O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Em busca de sentido - Viktor E. Frankl (leitura recomendada)

Porta de entrada para a logoterapia, a "terceira escola vienense de psicoterapia", o texto de Frankl descreve em linguagem narrativa como sentiu e observou a si mesmo, e às demais pessoas, e seu comportamento num campo de extermínio nazista. Toca na essência do que é ser humano: não renunciar ao sentido da vida.

Sinopse extraída do site da Editora Sinodal.

Soli Deo Gloria 
Alessandro Cristian

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Homem segundo o coração de Deus...

No presente texto quero falar sobre um homem conhecidíssimo na história da humanidade, sem dúvida um dos mais conhecidos. Tal homem, como todo homem, era cheio de falhas, imperfeições e, por conseguinte, cheio de pecados. O nome dele era Davi, o segundo rei de Israel, cujo nome aparece na Bíblia 899 vezes.
O personagem em apreço tem tão grande importância que Jesus Cristo, o Messias, o Deus encarnado, o Salvador da humanidade, tem como um de seus epítetos “Jesus, Filho de Davi”, uma vez que, como homem, descende do referido monarca.
Quanto aos desvios morais de Davi, lembremos: 
Em certa ocasião, enquanto Israel pelejava contra os amonitas, o rei passeava tranquilamente no terraço da casa real quando vislumbrou uma bela mulher tomando banho. Não obstante o fato de que já possuía sua esposa, cresceu os olhos naquela senhora desnuda e imediatamente assentou no seu coração que teria relação sexual com ela. Detalhe: a cobiçada também era casada.
Algum tempo após o intercurso sexual, Bate Seba manda dizer a Davi que estava grávida. Com o intento de colocar panos quentes sobre o caso, Davi manda chamar Urias, o esposo da adúltera, que se encontrava na guerra e ordena que ele se deite com sua esposa, de maneira a dar a entender que o filho era dele, Urias, e não fruto do relacionamento pecaminoso entre Davi e Bate Seba.
Numa demonstração de patriotismo e retidão, Urias recusou-se a ir para a sua casa e relacionar-se com sua esposa, com a seguinte alegação: “A arca, e Israel, e Judá ficaram em tendas; e Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados no campo; e hei de eu entrar na minha casa, para comer e beber, e para me deitar com minha mulher? Pela tua vida, e pela vida da tua alma, não farei tal coisa.” (2 Samuel 11:11-12)
Assim, ciente de que aquela beldade era consorte de Urias, um dos combatentes de Israel, tramou contra a vida daquele pobre homem: enviou uma carta ao general Joabe pelas mãos do próprio Urias, com os seguintes dizeres: “Ponde a Urias na frente da maior força da peleja; e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra.” (2 Samuel 11:15)
Ou seja, numa sequência de erros, cobiçou a mulher do próximo, consumou o adultério e cometeu um homicídio. Um abismo chamando outro abismo (Salmo 42.7).
Ante tamanhos desvios de caráter, é impossível não questionarmos como pode o personagem em questão ficar conhecido como “um homem segundo o coração de Deus”... Mas a própria sequência histórica no traz a resposta. Por meio dela, observamos o profundo arrependimento de Davi após a queda, sua intensa busca pelo perdão de Deus e sua busca incessante pela presença do Altíssimo. Por meio do Salmo 51 percebemos o desespero e a agonia de um homem à procura da remissão, a preocupação de alguém que reconhece não haver nada pior do que ser lançado fora da presença do SENHOR, e nada mais degradante do que viver sem o Espírito de Deus. Observamos a dor e a tristeza de alguém rogando para que o SENHOR lhe restitua a alegria da salvação (Sl 51.11,12).
Finalizando, dentre tantas coisas que podemos aprender com a vida desse homem, destaco três:
1) Não importa quão cheia do Espírito seja a pessoa, não importa quantos dons espirituais o servo de Deus possua, não importa o quanto o homem seja um instrumento nas mãos de Deus. Apesar de seus predicados, ela é humana. E por ser humana, é cheia de falhas, possui imperfeições, tem suas faltas. E, dessa maneira, está sujeita a pecar. “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” (1 Coríntios 10:12).
2) A vida cristã está mais relacionada com o levantar-se do que com o não cair. No entanto, não podemos pender para os extremos. Nem adotar uma postura farisaica a ponto de se achar melhor que os irmãos, mas também não entregar os pontos e viver “de qualquer maneira”.
Afinal, fomos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo [...]” (I Pedro 1.2).
3) O SENHOR jamais rejeita um coração quebrantado e contrito (Salmo 51.17).

Que Deus abençoe sua vida. E que a cada dia nos conscientizemos da necessidade de sermos homens segundo o coração de Deus. Não infalíveis, mas conscientes de nossas limitações e de nossa total dependência do SENHOR.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 26 de agosto de 2012

Prédicas e alocuções - Dietrich Bonhoeffer (leitura recomendada)

O autor se destacou como pregador nas comunidades pelas quais passou, no seminário que dirigiu e nas oportunidades que lhe apareceram na vida. Muitas prédicas não perdem valor e atualidade com o passar dos anos. Assim como encontraram ouvidos atentos  em seu tempo, ainda hoje elas despertam a reflexão em torno de conteúdos da fé cristã. Nelas está impressa a certeza de que o Evangelho de Jesus Cristo é a palavra para todos os tempos. É nesse marco que se situa o pastor, teólogo luterano e mártir do nacional-socialismo na Alemanha da Segunda Guerra Mundial, Dietrich Bonhoeffer, cujos escritos estão publicados em diversas línguas e são lidos e estudados também fora dos muros eclesiais.

Sinopse extraída do site da Editora Sinodal.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O coração, essa máquina tão poderosa quanto enganosa...

O ser humano traz no interior de seu peito uma máquina poderosíssima, pela biologia denominada "coração". Possui cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm de largura e 6 cm de espessura, pesando aproximadamente 250 gr, medidas e peso estimado para o coração de uma pessoa adulta.
Essa pequena máquina possui três camadas: o endocárdio (seu revestimento interno), o miocárdio (porção muscular de sua parede) e o pericárdio (revestimento externo derivado das cavidades do celoma). O compartimento cardíaco de parede mais espessa e vigorosa é o ventrículo esquerdo, responsável pelo bombeamento do sangue através de toda a grande circulação.
Existem válvulas entre os compartimentos cardíacos, dentre eles os grandes vasos que a elas se ligam. Entre o átrio e o ventrículo direitos, se encontra a válvula tricúspide, a qual possui três folhetos membranosos. Quando da contração do átrio, ela se abre e permite que o sangue passe. Quando o ventrículo se contrai, ela se fecha e impede o refluxo de sangue para o interior do átrio.
Entre o átrio e o ventrículo esquerdos, situa-se a válvula mitral (ou bicúspide), com dois folhetos membranosos. Seu comportamento é similar ao da válvula tricúspide.
A contração do coração se chama sístole, e corresponde à fase de ejeção ou esvaziamento. O movimento  de relaxamento e enchimento de suas câmaras chama-se diástole.
Mecanismos extremamente precisos ajustam a frequência dos batimentos cardíacos, garantindo a chegada de oxigênio e nutrientes na medida necessária para todas as partes do corpo.
O coração de um adulto bate cerca de 72 vezes por minuto e bombeia cerca de 7200 litros de sangue por dia. É uma bomba tão potente que é capaz de jogar o sangue a uma distância de 120 metros (!). 
Sim, mas enquanto como órgão humano é poderoso, como sede dos sentimentos, isto é, figuradamente, é enganoso ao extremo. Não por acaso, a Palavra nos afirma que "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9). Nos informa ainda que "(...) do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias" (Mateus 15.19), além de centenas de outras referências bíblicas que podem ratificar essa verdade.
Mas o mais interessante é que, apesar de saber que ele é enganoso, muita gente se deixa levar por ele. Toma decisões segundo os seus próprios sentimentos (i.e., segundo o próprio coração) e tenta justificar com a assertiva de que "Deus falou comigo". Dessa maneira se colocam como Deus, afinal essa esfarrapada desculpa de que "Deus mandou" nada mais é que uma forma de tentar se justificar, quando se segue seus próprios desejos, sua própria vontade, seus próprios intentos.
Prezado, deixe de querer seguir o seu coração. Ele é enganoso. Tome decisões pautadas nos ditames da Palavra, que é bem melhor.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian  

sábado, 18 de agosto de 2012

A família na época pós-moderna

Hernandes Dias Lopes
A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:

Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.

Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.

Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.

Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!


Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vencendo as aflições da vida - Alexandre Coelho e Silas Daniel (leitura recomendada)

A vida sempre foi cheia de desafios. Alguns deles são ultrapassados com facilidade, mas outros, apenas com a ajuda de Deus e do companheirismo cristão, por meio de assistência e aconselhamento.
Como deve um crente portar-se diante da violência social que cerca nossa nação e o mundo?
Com que perspectiva a igreja deve encarar a morte e ausência de recursos mínimos dentro dos lares de seus membros? Como reagir quando um filho, criado na igreja, torna-se rebelde e despreza até mesmo a Palavra de Deus?
É possível passar por desafios e, acima de tudo, honrar a Deus tendo uma perspectiva acertada e bíblica diante de todas as circunstâncias descritas acima. Descubra como, lendo este livro.

Sinopse extraída do site da CPAD.

Soli Deo Gloria 
Alessandro Cristian

sábado, 4 de agosto de 2012

O inferno é aqui...

Calma, calma... Com a afirmação acima não estou defendendo o universalismo tampouco o aniquilacionismo, ensinos errôneos que tem sido propagados por alguns grupos ao longo da história do cristianismo e que ganharam certa ênfase nos últimos anos com o teísmo aberto (Os primeiros afirmam que a salvação é universal, isto é, no final todos serão salvos pela misericórdia de Deus. Já os segundos creem que aqueles que não alcançarem a salvação serão julgados, condenados, e por fim aniquilados. Isto é, tornados em nada, deixarão de existir).
Tampouco estou negando o ensino claro das Escrituras acerca da condenação eterna daqueles que viveram impiamente, apartados do Criador. Aliás, Jesus nos deu mais detalhes acerca do inferno que do céu, certamente para alertar-nos quanto ao sofrimento ali existente, do qual devemos escapar. Não estou indo contra as palavras do Mestre, segundo o qual o inferno é lugar de choro e ranger de dentes (Mateus 8.12; 13.42,50; 22.13; 24.51; 25.30). Por meio da Palavra, observamos também que o inferno é lugar de fogo e escuridão ( Judas 7, 13), de destruição (I aos Tessalonicenses 5.3; II aos Tessalonicenses 1.7-9; 2 Pedro 3.7).
Mas o que quero transmitir então com a assertiva de que "o inferno é aqui"? 
Resposta: Que o homem, através de um modus vivendi inconsequente, acaba por tornar sua vida um verdadeiro inferno existencial.
A seguir apresento algumas condutas do ser humano cujas consequências contribuem para tal:
  • Demonstrar indiferença ante o sofrimento alheio;
  • Não conseguir perdoar;
  • Não saber amar;
  • Pensar que pessoas são coisas, manipuláveis;
  • Pautar os atos cotidianos na mentira e no engano;
  • Viver alimentando o ódio;
  • Se encolerizar ante a felicidade alheia;
  • Permitir que o coração se torne num emaranhado de raízes de amargura;
    Etc, etc, etc...
De fato, a simples menção dos itens acima já nos dá uma amostra do sofrimento em que muitos vivem, simplesmente por optarem cerrar seu coração para o amor e o perdão... Um verdadeiro inferno existencial.
Mas por maior que seja o sofrimento do indivíduo nessa vida, não é nada se comparado ao sofrimento eterno, naquele lugar "onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga" (Marcos 9.48).
Mas o que é pior: aqueles que padecem aqui como se estivessem no inferno por adotarem as posturas acima elencadas, são sérios candidatos a irem parar no inferno definitivo... 
Que Deus tenha misericórdia de nós.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 28 de julho de 2012

O ateu, o crente e o bicho-papão

Outro dia alguém me enviou pelo twitter a seguinte pergunta: “quando vc era criança também acreditava em bicho-papão, porque deixou de acreditar?”
Minha primeira reação foi ignorar a pergunta, formulada em tom de crítica a um tweet que postei testemunhando minha fé em Deus. Imaginei que o autor da pergunta não esperava resposta, apenas pretendia sugerir a estupidez da minha fé. Tive a mesma sensação que experimentei quando comecei a ler um texto sobre “razões porque deixei de ser crente” e o autor logo na primeira página comparou a crença em Deus à crença no Saci-Pererê. Mas, passado o ímpeto de deixar pra lá, resolvi responder, pelo menos para mim mesmo.
Minha resposta começaria afirmando que jamais acreditei em bicho-papão. O que me aterrorizava na infância eram os ciganos e o “velho do saco”. Devo isso às minhas avós, que diziam que esses homens malvados gostavam de raptar meninos desobedientes. Registro que acredito em ciganos e velhos do saco, não necessariamente como raptores de crianças, embora seja em parte verdadeiro. Mas resolvi responder como se meu imaginário infantil tivesse sido ocupado por esse tal de bicho-papão.
Eis, portanto, algumas razões porque, embora continue acreditando em Deus, deixei de acreditar em bicho-papão.
.    Não conheço nenhum adulto que acredita em bicho-papão;
.    Não conheço nenhuma civilização baseada em bicho-papão;
.    Não conheço nenhuma religião que considere o bicho-papão um ser divino;
.    Nunca ouvi uma pessoa dizer que foi transformada pelo bicho-papão;
.    O bicho-papão não constitui o dilema existencial humano desde sempre;
.    Nenhuma tradição de pensamento humano se ocupa com o bicho-papão;
.    Nenhum gênio da humanidade viveu atormentado por causa do bicho-papão;
.    O bicho-papão não se sustenta num texto considerado sagrado por mais da metade da população mundial, escrito ao longo de 2 mil anos, por 40 autores diferentes;
.    Não existe quem atribua a existência do universo ao bicho-papão;
.    Jamais alguém defendeu sua fé no bicho-papão com a própria vida;
.    Nenhuma das virtudes humanas é associada ao bicho-papão;
.    O bicho-papão não é uma crença universal e atemporal;
.    O bicho-papão não ajuda a explicar o mundo em que vivo;
.    O bicho-papão não ajuda a explicar a complexidade da raça humana;
.    O bicho-papão não ajuda a explicar o homem que sou.
Cansei. Já passa da meia noite.

Fonte: Blog do Pastor Ed René Kivitz. 

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Palavra de Deus...


Imensurável é o significado da Palavra de Deus para a humanidade. Isso porque é através da audição da Palavra que o Espírito Santo convence o homem da necessidade de salvação, levando-o a reconhecer que é um pecador e que precisa do Redentor.
É a Palavra de Deus que alimenta o cristão espiritualmente e a ele dá o vigor necessário para prosseguir na caminhada. É a Palavra de Deus que apresenta as promessas do Criador ao homem, inclusive a maior de todas: a salvação eterna (e, diferente do homem, o que Deus promete, cumpre). É a Palavra de Deus que nos indica o caminho a seguir, como devemos agir, como deve ser nosso andar, nosso falar, nosso pensar, nosso viver.
Resumindo, para termos a real noção da importância da Palavra, basta lembrarmos que Jesus Cristo é a Palavra de Deus: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, como a glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Evangelho de João, capítulo 1, versículos 1 e 14).
A Epístola aos Hebreus, no capítulo 4.12, nos afirma que “... a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Segundo o Pr. Severino Pedro da Silva (2004), "vários sentidos representam o valor desta espada de dois gumes: a Palavra de Deus. (...) Ela ataca e defende; ela fere e cura; ela justifica o homem e também o condena; (...) ela indica o caminho da vida e o caminho da morte; ela é doce e também amarga; ela prepara o homem como cidadão na terra e como cidadão do céu."
Relaciono a seguir assertivas interessantes a respeito da Bíblia Sagrada:
"É minha fé na Bíblia que me serviu de guia em minha vida moral e literária. Quanto mais a civilização avance, mais será empregada a Bíblia." (Immanuel Kant)

"É impossível governar perfeitamente o mundo, sem Deus e sem a Bíblia." (George Washington)

“Se eu a coloco (a Bíblia) abaixo de todos os livros, ela é a que mantêm todos eles, se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é a coração desses livros, e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca.” (Rui Barbosa)

“Nossa fé é alimentada pelo que está claro nas Escrituras e testada pelo que é obscuro.” (Agostinho)

“A Bíblia é entre os livros aquilo que Cristo é entre os homens.” (Anônimo)
  
“Assim como uma casa se faz com tijolos, mas uma pilha de tijolos não é uma casa, também uma verdade cristã se faz com versículos – mas um amontoado de versículos não equivale necessariamente a uma verdade bíblica. Uma casa é resultado de um processo inteligente de ordenação harmoniosa de tijolos, todos agrupados conforme determinado projeto. Assim também, a verdade do Evangelho possui sua lógica. Fora dessa lógica intrínseca, versículos não passam de tijolos.” (Pr. Ed René Kivitz)

“Tenho lido muitos livros sagrados, mas este livro me lê.” (Goethe)
 Conselhos de quem quer te ver bem (e cada vez melhor):
1. Leia a Bíblia diariamente, meditando naquilo que foi lido.
2. Visite uma igreja cristã e ouça a Palavra de Deus.
3. E o mais importante: ande segundo os preceitos bíblicos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos Hebreus – As coisas novas e grandes que Deus preparou para você. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. 
Citações bíblicas: Bíblia de Estudo Pentecostal, versão Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Jonas: O missionário bem-sucedido que fracassou! - Stuart Olyott (Leitura recomendada)

Este livro é uma adaptação de transcrições das mensagens de Stuart Olyott, durante a 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes, em 2011. Com um apurado senso de humor britânico, Olyott descreve a história de Jonas de um modo especial, com ricas e instrutivas ilustrações, exortações práticas e aplicações que serão de grande utilidade ao leitor. O título do livro, apesar de parecer contraditório, mostra, de forma bastante clara, a soberania de Deus na vida de Jonas, direcionando-o a cumprir a Sua vontade, a despeito do seu egoísmo e coração duro. Dessa forma, além de nos fazer refletir a respeito da graça maravilhosa de Deus, O qual não depende das nossas ações ou atitudes para que seus propósitos sejam bem-sucedidos, Olyott nos faz atentar para a misericórdia e o amor inabalável com que Deus nos trata ao longo da nossa caminhada com Ele.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

Sinopse extraída do site da Editora Fiel.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Qual o problema com a pornografia?

Imagens sexualmente explícitas estão disponíveis ao clique de um mouse.
Conseqüentemente, a pornografia se tornou uma epidemia. Como Joe Dallas observou apropriadamente, a pornografia não é somente um vício escravizador e uma violação do pacto de casamento, mas um precursor de práticas sexuais crescentemente perigosas e degradantes.
Primeiro, a pornografia é um comportamento vicioso que escraviza a mente e condições de uma pessoa, fazendo-a ver os outros como meros objetos de autogratificação. Como tal, nosso Senhor nos adverte para vigiar nossos olhos: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mateus 6:22-23, NVI). 
Além do mais, a pornografia quebra o laço sagrado do matrimônio e, como tal, rompe a própria estrutura da sociedade. Além disso, quando imagens pornográficas são usadas para satisfazer desejos sexuais, o cônjuge é defraudado. No Sermão sobre o Monte, Jesus igualou moralmente as cobiças visuais com as relações sexuais extra-maritais (Mateus 5:28).
Finalmente, assim como a marijuana [maconha] é um precursor para experimentar substâncias ainda mais perigosas, assim a pornografia freqüentemente leva a comportamentos sexuais crescentemente degradantes. 
Diz Tiago: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15).
Felizmente, até um forte vício em pornografia pode ser sobrepujado tomando-se certos passos práticos para remover a tentação, estabelecendo uma estrutura de prestação de contas, e vestindo toda a armadura de Deus (Efésios 6:10-20). A cobertura descrita na Escritura como toda a armadura de Deus é uma barreira impenetrável contra a qual os dardos inflamados do maligno são impotentes. Quando estamos revestidos dessa cobertura, somos invencíveis. Quando não, somos apenas peões de xadrez nos esquemas do malévolo.

Hank Hanegraaff (Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto)

Para estudo adicional, veja Joe Dallas, “Darkening Our Minds: The Problem of Pornography among Christians”, Christian Research Journal 27, 3 (2004): 12-21.
Extraído do site Monergismo.
Fonte original: The Bible Answer Book – Volume 2, Hank Hanegraaff, Thomas Nelson p. 177-9.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Três ideias errôneas sobre o "Céu"

A Palavra de Deus nos assegura que temos, enquanto eleitos de Deus, um lugar preparado na Eternidade, onde estaremos com o Senhor para sempre. O próprio Jesus afirma: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também."(João 14:2-3).
Há na Bíblia fartas passagens alusivas ao chamado "Céu", ou Paraíso, o lugar onde os salvos estarão para sempre com o Senhor (e.g.: I Ts 4.16-17; I Co 15.50-56; Ap 21; etc).
Mas algumas passagens bíblicas a respeito do Céu por vezes são interpretadas ipsis litteris, e acabam dando margem para o surgimento de ideias errôneas. Algumas dessas ideias, como que numa espécie de catacrese espiritual, hoje já fazem parte do inconsciente coletivo cristão e, caso alguém queira desmistificá-las, corre o risco de se passar por herege. Mas tudo bem, assumo o risco para que a verdade seja dita. Assim, depois dessa introdução, afirmo com todas as letras que:
1) O Céu não se localiza no céu. É isso mesmo que você leu: o Céu não fica no céu. Quero dizer, a morada dos salvos não fica nesse lugar que você enxerga quando olha para cima. Se assim fosse, seria possível chegar lá de foguete, após uma looooonga viagem pelo espaço.
Onde fica então o lugar que Jesus preparou para seu povo? Ora, o local onde está o Trono de Deus e a Eternidade são lugares intangíveis, em outra dimensão, localidades espirituais onde nosso pensamento, por mais longe que consigamos levá-lo, nessa vida nunca alcançará. Estão muito além do que possa imaginar nosso limitado raciocínio.
Ao se referir ao Paraíso como um lugar que está lá em cima, e ao inferno como lá embaixo, a Bíblia utiliza linguagem simbólica. Ou você também acredita que, se cavarmos um túnel em direção ao centro da Terra, chegaremos ao lugar de suplício eterno? Não, prezado. Como eu disse, a Bíblia se utiliza de linguagem simbólica. Tanto o Céu, como o inferno, são lugares reais, mas espirituais.
Referindo-se a si mesmo de maneira velada, Paulo afirma que foi arrebatado até o terceiro céu. O primeiro céu, seria o céu dos pássaros e aviões. O segundo céu equivale ao espaço sideral. O terceiro, por sua vez, seria "o Céu" propriamente dito, o lugar onde Deus habita. Tal conceito, graças às palavras registradas por Paulo em II aos Coríntios 12, fixaram na tradição cristã, o conceito de que Deus está lá em cima, literalmente.
2) No Céu não tem ouro, nem quaisquer outros metais preciosos.
"E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era  jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo,  ametista. E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de  ouro puro, como vidro transparente." (Apocalipse 21:18-21)
Com base no texto acima, a maioria absoluta dos cristãos acredita que no porvir andaremos em ruas de ouro, habitaremos em palácios de pedras preciosas e nos banharemos em um mar de cristal. "Ué, mas não está correto?", podem perguntar alguns. Resposta: Não, não está correto. Quando o Apóstolo João registrou as visões que teve na Ilha de Patmos, passou para o pergaminho de uma maneira que, quem lesse, pudesse ao menos ter um vislumbre das maravilhas que encontraremos na Nova Jerusalém. Afinal, lugares espirituais são espirituais, coisas materiais são materiais.
Não, não andaremos em ruas de ouro. As vias onde vamos caminhar são infinitamente mais preciosas do que o ouro, que é corruptível. Na Eternidade só há coisas incorruptíveis.
3) No Céu não há ócio. Ou seja, não seremos eternos inativos na vida futura. Esqueça a ideia de ficar vagando à toa por plácidos ambientes, sem fazer absolutamente nada. Afinal, a Bíblia nos dá conta de que "(...) ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono  de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão" (Ap 22:3). Ou seja, lá continuaremos sendo servos, e servo tem suas tarefas a serem executadas. Não viveremos ociosos, olhando o tempo passar. Até porque Eternidade e tempo não se combinam.
Amém?

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 23 de junho de 2012

Carta ao Reverendo Van Diesel

(Carta fictícia, escrita pelo Rev. Augustus Nicodemus Lopes)

Prezado Reverendo Van Diesel,

Obrigado por ter respondido minha carta. Você foi muito gentil em responder minhas perguntas e explicar os motivos pelos quais você costuma ungir com óleo os membros de sua igreja e os visitantes durante os cultos, além de ungir os objetos usados nos cultos.
Eu não queria incomodá-lo com isto, mas o Severino, membro da minha igreja que participou dos seus cultos por três domingos seguidos, voltou meio perturbado com o que viu na sua igreja e me pediu respostas. Foi por isto que lhe mandei a primeira carta. Agradeço a delicadeza de ter respondido e dado as explicações para sua prática.
Sem querer abusar de sua gentileza e paciência, mas contando com o fato de que somos pastores da mesma denominação, permita-me comentar os argumentos que você citou como justificativa para a unção com óleo nos cultos.
Você escreveu, "A unção com óleo era uma prática ordenada por Deus no Antigo Testamento para a consagração de sacerdotes e dos reis, como foi o caso com Arão e seus filhos (Ex 28:41) e Davi (1Sam 16:13). Portanto, isto dá base para se ungir pessoas no culto para consagrá-las a Deus." Meu caro Van Diesel, nós aprendemos melhor do que isto no seminário presbiteriano. Você sabe muito bem que os rituais do Antigo Testamento eram simbólicos e típicos e que foram abolidos em Cristo. Além do mais, o método usado para consagrar pessoas a Deus no Novo Testamento para a realização de uma tarefa é a imposição de mãos. Os apóstolos não ungiram os diáconos quando estes foram nomeados e instalados, mas lhes impuseram as mãos (Atos 6.6). Pastores também eram consagrados pela imposição de mãos e não pela unção com óleo (1Tim 4.14). Não há um único exemplo de pessoas sendo consagradas ou ordenadas para os ofícios da Igreja cristã mediante unção com óleo. A imposição de mãos para os ofícios cristãos substituiu a unção com óleo para consagrar sacerdotes e reis.
Você disse que "Deus mandou Moisés ungir com óleo santo os objetos do templo, como a arca e demais utensílios (Ex 40.10). Da mesma forma hoje podemos ungir as coisas do templo cristão, como púlpito, instrumentos musicais e aparelhos de som para dedicá-los ao serviço de Deus. Eu e o Reverendo Mazola, meu co-pastor, fazemos isto todos os domingos antes do culto." Acho que aqui é a mesma coisa que eu disse no parágrafo anterior. A unção com óleo sagrado dos utensílios do templo fazia parte das leis cerimoniais próprias do Antigo Testamento. De acordo com a carta aos Hebreus, estes utensílios, bem como o santuário onde eles estavam, “não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma” (Hb 9.10). Além disto, o templo de Salomão já passou como tipo e figura da Igreja e dos crentes, onde agora habita o Espírito de Deus (1Co 3.16; 6.19). Não há um único exemplo, uma ordem ou orientação no Novo Testamento para que se pratique a unção de objetos para abençoá-los. Na verdade, isto é misticismo pagão, puro fetichismo, pensar que objetos absorvem bênção ou maldição.
Você também argumentou que “Jesus mandou os apóstolos ungir os doentes quando os mandou pregar o Evangelho. Eles ungiram os doentes e estes ficaram curados (Mc 6.13).” Nisto você está correto. Mas note o seguinte: (1) foi aos Doze que Jesus deu esta ordem; (2) eles ungiram somente os doentes; (3) e quando ungiam, os enfermos eram curados. Se você, Van Diesel, e seu auxiliar Mazola, curam a todos os doentes que vocês ungem nos cultos, calo-me para sempre. Mas o que ocorre? Vocês ungem todo mundo que aparece na igreja, crianças, jovens, adultos e velhos... Você fica de um lado e o Mazola do outro, e as pessoas passam no meio e são untadas com óleo na testa, gente sadia e com saúde. Se há enfermos no meio, eles não parecem ficar curados. Pelo menos o membro da minha igreja que esteve ai por três domingos seguidos não viu nenhum caso de cura. Ele me disse que você e o Mazola ungem o povo para prosperidade, bênção, proteção, libertação, etc. É bem diferente do que os apóstolos fizeram, não é mesmo? 
Quando eu questionei a unção das partes íntimas que você faz numa reunião especial durante a semana, você replicou que “a unção com óleo sagrado e abençoado é um meio de bênção para as pessoas com problemas de esterilidade e se aplicado nas partes íntimas, torna as pessoas férteis. Já vi vários casos destes aqui na minha igreja.” Sinceramente, Van Diesel, me dê ao menos uma prova pequena de que esta prática tem qualquer fundamento bíblico! Lamento dizer isto, mas dá a impressão que você perdeu o bom senso! Eu me pergunto por que seu presbitério ainda não tomou providências quanto a estas práticas suas. Deve ser porque o presidente, Reverendo Peroba, seu amigo, faz as mesmas coisas.
Seu último argumento foi que “Tiago mandou que os doentes fossem ungidos com óleo em nome de Jesus (Tg 5.14).” Pois é, eu não teria problemas se os pastores fizessem exatamente o que Tiago está dizendo. Note nesta passagem os seguintes pontos.
A iniciativa é do doente: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor."
Ele chama “os presbíteros da igreja” e não somente o pastor.
O evento se dá na casa do doente e não na igreja.
E o foco da passagem de Tiago, é a oração da fé. É ela que levanta o doente, “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15).
Ou seja, não tem como usar esta passagem para justificar o “culto da unção com óleo santo” que você faz todas as quintas-feiras e onde unge quem aparece. Não há confissão de pecados, não há quebrantamento, nada do que Tiago associa com esta cerimônia na casa do doente.
Quer saber, Van Diesel, eu até que não teria muitos problemas se os presbíteros fossem até a casa de um crente doente, que os convidou, e lá orassem por ele, ungindo com óleo, como figura da ação do Espírito Santo. Se tudo isto fosse feito também com um exame espiritual da vida do doente (pois às vezes Deus usa a doença para nos disciplinar), ficaria de bom tamanho. E se houvesse confissão, quebrantamento, mudança de vida, eu diria amém!
Mas até sobre esta unção familiar eu tenho dúvida, diante do uso errado que tem sido feito da unção com óleo hoje. De um lado, há a extrema unção da Igreja Católica, tida como sacramento e meio de absolvição para os que estão gravemente enfermos e se preparam para a morte. Por outro, há os abusos feitos por pastores evangélicos, como você. O crente doente que convida os presbíteros para orarem em sua casa e ungi-lo com óleo o faz por qual motivo? Ungir com óleo era comum na cultura judaica e oriental antiga. Mas entre nós...? Será que este crente pensa que a unção com óleo tem poderes miraculosos? Será que ele pensa que a oração dos presbíteros tem um poder especial para curar? Se ele passa a semana assistindo os programas das seitas neopentecostais certamente terá idéias erradas sobre unção com óleo. Numa situação destas de grande confusão, e diante do fato que a unção com óleo para enfermos é secundária diante da oração e confissão de pecados, eu recomendaria grande prudência e discernimento.
Mas, encerro por aqui. Mais uma vez, obrigado por ter respondido à minha primeira carta e peço sua paciência para comigo, na hora de ler meus contra-argumentos.
Um grande abraço,
Augustus

PS: Ah, o Reverendo Oliveira e o Presbítero Gallo, seus conhecidos, estão aqui mandando lembranças. Eles discordaram veementemente desta minha carta, mas fazer o quê...?
PS2: Desculpe ter publicado a foto que o Severino acabou tirando daquele seu armário no gabinete pastoral... ele não resistiu.

Fonte: O Tempora, O Mores (Meu blog preferido).

domingo, 17 de junho de 2012

Gotas de Sabedoria para a Alma (Hernandes Dias Lopes) - Leitura recomendada

A exiguidade do tempo é uma questão que preocupa a todos, indistintamente. Agendas apertadas, compromissos – sempre considerados inadiáveis e urgentíssimos –, trabalho, estudo, família, trânsito, cobranças.
Esta é a realidade do ser humano do século 21.
E o pior é que todos enfrentamos esse tipo de agenda dia após dia, em muitos casos, sem qualquer perspectiva de saída a curto prazo. Tarefas urgentes substituem as necessárias e mais importantes questões da vida, e cobramos a nós mesmos por mais tempo com qualidade.
Para o cristão, ciente da necessidade de um contato diário com o Criador, a angústia da falta de tempo costuma ser um fardo espiritual enorme.
Para estes, e todos aqueles que olham para suas próprias vidas com uma insatisfação recorrente, o devocional Gotas de sabedoria para a alma é mais que leitura recomendada: trata-se, mesmo, de um bálsamo. Hernandes Dias Lopes, pastor presbiteriano, escritor e conferencista dos mais requisitados, tem dedicado parte importante de seu tempo ao trato desse tipo de questão da alma que afligem seus leitores – e sempre à luz das Sagradas Escrituras, o que confere aos seus escritos inegável legitimidade e relevância.
Gotas é de uma sensibilidade impressionante.  Através de uma coleção de meditações diárias (uma para cada dia do ano), o livro descortina ao leitor um panorama da vida moderna, só que observada por ângulo diferente.
Situações as mais variadas – gestão de tempo, criação de filhos, cuidados com a integridade pessoal, administração financeira, auto-estima e bem estar físico e espiritual – vão pingando ao longo da leitura, trazendo conforto e cura para a alma. Cada tema é abordado com fundamentação na Palavra de Deus, proporcionando orientação segura para as demandas do cotidiano.
Nestes tempos de superficialidade e ausência de compromisso, Gotas de sabedoria para a alma conduz o leitor a delimitar pontos de partida para importantes encontros com o próximo, com o divino e, talvez o mais importante, consigo mesmo.
Por que ler este livro:
A leitura de devocionais tem ajudado muitos leitores a organizar a própria vIda sobre fundamentos sólidos – e, por que não dizer, eternos. Gotas de sabedoria para a alma oferece orientação sobre disciplinas espirituais, tão importantes quanto relegadas nos dias de hoje. É excelente auxílio para pessoas que não dispõem (ou pensam não dispor) de tempo em meio aos compromissos diários, uma vez que pode ser lido no transporte, deixado à mesa de trabalho ou na cabeceira da cama.
Quem deve ler este livro:
A leitura é indicada para todo tipo de leitor, especialmente aquele que busca mensagens espiritualmente saudáveis para orientar sua vida. É uma excelente opção de presente para Natal e aniversários pois fornece uma leitura que transforma e inspira pessoas de diferentes tipos. O Devocional Gotas de sabedoria  estabelece um marco na história do autor e da editora por se tratar do livro número 100 escrito por Hernandes Dias Lopes.
Sinopse extraída do site da Editora Hagnos.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Casamento, divórcio e novo casamento (Hernandes Dias Lopes) - Leitura recomentada

A obra expõe princípios e propósitos bíblicos para o desenvolvimento de um relacionamento conjugal consistente.
Sua abordagem orienta àqueles que já foram, aos que são casados, como também aos recém-casados e aos noivos em questões fundamentais da vida a dois.
Trata com sensibilidade pastoral os que foram feridos pelo divórcio e apresenta uma avaliação a respeito do novo casamento.
Sinopse extraída do site da Editora Hagnos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jekyll and Hyde, id e ego, carne e Espírito

No ano de 1886 foi publicado na Inglaterra o famoso livro "The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde", de Robert Louis Stevenson, que em português recebeu o título "O Médico e o Monstro". O enredo da obra em questão, que já foi amplamente explorada no cinema, no teatro e na literatura, se passa em Londres e narra a história do Dr. Jekyll, cidadão que se vê dividido entre duas personalidades, ambas consideradas por ele verdadeiras e dignas de crédito: de um lado um respeitado doutor, de conduta exemplar e acima de qualquer suspeita. Do outro, alguém interessado nos prazeres carnais ilícitos, pronto a dar vazão a seu lado cruel e hedonista. Face a tão grande impasse, o doutor busca na ciência uma solução para esse dualismo interior: cria uma poção através da qual consegue se metamorfosear, passando de uma personalidade para outra mediante a ingestão da substância. A partir de determinado momento, o cientista é subjugado por sua invenção e fica impossibilitado de controlá-la, passando a cometer suas atrocidades de maneira cada vez mais frequente...
De Dr. Jekyll e Mr. Hide todo mundo tem um pouco...
A observação da obra de Freud nos permite perceber no conto em questão uma história que envolve o princípio do prazer e o princípio da realidade que, segundo o pai da psicanálise, regem a vida do homem.
Dr. Jekyll, sob a opressão da vida civilizada, reprime seus impulsos inconscientes. Ao ingerir a poção, aquele bondoso e gentil homem vê tais impulsos virem à tona, ocasião em que se transforma num monstro egoísta, possuidor de impulsos sexuais e agressivos incontroláveis.
Como sabemos, para Freud na sua forma final, a mente possui três instâncias: o id, o ego e o superego. De maneira resumida ao máximo, podemos afirmar que: 
  • O id é o depósito de nossas emoções e impulsos instintivos, sexuais e agressivos. É o inconsciente.
  • O superego é a nossa consciência.
  • Ao ego, cabe a árdua tarefa de mediar as relações entre id, superego e o mundo exterior. Ou, nas palavras do próprio Freud, "O ego representa o que pode ser chamado de razão e senso comum, em contraste com o id, que contém as paixões."
Mas como disse acima, de Dr. Jekyll e Mr. Hide todo mundo tem um pouco...
Como a Bíblia Sagrada nos dá conta, há um constante conflito em nosso interior:
"Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer." (Gálatas 5.17)
Tal conflito é retratado de maneira ímpar pelo Apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos:
"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado." (Romanos 7.18-25)

A batalha interior é travada diariamente: Jekyll contra Hide. Espírito contra carne. Id contra ego. Ao se ingerir a poção chamada vontade própria, se dá vazão aos desejos da carne, deixando a vontade de Deus de lado.
Num porão obscuro chamado inconsciente ficam armazenados resquícios da velha natureza, anteriores ao novo nascimento. Tais resquícios por vezes querem adentrar na sala clara chamada consciente. Mas para tal, precisam passar pelo portal denominado subconsciente, que possui um guardião chamado Espírito Santo. Graças a Deus.
Que nosso Mr. Hyde interior, ou a natureza carnal, sucumba a cada dia. E que o Espírito sempre prevaleça em nossas vidas. Para isso, consagremos nosso ser ao Pai Eterno, num crescente contínuo.
Deus nos abençoe e nos ajude.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian