O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

domingo, 26 de julho de 2009

Gugu na Record...

Vi no Twitter do Danilo Gentili (CQC), mas desconheço se ele é o autor da questão:
Sabe qual a principal diferença que o Gugu sentirá na Record?
É que no SBT seu patrão jogava dinheiro para o povo;
Já na Record, o povo é quem joga dinheiro para seu patrão...
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

Chapinha gospel...

Só para descontrair um pouco...
Ei, ei, vocês se lembram da minha voz? Continua a mesma... mas os meus cabelos...
(com todo o respeito aos amados irmãos...)
Cassiane







Lauriete








Cristina Mel







Eyshila








Marco Feliciano








Juninho Afram (Oficina G3)












Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nietzsche está morto...

“Deus está morto”. Essa talvez seja a declaração mais conhecida do filósofo ateu Friedrich Nietzsche (1844-1900).
Nietzsche, em seus escritos, negou a existência de valores absolutos e proclamou desprezo às instituições. No entanto, o pobre filósofo findou sua vida imerso na loucura e assim faleceu em 1900.
É fato que por vezes essa frase tem sido mal interpretada, uma vez que, ao observarmos o contexto da citação em tela, percebemos que Nietzsche dá ênfase a um acontecimento cultural, ao afirmar que “E quem o matou fomos nós”.
No entanto, a sociedade hodierna parece ter adotado essa linha de pensamento. Os homens vivem dissolutamente, como se Deus não existisse. Como se fôssemos constituídos apenas pelo corpo, pela parte material, sem nos preocuparmos com o destino de nossa alma...
Ou seja, quem está morto hoje, literalmente, é Nietzsche. E toda a humanidade distante de Deus. Morta em suas ofensas e pecados.
Nos esquecemos que Deus, proclamado morto pelo aludido filósofo e por nossos atos cotidianos...
É Eterno...
É aquele que é, que era e que há de ser...
É Onipotente, Onipresente e Onisciente ...
É o Criador dos céus e da terra...
É aquele que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder...
É o Rei dos reis e Senhor dos senhores...
É o Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz...
E está conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
Quantos hoje, tem se recusado a acreditar na existência do Todo-Poderoso... Se você está contado entre esses, cuidado... ainda há tempo de rever seus conceitos, preconceitos e pré-conceitos. Antes que termine seus dias também na loucura...
“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido e têm cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem” (Salmo 53.1).
Que Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 19 de julho de 2009

Assembleia de Deus Ministério de Santos - 85 anos

Fundada em 1924 por Vicente Lameira e sua esposa Hermínia Lameira, Manoel Garcês e sua esposa, todos vindos da cidade do Recife/PE, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Santos, teve início com os trabalhos de evangelização no bairro da Ponta da Praia.

Dias depois aportaram em Santos, vindos da cidade de Vitória/ES, os grandes pioneiros do evangelho no Brasil, os Missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, que deram seqüência aos trabalhos de evangelização na cidade, ocasião em que organizaram e fundaram efetivamente a Igreja em Santos, sendo esta "A PIONEIRA" das Assembléias de Deus no Estado de São Paulo, e se tornando os seus primeiros Pastores.

No dia 4 de setembro de 1934, já sob a presidência do Pastor Clímaco Bueno Asa, baseado nos dispostos do artigo 141 § 7 a 11, da Constituição Federal, a Igreja ganhou personalidade jurídica ao registrar o seu primeiro Estatuto, passando a funcionar com a denominação de Sociedade Evangélica Assembléia de Deus.

Presidência - Como presidentes e sucessores, a Igreja teve ainda os seguintes Pastores: Pastor Geraldo Machado, Pastor Luiz Gonzaga, Pastor Simon Lundgren, Pastor Bruno Skolismowiks e Pastor João Alves Corrêa, que no mês de Fevereiro de 1962 assumiu a direção e a Presidência da Igreja em substituição ao Pastor Bruno Skolismowiks, permanecendo à frente até o dia 2 de janeiro de 1993, quando então assumiu, a atual presidência o Pastor Paulo Alves Corrêa.

Com uma visão de dinamismo, determinação e espírito empreendedor, o Pastor Presidente Paulo Alves Corrêa tem trazido grande avanço e progresso à Igreja do Ministério em Santos. Quando assumiu em 1993 eram 52 congregações, atualmente, só nos municípios de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, somam-se 168 igrejas. Ao todo, são mais de 1000 congregações espalhadas pelo globo terrestre.

O Ministério de Santos possui cerca de 80 mil membros, que podem ser encontrados nas seguintes regiões:

Estado de São Paulo: Baixada Santista, Litoral Norte, Litoral Sul, Vale do Ribeira, Planalto e Interior.

Outros Estados: Mato Grosso, Sul de Minas Gerais, Goiás e Ceará.

Outros países: Portugal, Inglaterra, Espanha, Paraguai, Argentina, Peru, Chile e no Continente Africano.

De 14 a 19 de julho foram realizadas na Sede em Santos as atividades e cultos alusivos à comemoração dos 85 anos da igreja, onde as bençãos de Deus foram copiosamente derramadas sobre nossas vidas.

Que Deus continue abençoando os companheiros de Ministério, bem como todos os irmãos em Cristo. Em Nome de Jesus.

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

PS: Informações extraídas de www.assembleiadedeussantos.com.br, e ligeiramente adaptadas por este blogueiro.

sábado, 11 de julho de 2009

Obama e Sarkozy flagrados em "adultério"...

Obama e Sarkozy flagrados em "adultério"...

A foto ao lado, tirada durante a reunião do G8 em Áquila, Itália, é a prova cabal de que até mesmo “o homem mais poderoso do mundo” (se bem que sabemos que não é bem assim...) é apenas um homem como qualquer outro...

A garota é brasileira e representava, além da nação, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no encontro.

Não custa lembrar o que nos diz a Palavra:

‘Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério.” Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração. Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno’. (Mateus 5.27-30)

Jesus!!! Tenha misericórdia de nós!!!

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

sexta-feira, 10 de julho de 2009

500 anos do nascimento de Calvino...

Há exatos 500 anos, ou seja, em 10 de julho de 1509, nascia em Noyon, Picardia, França, o teólogo e reformador João Calvino.
Iniciou seus estudos na Universidade de Paris em agosto de 1523. Ali aprendeu latim, filosofia e dialética. Distinguiu-se como humanista.
Simpatizante do pensamento de Martinho Lutero, sua distância do catolicismo tornou-se pública em 1533, ao redigir um discurso contendo matéria religiosa, então considerada herética. Em 1535, concluiu sua obra mais famosa, a "Instituição da Religião Cristã".
Mesmo aqueles que discordam de alguns pontos de sua teologia devem ser concordes quanto à importância do legado deixado por esse grande reformador francês.
Parabéns aos protestantes de uma maneira geral e, em particular aos calvinistas, nessa data de extrema relevância para o cristianismo.
Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

O fenômeno com chifre...

Não era essa a intenção da matéria, mas...
Conforme reportagem que foi ao ar no Jornal Nacional de ontem, 9 de julho, em pesquisa onde foram ouvidas mais de 8.000 pessoas, Ronaldo foi eleito o jogador mais querido do país, com 22,64 % dos votos. Kaká, que na pesquisa realizada há quatro meses estava em 1º lugar do "ranking" ora em comento, perdeu seu lugar no topo, indo para a 2ª colocação.
Já Ronaldo, na pesquisa anterior era o 3º mais votado, com 6,68 %. No entanto, 120 dias e dois títulos depois...
Mas o que mais me chamou a atenção na matéria foi o distintivo do Corinthians, na parede logo atrás de Ronaldo. Em alguns momentos, dava a impressão que o "fenômeno" estava com chifres, devido à posição das pontas da âncora.
Misericórdia, irmão!!! Futebol é coisa do inimigo!!! rsrsrsrsrs
Que Deus abençoe sua vida.
Alessandro Cristian
Soli Deo Gloria
* Matéria disponível em
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1224914-10406,00-PESQUISA+APONTA+RONALDO+E+O+MAIS+QUERIDO+DO+BRASIL.html

terça-feira, 30 de junho de 2009

Unção com o óleo da potência???

Os asseclas de Pedir Maiscedo não se cansam de inventar. Percebemos ali uma criatividade apócrifa, cada vez mais divorciada da Palavra de Deus...

A mais nova da trupe: em um dos programas televisivos conclamam a todos para participarem da “Vigília das grandezas de Deus”, para receberem a unção com o óleo da potência. Tal óleo, segundo afirmam, levará o fiel a se tornar uma potência financeira.

Até aí, tudo bem (mas tudo mal). Mais um engodo advindo da horrenda teologia da prosperidade. Mais uma campanha milimetricamente calculada para encher a igreja de incautos e, de igual maneira, as contas bancárias daquela organização religiosa. É a especialidade deles. Mas o mais triste é a consagração do tal azeite.

Imagens mostram um dos bispos da famigerada denominação orando para a consagração do óleo na Wall Street, em Nova Iorque, ao lado da estátua gigantesca de um touro (bezerro de ouro?) ali existente.

Durante a consagração, o religioso frisa que está ao lado do símbolo da força financeira de Nova Iorque. E afirma que o óleo está sendo consagrado “perto dessa força, dessa potência...” (referindo-se ao touro). Ou seja, entendemos que o azeite foi consagrado ao touro, e não a Deus. E quem consagrou o azeite foi o touro, e não Deus.

Isto é, se você participar da campanha e ter suas necessidades supridas, ou receber aquilo que buscava, graças a ... Deus??? Não, graça ao azeite-consagrado-na-Wall Street-ao-lado-da-estátua-do-touro-que-simboliza-a-força-do-mercado-financeiro-de-Nova Iorque.

Antes de orar, arremata sua fala com chave de lata: diz que Deus nos fez apenas um pouco, só um pouquinho menor que Ele. Entendo que o bispo quis dizer que somos quase deuses. Estamos só um pouquinho abaixo do Todo Poderoso... É lamentável.

“Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó. (Salmo 103.14)

“E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. (Gênesis 18.27)

Uma fala eivada de heresias em nome da prosperidade...

A Bíblia Sagrada nos alerta:

“... depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”. (Atos 20.29,30)

Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

sábado, 27 de junho de 2009

Haja rótulo!!!

Conforme nos ensina o livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 11 versículo 26, em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.
Se há uma designação pela qual os seguidores de Cristo devem ser chamados, essa designação é “cristãos”. Mas quando olhamos para a história do cristianismo, perdemos a conta de quantos rótulos já receberam os seguidores de Cristo. Isto é, em quantos fragmentos já foi dividido o cristianismo (aqui relaciono algumas denominações e nomenclaturas, sem preocupação com ordem cronológica, nem com qualquer outra ordem. Apenas a título de ilustração): católicos romanos, católicos ortodoxos, coptas, protestantes, luteranos, calvinistas, anabatistas, ortodoxos, valdenses, albigenses, quacres, puritanos, metodistas, batistas, tradicionais, presbiterianos, tradicionais avivados, pentecostais, adventistas, congregacionais, carismáticos, neopentecostais, evangélicos, “crentes”, etc...
Foi isso que Jesus quis dizer, orando ao Pai em João 17.22??? “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um? Óbvio que não. Pra quê tanto rótulo, tanta facção?
Ok, sabemos que a partir de Constantino houve uma paganização do cristianismo, que a Reforma Protestante foi necessária, que o denominacionalismo foi uma resposta à tendência de que a Igreja fosse ligada ao Estado, que cada país tem seus costumes, sua cultura e, por conseguinte, suas formas de cultuar a Deus...
Não quero dizer aqui que devemos tergiversar com os erros de toda e qualquer denominação.
Mas o ideal seria de que os ideais da igreja primitiva fossem mantidos... ou que não tivessem se perdido no decorrer da história.
Concito-o a voltar a viver de acordo com os princípios dos primeiros cristãos (se você ainda não o faz):
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar". (Atos 2.42-47)
Vamos nos preocupar mais com o Reino de Deus. E menos com nosso próprio reino. Menos com nosso mundinho.
Que Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.
Alessandro Cristian

sábado, 13 de junho de 2009

Ficarão de fora os Assembleianos...

Como assim, ficarão de fora os Assembleianos?

É isso mesmo. Ficarão de fora todos aqueles que apenas mudaram de religião, e agora estão congregando numa das Assembleias de Deus existentes no Brasil e no mundo. Aqueles que consideram suficiente adotar um sistema de regras de conduta e dogmas para serem salvos, por mais distantes que estejam da Palavra de Deus. Aqueles que, qual legalistas, se consideram justificados apenas por suas obras, anulando a cruz de Cristo. Aqueles que, por usarem só camisa de manga longa, calça social e sapato, julgam ter mais mérito diante de Deus do que aqueles que em seu cotidiano trajam calça jeans, tênis e camiseta. Aqueles que agem da mesma forma que os sectários, afirmando que “só há salvação na nossa igreja”. Aqueles que acham que é a placa ou o letreiro da igreja que vão levá-los para o céu. Aqueles que vivem cheios de si, por observar estritamente sua disciplina religiosa. Aqueles que idolatram sua denominação, considerando-a “a última embarcação para Cristo”.

Nesse sentido, a epígrafe do texto poderia muito bem dizer: ficarão de fora os Batistas, os Metodistas, os Presbiterianos, os Congregacionalistas, os Luteranos, os Anglicanos... enfim, os evangélicos, os protestantes, os pentecostais, os neopentecostais, os tradicionais...

Se é assim, quem então serão os bem-aventurados que farão parte da Igreja do Arrebatamento, que participarão das Bodas do Cordeiro, que terão direito à árvore da vida, que poderão entrar na cidade pelas portas e que estarão para sempre com Jesus na Jerusalém Celestial?

Somente aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro.

Aqueles que realmente nasceram de novo.

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Evangelizado pelas formigas...

"Narra-se a história de um culto hindu, que, passeando despreocupadamente, foi olhar perto de um formigueiro. Quando se abaixou, sua sombra assustou as formigas e elas correram em todas as direções. Tendo uma natureza simpática, o hindu pensou consigo mesmo: 'Gostaria de poder conversar com estas pequenas criaturas, para dizer-lhes que não quero lhes fazer nenhum mal'. Mais uma vez, aproximou-se delas, e elas, como da primeira vez, se amedrontaram. Quando ele recuou um pouco, recomeçaram as atividades do formigueiro. Sua mente, como que brincava com o incidente: 'Gostaria de poder falar àquelas criaturinhas', voltou a pensar. Então ocorreu-lhe o pensamento: 'Não poderia falar com elas mesmo se possuíssem inteligência; ainda que possuíssem uma língua, e que eu pudesse aprender tal língua, não conseguiria me comunicar com elas, porque os meus pensamentos não são os pensamentos delas. Meus termos de expressão não seriam compreensíveis a elas'. Sua imaginação continuou trabalhando: 'Se eu pudesse vir a ser uma formiga como elas, e ainda reter a minha própria personalidade e consciência, então, vivendo entre elas, conseguiria comunicar-me, e elas entenderiam pelo menos alguma coisa dos meus pensamentos'. O seguinte pensamento raiou-lhe de súbito: 'É exatamente isto que os ensinadores cristãos querem nos dizer: que Deus se fez homem a fim de revelar-se a nós e salvar-nos'. E, assim, sob a influência da própria ilustração que ele mesmo viu, o hindu veio a aceitar a fé cristã." (1)

É claro que, pela fé, cremos que Deus revelou-se a nós por meio de Jesus Cristo. "... porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade". (Colossenses 2.9)
Pela fé, cremos na encarnação do Filho com a finalidade de salvar a humanidade, mistério que desafia o limitado raciocínio humano. "...  que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz". (Filipenses 2.6-8).

Mas a ilustração que levou aquele hindu à conversão é de grande valia para que possamos ampliar nossa compreensão acerca de tão grandioso e glorioso mistério: Deus, o Soberano Criador dos Céus e da Terra, revelou-se à humanidade fazendo-se como um de nós, a fim de trazer a salvação a todos os homens. Creia nisso: Ele se preocupa contigo. Aceite a verdade contida no Evangelho. 
Que Deus muito o abençoe, em Nome de Jesus.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

(1) PEARLMAN, Myer. João, O Evangelho do Filho de Deus. 4.ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2004. 

quarta-feira, 10 de junho de 2009

2000 visitas... Glória a Deus...

Ontem, 09 de junho, este singelo blog atingiu/ultrapassou a marca dos 2000 acessos, com exatos cinco meses de existência.
Compartilho com todos neste momento mais essa alegria. Como diz a Palavra, "Alegrai-vos com os que se alegram..." (Romanos 12.15).
É claro que não se trata de um número estratosférico se comparado a outros blogs, principalmente os conhecidos do grande público. Mas não há como negar que trata-se de um número bastante expressivo e, por que não dizer, extremamente significativo, se levarmos em conta que estamos falando do blog de um "quase" anônimo (rsrs).
Minha oração nesse momento é para que Deus abençoe a cada um dos amados visitantes que tem me honrado com o acesso ao presente espaço.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Nome da música: "Reteté"...

A banda Quatro por Um nunca conseguiu me surpreender. Com todo o respeito, sempre me pareceu apenas mais uma cria do mercado do entretenimento gospel. Ok, tem que goste. Tem lá o seu público.
Mas convenhamos, o nome da nova música de trabalho do grupo, que estará em seu CD a ser lançado ainda esse mês, é de extremo mau gosto: "Reteté". Confira abaixo a letra. Profunda como uma bacia de água. Substancioso como um envelope de "tang" diluído numa piscina...
RETETÉ (Autor: Marcus Salles)
Era sexta-feira, dez horas da noite
Quando começou a vigília no galpão
Tinha tanto jovem,
Quase que perdi a conta
Muita alegria e um só coração
Era uma reunião pra buscar poder
Eu só não sabia o que ia acontecer
Não importava se era homem
Ou se era mulher
O importante é
Que a galera era do “reteté”
 
Fogo, estou cheio de poder
Fogo, tudo pode acontecer
Fogo, que desce no altar
Fogo não consigo mais parar
 
Tinha muita unção,
Era só vitória
Era um pula-pula,
Muita gente dando glória
Tinha gente cantando,
Tinha gente chorando
Sendo batizada com Espírito Santo
Era uma reunião.......

Que Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 30 de maio de 2009

A aproximação da Globo com os protestantes...

Como já é de conhecimento de todos, durante a corrente semana o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens sobre os evangélicos, enfatizando os trabalhos sociais realizados pelas igrejas (e, porque não dizer, pela Igreja com "I" maiúsculo).

Ao longo de quatro dias – de terça a sexta-feira – foram apresentados, dentre os incontáveis existentes, alguns dos maravilhosos trabalhos sociais levados a efeito pelos protestantes em nossa nação.

Foram abordados projetos e obras desenvolvidas por assembleianos, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas e luteranos.

Afora alguns pequenos deslizes (e.g., contar os batistas dentre os pentecostais), podemos considerar a série como um ponto positivo para a Rede Globo.

Fica no ar a pergunta que não quer calar: depois de praticamente desprezar e menosprezar os evangélicos durante anos, será que a Globo está revendo seus conceitos?

Quero crer que chegaram à conclusão que IURD e protestantes situam-se em posições diametralmente opostas. Explico: é fato que parte da perseguição aos evangélicos se deve à antiga rusga entre a Globo e Edir Macedo. Agora, descobriram que IURD é uma coisa, protestantismo é outra.

Reflitamos: o Jornal Nacional possui a maior audiência do telejornalismo brasileiro. Diariamente, milhões de pessoas assistem o jornal apresentado pelo casal Willian Bonner e Fátima Bernardes. Dessa maneira, durante os quatro dias em que a série de reportagens intitulada “Os evangélicos” foi ao ar, milhões de pessoas foram evangelizadas pela Rede Globo... quem diria...

Mas não sejamos ingênuos a ponto de imaginar que a Globo “se converteu”. Ela está apenas tentando se aproximar do segmento da população que, segundo estimativas, em 2020 será correspondente a 50 % da população do Brasil. E que vê a Globo com péssimos olhos, graças ao baixo nível da grade de sua programação, cujo conteúdo por vezes é uma afronta aos princípios bíblicos (sobretudo os temas abordados nas novelas...).

No entanto, tudo indica que o clã de Roberto Marinho não sabe que Jesus está voltando. Ao invés de uma aproximação com os evangélicos, se faz necessária uma aproximação com Jesus. Afinal, ninguém consegue a vida eterna através de osmose...

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O "Orkut" da Igreja Universal...

Que a Igreja Universal sabe se utilizar da tecnologia e de seus avanços e, mais especificamente, dos meios de comunicação, é de conhecimento de todos. Sabemos que, além de ser dona daquela que talvez seja a 2ª maior rede de televisão do país, a IURD conta também com rede de radiodifusão e portal na internet, além de possuir uma editora própria.
Edir Macedo conta até com perfil no Twitter...
O que pouca gente sabe é que agora eles possuem um “Orkut” próprio.

Trata-se da Comunidade Universal (http://comunidade.arcauniversal.com/). Funciona praticamente da mesma forma que o Orkut, rede social mais popular entre os brasileiros, ou seja: cria-se uma conta (ou perfil), e a partir daí existe a possibilidade de postar vídeos e fotos, além de criar fóruns de discussão e publicar avisos.

A “Comunidade” tem como objetivo precípuo promover o diálogo entre os membros da Igreja Universal.

É claro que não compactuamos com uma série de práticas da IURD (nó em camisa, rosa ungida, sal grosso, fogueira santa, sessão de descarrego, etc, etc e etc... e mais um pouquinho de etc...).

Mas em um ponto temos que dar o braço a torcer: em matéria de uso dos meios de comunicação, os caras estão sempre à frente.

Mais um pouco e, em lugar do jargão “tá amarrado!!!”, vão começar a dizer “tá deletado em nome de Jesus!!!”

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

terça-feira, 26 de maio de 2009

Globo elogiando protestantes? Sei não ...

Quão grande foi minha surpresa hoje à noite ao ouvir o assunto da série de reportagens a serem apresentadas no Jornal Nacional durante a corrente semana: projetos sociais desenvolvidos por igrejas evangélicas...
Atônito assisti à primeira reportagem, imaginando que seriam veiculadas informações distorcidas. Me dei mal... A matéria foi de uma imparcialidade impressionante (vindo da Globo...).
Porcentagem da população evangélica no Brasil (15%), número de fiéis da Assembleia de Deus (8.400.000), origens do protestantismo (Lutero e Calvino)... Chegada da Igreja Presbiteriana e da Assembleia de Deus no Brasil... Tudo em cima...
A reportagem mostrou ainda um projeto de música da Assembleia de Deus (RJ), voltado para seus fiéis, além da Missão Evangélica Caiuá, em Dourados (MS).
Trabalho desenvolvido por missionários presbiterianos, a missão tem cinco escolas e dois hospitais no meio da mata, e um hospital voltado para atender crianças desnutridas.

É esperar os próximos programas pra ver...
Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

sábado, 16 de maio de 2009

Será preciso empregar seis homens fortes para trazer você de volta à igreja???

Há alguns anos, vi a frase em epígrafe, traduzida do inglês, numa revista. Não era exatamente assim, ipsis litteris, mas a essência da sentença era essa. A foto que acompanhava tais dizeres mostrava seis homens carregando um esquife.

Tratava-se da propaganda de uma denominação religiosa (Episcopal Church, salvo engano).

O hiperbólico questionamento bem expressa quão difícil é trazer de volta para a Casa de Deus alguém que, por algum motivo, afastou-se do convívio e da comunhão da igreja local (ou da igreja visível).

Em Provérbios 18.19, lemos que “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio”. A mais pura realidade, como toda a Palavra de Deus.

A maioria absoluta, para não afirmar incisivamente “todos”, teriam motivos para se afastar da igreja (local e visível, cabe frisar novamente): desapontamento com irmãos, rusgas, divisões, frustração, discordâncias teológicas e administrativas, etc.

Mas, apesar de tudo, se faz necessário que continuemos firmes, com os olhos e o pensamento fixos em Jesus, e em mais ninguém. Só Ele não nos desaponta, não nos desampara e nem nos frustra.

Como afirmou certo escritor, “se algum dia você encontrar uma igreja perfeita, não vá para ela. Você irá estragá-la”.

Fique na posição. Eclesiastes 9.10 nos exorta: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma”(grifo meu).

Volte para a casa do Pai. Mais do que isso, se você se afastou, volte para a presença do Pai o quanto antes.

Ou será preciso empregar seis homens fortes?

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As 95 teses de Lutero...

É fato que, por mais que o homem tenha tentato desvirtuar o cristianismo, adaptando-o a seus próprios interesses e de determinados grupos, sempre houve, em todas as épocas, um remanescente que se manteve fiel aos preceitos bíblicos.
É fato também que muitos cristãos protestantes da atualidade não sabem o que foi a Reforma, tampouco qual foi seu estopim.
Nesse sentido, na presente postagem publico as 95 teses afixadas por Martinho Lutero à porta da igreja do Castelo de Wittemberg (Alemanha), em 31 de Outubro de 1517. A intenção inicial de Lutero era debater tais teses com os teólogos católicos. 
Os assuntos centrais abordados pelo então monge agostiniano foram: penitência, indulgências e salvação pela fé. Podemos considerar esse evento como o início da Reforma Protestante, bem como o início do retorno do cristianismo corrompido ao cristianismo bíblico.

"Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. 

1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.

18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.

20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?

30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.

34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.

36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.

40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.

61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.

71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.

78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?

85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?

88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.

91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!

93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!

94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.

95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz."

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

Texto das teses extraído de:   http://www.espacoacademico.com.br/034/34tc_lutero.htm. Acesso em 14 de maio de 2009.