piaget 
Erros que os adoradores devem evitar – Ciro Sanches Zibordi
Feridos em nome de Deus – Marília de Camargo César
Freud – Rousas John Rushdoony
Fundamentos inabaláveis – Norman Geisler e Peter Bocchino
Jesus, o maior filósofo que já existiu – Peter Kreeft
Jesus, o maior psicólogo que já existiu – Mark W. Baker
Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado – Ana Beatriz Barbosa Silva
Novo Testamento – Vários autores (sob a inspiração e orientação de Jah)
O Livro mais mal-humorado da Bíblia (A acidez da vida e a sabedoria de Eclesiastes) – Ed René Kivitz
Piaget – Vygotsky – Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão – Vários
Seis Estudos de Psicologia – Jean Piaget
Tessalonicenses, I e II (Comentário Bíblico) – Elinaldo Renovato
Um homem chamado Jesus Cristo – John Piper

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian