O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Agostinho e a Presciência Divina...

"Mas Deus tudo previu e não pôde ignorar que o homem viria a pecar. Temos de conceber a Cidade Santa conforme o que Ele previu e dispôs e não conforme o que pode chegar ao nosso conhecimento pois não foi isso que esteve nos desígnios de Deus. Claro que o homem com o seu pecado não pôde perturbar o plano divino nem como que obrigar Deus a mudar o que tinha estabelecido. Deus, na sua presciência, previu uma e outra coisa, isto é, quão mau se viria a tornar o homem que Ele criou bom e o bem que havia de tirar desse mal. É certo que se diz que Deus altera os seus desígnios (em linguagem metafórica a Escritura chega mesmo a dizer que Deus se arrependeu). Mas isso diz-se em atenção ao que o homem espera ou em atenção ao que comporta a ordem das coisas naturais - e não em atenção ao que o Onipotente previu que havia de fazer." 
Citação extraída de:
FERREIRA, Franklin. Agostinho de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2007. (Série Pensadores Cristãos)
Original em:
AGOSTINHO. A cidade de Deus, 14.11, p. 1271.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Câmera escondida: Vigie! Você está sendo vigiado!


Hoje em dia, as câmeras de segurança estão presentes na grande maioria dos estabelecimentos comerciais. De pequenos pontos até as grandes redes de loja e hipermercados, lá estão os dispositivos, aparentes ou não, quase sempre acompanhados por avisos do tipo “estabelecimento comercial monitorado por câmeras de segurança”, ou com palavras mais informais, como por exemplo, “Sorria! Você está sendo filmado!”.
Indubitavelmente, a presença de tais dispositivos vem a inibir determinados atos ilícitos no interior dos recintos, mitigando assim o prejuízo dos empresários com pequenos (e também médios e grandes) furtos.
No entanto, por outro lado, muitos cidadãos de bem também se sentem desconfortáveis em saber que estão sendo observados, tendo seus passos monitorados por um desconhecido.
Mas tenha o homem ou não más intenções, ao sair da mira das câmeras, ao se livrar do olhar do desconhecido, ao cessar o monitoramento, todos se sentem à vontade para fazer aquilo que certamente não fariam se estivessem sendo filmados. Inclusive os cristãos.
Mas reflitamos nas palavras contidas no Salmo 139, 7-12: “Para onde me irei do teu  espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,  Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.”
Por vezes nos esquecemos que estamos sob o constante monitoramento do Todo-Poderoso. Afinal, “não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4.13). Grande parte de nosso tempo vivemos como se de fato os olhos d’Ele não estivessem sobre nós. Seja através de palavras, atitudes ou pensamentos, fazemos de conta que não tem ninguém nos vendo. Ou melhor, tentamos nos enganar, mas no fundo sabemos que um dia havemos de comparecer diante do Tribunal de Cristo (Romanos 14.10, II Coríntios 5.10). Justamente por isso o sentimento de pesar toma conta de nossas vidas após tais eventos. A tristeza diante das imperfeições é também um sinal que o Espírito Santo em nós habita (João 16.8). Bendita tristeza segundo Deus que em nós opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; diferente da tristeza do mundo, que opera a morte (II Coríntios 7.10).
Se por um lado, a certeza de que os olhos do Senhor estão sobre nós nos dá a segurança e o consolo de sabermos que Seu terno cuidado está constantemente a nosso favor (e graças a Deus por isso!), nos leva também a ter consciência de que se faz necessário redobrar a vigilância quanto àquilo que fazemos, dizemos ou pensamos. Sim, pois até mesmo os nossos pensamentos mais secretos são conhecidos do Onisciente (Salmo 139.2; Mateus 9.4; João 2.25, etc.). Aliás, nada é oculto aos Seus olhos.
Na caserna costuma-se dizer que “o preço da liberdade é eterna vigilância”. Convém aplicar essa premissa também à vida espiritual, pois Aquele que nos libertou está nos observando ininterruptamente. Portanto, vigie! Afinal, você está sendo vigiado. E não é por uma camerazinha qualquer, mas sim pelos olhos do Criador. Olhos que são como chamas de fogo (Apocalipse 1.14)! 
Que Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 30 de janeiro de 2010

Estou lendo... Comendo... Recomendo!


Uma sucessão de fatos sem sentido ou um conjunto de sentidos sem nenhum fato? Seria essa a vida que você deseja? Qual o tipo de vida que você tem vivido? Muitas pessoas passam anos de sua vida, senão toda ela, buscando um sentido para vivê-la. Alguns o encontram, outros não.
No mundo de hoje é fundamental que o ser humano reflita sobre o tipo de pessoa que é e o que está construindo. Eclesiastes é fruto das reflexões de Salomão, o qual – após viver de tudo e desfrutar de tudo, depois de alcançar o trono de Israel, poder e riquezas – conclui que a vida não passa de “vaidade”.
Ed René Kivitz investiga a mensagem deixada por Salomão em busca das respostas que a humanidade persegue desde os primórdios e com rara habilidade desvenda o nó da existência humana.
Em sua releitura de Eclesiastes, Kivitz nos mostra que é possível vencer os amargos obstáculos da vida e ultrapassar as barreiras do tédio, do utilitarismo, da morte, da injustiça, da religião, do dinheiro, da pretensão, do crime, da fatalidade, da insensatez, da luta pela sobrevivência, do tempo e da ausência de sentido.
Eclesiastes retrata a vida como ela é, suas facetas mais obscuras, sem floreios e amenizações. Ed René mostra que existe um sentido para nossa existência e permanência na Terra e revela como encontrar esse sentido tomando as decisões certas, atendo-se ao que realmente importa. Ele enfoca que, mesmo com tantas adversidades, a vida vale a pena ser vivida!
Sinopse extraída do site da Editora Mundo Cristão.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Consulte o resultado do ENEM 2009...


Você que fez o ENEM 2009 já pode consultar o resultado. Para tal, clique aqui ou, se preferir, visite: http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009/.

Que Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

Fonte (imagem e notícia): www.portal.mec.gov.br. Acesso em 28/01/2010.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Os terremotos e a Volta de Jesus Cristo...


Em certa ocasião, em resposta ao questionamento dos discípulos acerca dos sinais de Sua volta triunfante e gloriosa à Terra e do fim do mundo (Mt 24.3) Jesus citou os  terremotos, dentre outros acontecimentos.
Trata-se do chamado “sermão profético” proferido pelo Mestre há quase dois mil anos e registrado pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas nos capítulos 24, 13 e 21 de seus respectivos relatos.
Dessa maneira, é normal que as igrejas enfatizem a Segunda Vinda quando são noticiados abalos sísmicos ocorridos ao redor do mundo, uma vez que tais acontecimentos têm grande significado escatológico para o cristianismo.
Segundo o Pastor Antonio Mesquita (1), no decorrer desses últimos dois mil anos de história os terremotos ocorreram na seguinte conformidade:
Século I: 15 terremotos;
Século II: 11;
Século III: 18;
Século IV: 14;
Século V: 15;
Século VI: 13;
Século VII: 17;
Século VIII: 35;
Século IX: 59;
Século X: 32;
Século XI: 53;
Século XII: 84;
Século XIII: 115;
Século XIV: 137;
Século XV: 174;
Século XVI: 253; 
Século XVII: 378;
Século XVIII: 640;
Século XIX: 2.139;
Século XX: Em 76 anos ocorreram 5.200.
Antes de concluir, devo fazer duas observações:
1) É óbvio que, embora muito provavelmente venha ocorrendo aumento da frequência dos tremores de terra no mundo, quanto mais se aperfeiçoam os meios de comunicação, mais fácil e mais confiável fica o registro de tais eventos. Ou seja: hoje qualquer terremoto, por menor que seja e onde quer que tenha ocorrido, é registrado e a informação chega simultaneamente a todas as partes do mundo. Isso não ocorria há vinte séculos. Pelo contrário: durante a História desse mundão de meu Deus, vários terremotos ocorreram sem que a notícia tenha se espalhado e, por conseguinte, não foram registrados, não entraram nas estatísticas. Falo isso sem qualquer intenção de parecer cético. É fato.
2) Não podemos também cometer a heresia de querer marcar datas para a Volta de Cristo, como tantos outros pateticamente já o fizeram.
No entanto, é inegável que, como diz aquele antigo hino, “os sinais da Sua vinda, mais se mostram cada vez... Vencendo vem Jesus”! Sim, os sinais estão aí... Não só os terremotos, mas também as guerras, rumores de guerras, nação contra nação, reino contra reino, fome, pestes, falsos cristos, falsos profetas, etc.
E, se o apóstolo Paulo há dois milênios já vivia como se Cristo fosse voltar ainda em seus dias (I Co15.51,52; I Ts 4.15-17), e se um pouco depois o apóstolo João já dizia que era já a última hora (I Jo 2.18), como ficaremos nós alheios a tudo o que vem ocorrendo? Sim, prezados. Jesus está voltando. Sua Vinda é iminente. Mantenha tua preparação...
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
MESQUITA, Antônio. Pontos difíceis de entender. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Definitivamente, você não é flor que se cheire...


Por vezes me pego questionando o porquê do amor de Deus por mim e por você.
Como Ele pode me amar se “em mim, isto é, na minha carne não habita bem algum” (Rm 7.18)?  Definitivamente, eu e você não merecemos o amor de Deus, afinal “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Sabemos que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10). A Palavra nos compara ao imundo, e as nossas justiças a trapos de imundícia (Is 64.6).
A pergunta que não cala: porquê então, Ele nos ama? Certamente não é por sua aparência, pela cor de seus olhos, por seu carro do ano, por sua roupa social engomada, por seu terno novo, muito menos por sua conta bancária. Em suma, em nós não há absolutamente nada que nos torne dignos de receber o amor de Deus.
Fato é que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). De tal maneira, com um amor imensurável. Simplesmente porque Ele é amor (I Jo 4.16). E esse amor que Ele tem por nós não é um amorzinho qualquer, mas sim um amor eterno.
Deus é amor. Deus é eterno. Logo, o amor de Deus é eterno. Sendo esse amor imanente à Sua Pessoa, não teve início e tampouco terá fim. Deus vive num constante agora; sendo Ele o Criador de todas as coisas, inclusive do espaço/tempo, não pode estar sujeito ao espaço/tempo como nós estamos. Dessa maneira, Ele vê, como que no mesmo instante, a sua dor de ontem, sua busca e seu clamor de hoje e a vitória que Ele vai te dar amanhã (que para Ele é hoje).
Além de eterno, o amor de Deus é incondicional. Isso quer dizer que, diferente do ser humano, Ele não impõe condições para nos amar. Nos ama e ponto final. Parafraseando certo escritor, podemos afirmar que não há nada que possamos fazer para que Deus venha a nos amar mais, mas também não há nada que possamos fazer para que Deus venha a nos amar menos. A Palavra diz que “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Definitivamente, você não é flor que se cheire. Nem eu. Ainda assim, Ele ama a todos indistintamente. A mim, a você, a todos. Embora não mereçamos. Provemos que somos Seus filhos, imitando-O. Amando-O, e amando-nos uns aos outros.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Libertado Mehmet Ali Agca: concorrência para Inri Cristo e outros...


Depois de passar quase três décadas na prisão, foi posto em liberdade o turco Mehmet Ali Agca, que tentou matar o papa João Paulo II em 1981.
Conforme notícia divulgada por seu advogado, um comunicado de autoria de Mehmet traz, entre outras pérolas: "Proclamo o fim do mundo. O mundo inteiro será destruído durante este século. Todos os seres humanos morrerão durante este século" e "A Bíblia está cheia de erros. Eu escreverei a Bíblia perfeita".
Até o momento Agca não concedeu entrevista coletiva à imprensa, pelo fato de que está negociando com editoras e produtoras de cinema a divulgação de suas memórias.
O DVC do cidadão não se resume à famosa tentativa de homicídio citada no início do texto. Mehmet Ali Agca foi preso na Turquia após sua extradição da Itália em 2000, pelos crimes que havia cometido antes de tentar assassinar o Papa.
Não fiquemos surpresos se o camarada fundar uma seita e arrebanhar multidões de seguidores. Se até o Inri Cristo tem uma porção de fiéis...
Deus nos livre!

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

(Notícia divulgada hoje pela manhã em diversos sites, dentre eles o Terra e o Uol, e aqui por mim resumida e comentada.)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti?

Se você deseja ajudar as vítimas do terremoto ocorrido no Haiti, clique aqui ou aqui e obtenha informações sobre como fazê-lo.

Saiba que a situação naquele país é catastrófica e está muito além daquilo que os jornais e as câmeras da TV podem mostrar. Nos mobilizemos nessa causa.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sobre a tragédia no Haiti (na condição de...)...


Sobre a tragédia no Haiti...
Na condição de pai, choro copiosamente a dor daqueles que perderam seus filhos...
Na condição de filho, sinto grande pesar na alma por aqueles que viram seus progenitores chegarem ao fim da vida de maneira tão dolorosa...
Na condição de esposo, sinto dilacerado o coração ao imaginar o desespero dos que viram a vida de seus amores sendo ceifadas sem uma última oportunidade de dizer “te amo”...
Na condição de militar, lamento pelos combatentes que perderam a vida durante o desempenho de tão nobre missão...

Na condição de ser humano, me compadeço da situação lastimável daquele país e sua população, agravada à enésima potência com o caos que ali se instalou (ou se multiplicou) após o abalo sísmico...

Na condição de cristão, oro por aqueles que sofreram tais irreparáveis perdas, para que o Deus de toda a consolação venha a confortá-los e amenizar a aflição de seus corações...
Choro... pranteio... lamento... oro... Me faltam palavras.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

As teclas de atalho e o texto de nossa existência...

Nessa nossa sociedade informatizada, de modo a tornar mais fácil e dar maior agilidade à produção de documentos foram criadas algumas teclas de atalho extremamente úteis para os usuários de computador. Figuradamente (óbvio) é possível aplicarmos os princípios imanentes a essas funções à nossa existência enquanto filhos de Deus. Vejamos:

Ctrl + C: deve ser utilizado sempre que desejamos copiar atos, atitudes, ações e palavras observadas em nós mesmos, em outrem e, sobretudo em Jesus. D’Ele, aliás, devemos copiar tudo, sem ressalvas.
Ctrl + V: recurso a ser utilizado em conjunto com o anterior. Para as situações supra e, para “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor”(1) deve ser usado à vontade.
Ctrl + X: sempre que intentar recortar um plano, intenção ou projeto para colocá-lo mais adiante no texto de sua existência, utilize essas teclas. Por vezes se faz necessário o uso de tal recurso, sobretudo após revermos situações e possibilidades, uma vez que Deus é quem sabe o pensamento que tem a nosso respeito; pensamento de paz e não de mal, para nos dar o fim que esperamos (2). Devemos ter a humildade de reconhecer que não é a nossa vontade que deve ser feita, mas a d’Ele. E situações há em que Ele quer que ponderemos e apertemos o Ctrl + X em nossos intentos para colocarmos em ação o Ctrl + V mais adiante.
Ctrl + R: utilize sem reservas após selecionar as passagens mais preciosas e inspiradas de sua trajetória, principalmente seus momentos em companhia dos entes queridos, seus momentos de busca e intensa comunhão com o Pai. Para esses, aliás, mantenha sempre pressionado o Ctrl + R. Mas, atenção: nunca utilize essas teclas quando se trata das passagens do texto que tratam de seus deslizes.
Ctrl + L e Ctrl + U: ou localizar e substituir. Se porventura vierem momentos de angústia, aperte o Ctrl + L e localize os momentos em que a bondade de Deus foi manifesta em sua vida. Verás quantas ocorrências serão encontradas; e então, perceba que não há motivo para desanimar, nem se deixar abater. O amor do Pai sempre sobressairá em sua vida. Basta querer enxergar. Substitua a tristeza e a aflição pela paz, e alegria no Espírito Santo, provenientes de Deus Pai.
Ctrl + T: teclas usadas quando se quer selecionar todo o texto. Utilizá-las a todo instante corresponde a viver intensamente. Sua vida é única (Hb 9.27). Sobretudo se você a vive na presença do Todo Poderoso, permita-se imergir na Eternidade. Que cada momento vivido corresponda a uma prévia do porvir.
Ctrl + Z: sabemos que basta usar esse comando e o computador faz retroceder, passo a passo, o trabalho até então realizado. Já na vida, esse artifício não pode ser utilizado. Deus não permite a utilização desse atalho por uma simples razão: é nosso dever sermos responsáveis por aquilo que fazemos, dizemos ou pensamos. Conquanto Cristo “delete” nossas dívidas para com o Criador no momento em que n’Ele cremos como único e suficiente Senhor e Salvador, as consequências ficam. E elas podem vir sob a forma de uma gravidez prematura, um casamento jogado fora, uma pena a ser cumprida por uma transgressão às leis. Portanto, muito cuidado com aquilo que você escreve nas linhas e entrelinhas do texto de sua vida. A vida não pode ser cancelada. Ctrl + Z, sem chance. No entanto, Deus sempre nos dá a oportunidade de um recomeço. De continuarmos digitando nossa vida sob sua direção.
Ctrl + Y: tecle esse atalho em seus momentos de meditação. Vá para o cabeçalho e observe que você só está em pé porque o SENHOR está acima de tudo no texto de sua vida. Vá para as seções e linhas de sua existência e contemple as mãos de Deus sempre a te conduzir e amparar. Vá para as notas de rodapé e observe o que está consignado: “Mais uma página finda com êxito, porque até aqui me ajudou o SENHOR”.


Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian


1. Filipenses 4.8; 2. Jeremias 29.11

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Agostinho, o Amor de Deus, o amor a Deus e a amizade...


"Se junto comigo aderirdes convictamente a esses dois mandamentos (o amor a Deus e ao próximo), nossa amizade será verdadeira e sempiterna e não somente nos unirá a nós mesmos, como também nos unirá ao próprio Senhor."
(Agostinho de Hipona)



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Benditos os oxímoros da nossa caminhada cristã...

Para meu âmago faminto, o amargo é doce alimento
Em um momento eterno, imerso está meu ser
Sinto o toque do intangível, enxergo o invisível
Creio naquilo que não posso ver
Ouço a voz inaudível, alcanço o inacessível
Aniquilar-me é renascer.
Meu pensamento cativo me traz liberdade.
Vivo na luz num mundo de escuridade.
Em meio à mentira, sigo abraçando a Verdade.

(Quanto mais sinto meu ser fragmentado, reduzido a pó, mais consolidado estou...
Meu ego suicida faz com que eu viva...
Humilhação traz a exaltação...
Quando fraco, sou forte...
Desço para subir...
Perco minha vida para encontrá-la em Cristo.)
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 2 de janeiro de 2010

Concepções acerca de Jesus (E pra você, quem Ele é?)

Na sociedade hodierna encontramos incontáveis concepções acerca da pessoa de Jesus. Para algumas seitas pseudocristãs, Ele é apenas um deus (sim, com “d” minúsculo) de menor potencial. Para outras, Ele é o Arcanjo Miguel.
Para os adeptos da Nova Era, Jesus foi apenas mais um avatar, mais um iluminado, estando no mesmo nível que Buda, Krishna e tantos outros.
Para os simpatizantes da Teologia da Prosperidade, por vezes Ele é tratado meramente como um Papai Noel, cujas bênçãos se restringem àquilo que é tangível. Às coisas da Terra. Ou como um Sílvio Santos a perguntar “Quem quer dinheiro?”, “Quem quer uma casa?”, etc. Para esses mesmos teólogos, que trazem também em seu compêndio doutrinário ensinamentos falaciosos como a Confissão Positiva, o nome Jesus é visto como uma fórmula mágica, uma panacéia. Para os tais, Jesus se assemelha a um empregado para o qual você pode determinar (com o sentido de 'dar ordem a'), pois Ele tem a obrigação de atender. Se esquecem de um item básico da oração ensinada pelo Mestre aos discípulos: “Seja feita a Tua vontade” (Mateus 6.10).
Para os Triunfalistas, que andam de mãos dadas e, porque não dizer, podem ser contados dentre os Teólogos da Prosperidade, Jesus e Sua Palavra mais se assemelham a produtos que podem ser comercializados. São os atuais adeptos da simonia, termo derivado de “Simão mágico, de Samaria, que pretendeu comprar com dinheiro coisas espirituais (Atos 8.18-21). Hoje, é aplicada aos mercadores da fé que oferecem por dinheiro as bênçãos divinas” (1). 
Conforme Zibordi (2007), “O nome de Jesus, na atualidade, tem sido alvo de exploração mercadológica. A cada dia, novos autores tentam alçar vôo com títulos do tipo Jesus-o-maior-isso-e-aquilo-que-já-existiu” (2).
John Piper brilhantemente faz a seguinte afirmação:  
“Jesus jamais será domesticado. Mas as pessoas ainda tentam domesticá-lo. Parece haver algo nesse homem que se adapta a cada pessoa. Então, nós escolhemos uma de suas características que seja capaz de mostrar que ele está do nosso lado. Todo mundo sabe que é muito bom ter a companhia de Jesus, mas não a companhia do Jesus original, não-domesticado, não-adaptado. Apenas o Jesus revisado que se encaixa em nossa religião, plataforma política ou estilo de vida” (3).

Basta uma breve consulta na web para a constatação das várias obras literárias existentes no mercado, as quais tratam Jesus da maneira citada pelo referido autor:
  • Jesus, o maior Psicólogo que já existiu;
  • Jesus, o maior Líder que já existiu;
  • Jesus, o maior Filósofo que já existiu;
  • Jesus, o maior Educador que já existiu... 

Sim, Jesus é o maior tudo isso. Mas não só. É infinitamente mais. Seu Poder, Sua Essência, Sua Magnitude são infinitamente maiores do que a limitada mente humana pode imaginar, e que os meros títulos terrenos a Ele auferidos.
Observando o contido no capítulo 16 do Evangelho segundo escreveu Mateus, percebemos que não é de hoje que o homem tem diferentes idéias acerca da pessoa de Jesus: “E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas”. (versículos 13 e 14)
Em seguida Jesus questionou-os: “... E vós, quem dizeis que eu sou?” (versículo 15)
Resposta certeira de Pedro, inspirado pelo Pai: “... Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. (versículo 16)
E a Bíblia, o que nos diz sobre quem é Jesus?
Jesus é Deus: “Eu e o Pai somos um”. (João 10.30);
Criador de todas as coisas: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. (João 1.1-3);
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, (...); tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. (Colossenses 1.16,17)
Jesus é nosso Salvador: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4.12) (g.m.)
“... a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”.
Como perguntou aos discípulos, o Mestre nos pergunta hoje: “... E vós, quem dizeis que eu sou?”
Quem é Jesus pra você?
Se você ainda não fez isso, convide Jesus para entrar em sua vida. Para ser seu Senhor e Salvador.
“Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. (João 6.37)
Corra para os braços de Jesus. Ele está a te esperar.
Que Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

(1) SOARES, Esequias. Heresias e Modismos. 1ª ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006.
(2) ZIBORDI, Ciro Sanches. Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2007.
(3) PIPER, John. Um homem chamado Jesus Cristo. 1ª ed. São Paulo: Editora Vida, 2005.

Citações bíblicas: Bíblia de Estudo Pentecostal, versão Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Livros que li em 2009... E recomendo!!!


"Oh! Bendito o que semeia/Livros... livros à mão cheia... E manda o povo pensar!

O livro caindo n'alma/É gérmen que faz a palma/É chuva que faz o mar". 
Castro Alves

Na presente postagem apresento a relação dos livros que li em 2009... 


Abordagens e práticas da Pedagogia Cristã – Marcos Tuler
Adoração ou show? – Paul Basden (editor)
A Sedução das Novas Teologias – Silas Daniel
As Epístolas de João – James Montgomery Boice
Cristianismo em crise – Hank Hanegraaff
Cristianismo Pagão – Frank Viola
Cristianismo Puro e Simples – C. S. Lewis
Decepcionados com Deus – Philip Yancey
Eleitos, mas livres – Norman Geisler
É Proibido: o que a Bíblia Permite e a Igreja Proíbe – Ricardo Gondim
Heresias e modismos – Ezequias Soares
História da Igreja Cristã – Jesse Lyman Hurlbut
Não tenho fé o suficiente para ser ateu – Norman Geisler e Frank Turek
Novo Testamento – Vários autores, sob a edição e supervisão de Jah (esse eu li algumas vezes...)
Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire
Seis horas de uma sexta-feira – Max Lucado
Super Crentes – Paulo Romeiro
Sócrates e Jesus: o debate – Peter Kreeft

Deus abençoe a todos, em Nome de Jesus.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 26 de dezembro de 2009

Adeus, ano velho... Feliz ano novo! Até aqui nos ajudou o SENHOR...

Com a Graça de Deus, chegamos ao fim de mais um ano. 2009 foi embora como num piscar de olhos. Como dizemos, "quando você é criança o tempo arrasta; quando você é jovem o tempo anda; quando você é adulto o tempo corre; quando você é velho o tempo voa; só mais um pouco e o tempo terá ido embora".
Justamente por isso, a Bíblia nos orienta a remir o tempo (Efésios 5.16).

Apesar das muitas adversidades podemos, sem dúvida, afirmar que "até aqui nos ajudou o SENHOR" (I Samuel 7.12).  2009 foi um ano extremamente importante para este por vários motivos, dentre os quais destacam-se os seguintes:

- Em 07 de março, foi realizada a cerimônia da minha colação de grau, ocasião em que obtive o título de "Licenciatura Plena em Pedagogia";
- Na mesma data, por ter sido o aluno com melhor desempenho acadêmico durante o triênio 2006-2008, me foi concedida uma bolsa para a pós-graduação. Essa "carta está na manga", e provavelmente eu venha a usufruir dessa bênção em 2010;
- Em 21 de abril, após ser aprovado em concurso interno, fui promovido à graduação de Cabo PM;
- Em 18 de julho fui consagrado ao presbitério;
- Durante o ano o SENHOR supriu todas as minhas necessidades, assim como as de minha família.
Outro motivo de alegria em 2009 foi minha estreia na blogosfera, no mês de janeiro. Não tenho dúvida de que este singelo blog é um instrumento que me foi dado por Deus para, ainda que com pouco alcance, disseminar sua Santa Palavra e combater/denunciar os desvios doutrinários que grassam nas igrejas do Brasil.
Nesses 11 meses, foram cerca de  7.630 visitantes e 14.145 páginas vistas. Tais números podem ser considerados como expressivos, se levarmos em conta que se trata do blog de um "quase" anônimo.
Tive postagens publicadas por 3 dos melhores sites/blogs do Brasil: Genizah, Púlpito Cristão e Bereianos. Nessa empreitada, tenho conhecido vários irmãos em Cristo e, Graças a Deus, contado com o apoio dos mesmos. 
Enfim, só tenho a agradecer a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e ainda vai fazer por mim. Muito obrigado, SENHOR. Agradeço também à minha amada família e a cada um dos amados visitantes que tem me honrado com sua visita nesse humilde espaço. Deixo aqui meus sinceros agradecimentos e meus votos de que as ricas e preciosas bênçãos do Pai Celestial sejam copiosamente derramadas sobre a vida de todos no ano vindouro. E em todos os dias de nossas vidas.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 19 de dezembro de 2009

Teologia da Prosperidade: Evangelho de Cristo ou american dream?

Não é novidade para nenhum cristão que a famigerada Teologia da Prosperidade está longe de ter alguma relação com o Evangelho da Cruz. Suas práticas tem o foco nos bens materiais e no homem, e não na obra salvífica consumada por Cristo no Calvário. No ter, e não no ser. Quantificação sim, santificação, não. Muitas adesões e poucas genuínas conversões. 
Suas reuniões são centradas no “receber” de Deus, e não no “entregar” a Deus (entregar com o sentido de adorar). Por outro lado, incitam o povo a fazer barganhas com o Todo-Poderoso: “entregue (financeiramente falando) para receber”. 
O pragmatismo é a palavra de ordem, onde diante do exercício de doutrinas antibíblicas e extrabíblicas não se lança a pergunta: “Isso é certo?”. Pelo contrário, o questionamento lançado é: “Isso dá certo?”. Ou seja, se produz resultados no que diz respeito a trazer o povo, pouco importa se está de acordo com as Escrituras.
Aliás, como dito no início do texto a Teologia da Prosperidade está distante, bem distante do Evangelho. Teve início na América do Norte no século passado, e não na Jerusalém de 2000 e poucos anos atrás. Observemos suas raízes, quem foram seus primeiros propagadores: Kenneth Hagin, Kenneth Coppeland, Robert Tilton, Charles Capps, Morris Cerullo, dentre outros. Homens cujo ministério se expandiu no período e local supracitados, todos influenciados por Essek Willian Kenyon, que por sua vez teve seus ensinos inspirados nos conceitos elaborados pelo curandeiro e hipnotizador Finéias Parkhurst Quimby (século XIX), precursor das heresias conhecidas hoje como Ciência Cristã. Podemos afirmar, sem dúvida, que a Ciência Cristã (que nada tem de ciência, tampouco de cristã) foi o embrião da Confissão Positiva e, por conseguinte, da Teologia da Prosperidade.
Justamente pelas circunstâncias e local de origem, os pregadores da prosperidade não ensinam uma vida pautada nos ensinamentos de Jesus, mas sim no american dream. Prosperidade material acima de tudo. Apego aos bens materiais e egoísmo, ao invés de abnegação e altruísmo.
Uma tradição cujo intento precípuo é a mobilidade socioeconômica vertical. O incentivo vergonhoso a um materialismo desmedido. Pensemos: não é essa herança cultural norte-americana que temos visto sendo apregoada nas “igrejas” como se fosse verdade revelada nas Escrituras, em sermões onde a eisegese corre solta?
Os pregoeiros desse evangelho às avessas têm seus bordões não divinamente inspirados, mas sim adaptados da cultura estadunidense. Ou seja, acabam por disseminar uma “fé” norte-americana, e não cristã. Empírica, mas não bíblica. Centrada no “eu”, e não em Deus. Glamorosa e egocêntrica, refletindo perfeitamente o american dream.
O perigo de se viver em função daquilo que é temporal, em detrimento do Eterno, a inversão de valores, foi duramente combatida pelo Mestre. Suas palavras dirigidas ao rico insensato (Lc 12.13-21), o qual julgava ter segurança em virtude de sua fortuna, sempre nos servirá de alerta: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?” (v. 20).
Fiquemos unicamente com a verdade revelada nas Sagradas Escrituras. E que a ordem contida em Mateus 6.33 seja sempre nossa bússola (“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”). Que o Reino de Deus esteja no topo de nossa lista de prioridades.
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Santo Antão e a empáfia espiritual

Conta-se que Antão do Egito (ou Antão do Deserto, ou Santo Antão, para os católicos) era filho de pais piedosos e ricos, tendo revelado desde a infância desejo de atingir a perfeição religiosa.
Com 20 anos de idade, perdeu os pais. Em certa ocasião, inspirado pelas palavras de Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me” (Mt 19.21), passou a viver como um asceta: retirou-se para o deserto e iniciou uma vida de oração e trabalho.
Recluso no deserto, o inimigo passou então a afligi-lo com incômodos espirituais e corporais diversos, os quais foram combatidos com oração e penitência.
Depois de incontáveis investidas sem sucesso, o inimigo retirou-se. Foi aí então que Antão, afirmou aliviado:
- Enfim, consegui resistir a todas as tentações!!! Doravante, posso me considerar um santo!
No entanto, não sabia ele que o adversário estava ainda próximo, a ponto de conseguir ouvi-lo. E ouvindo-o, sorriu e disse:
- Aháááááá! Enfim te peguei!!!

Moral da história: quando você, cheio de empáfia espiritual e autosuficiência começa a se achar muito santo, o inimigo está é rindo da sua cara.
Não se esqueça, amado:
- a santificação é um processo que se inicia no momento da justificação;
- na conversão, somos libertos da condenação do pecado; na santificação diária somos libertos do jugo e das consequências do pecado; e na glorificação, seremos enfim libertos da presença do pecado.
Nunca é demais lembrar:
“Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair”. (I Co 10.12) “Quando o Diabo acabou de tentar Jesus de todas as maneiras, foi embora por algum tempo”. (Lucas 4.13)
“Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo? Bom é que retenhas isso e também disso não retires a tua mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso”. (Eclesiastes 7.16-18)
Que o Senhor nos abençoe e nos livre de todo o mal...
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Postagem já publicada também no Genizah.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Papai Noel: contrafação de Jesus Cristo


É chegado o mês de dezembro. Férias, festas de fim de ano, Natal, Papai Noel...
Ops! Claro que a citação ao “bom (?) velhinho” aqui foi proposital. Isso porque, até mesmo nós, cristãos, por vezes incorremos no erro de lembrar-nos dessa rechonchuda figura à simples menção da palavra “Natal”. O que é um erro crasso, uma vez que na referida ocasião, comemora-se o nascimento de nosso Salvador Jesus Cristo, o Verbo Encarnado. Logo, deveríamos nos lembrar do aniversariante primeiramente. Mas não é isso o que acontece. 
No entanto, o intento da presente postagem não é discutir a verdadeira data do nascimento do Mestre (é certo que não foi em dezembro), mas sim mostrar que existe alguém interessado em que o foco da comemoração deixe de ser Jesus (e nós bem sabemos quem é esse interessado). Abaixo, relacionarei algumas características de Nosso Senhor e Salvador consignadas nas Sagradas Escrituras. Conclua você mesmo se o Papai Noel é ou não é uma cópia barata, uma contrafação, um "impostor":
1. O Senhor Jesus tem os cabelos brancos como a lã (Apocalipse 1.14), tem barba (Isaías 50.6) e veste um manto vermelho (Apocalipse 19:13). De igual maneira, o “bom (?) velhinho”;
2. Ninguém sabe o momento de sua vinda (Lucas 12.40; Marcos 13.33). De igual maneira,  acontece com o “bom (?) velhinho”;
3. Jesus trabalhou como carpinteiro (Marcos 6.3). O “bom (?) velhinho” também, uma vez que (diz a lenda) passa o ano todo confeccionando os brinquedos a serem entregues;
4. Assenta-se sobre um trono (Apocalipse 5.1). De igual maneira, o “bom (?) velhinho”;
5. Em um de seus mandamentos, ordena que filhos honrem os pais. Noel também pede isso: a condição para que as crianças recebam presentes é a obediência aos pais.
6. “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais” (Lucas 18.16);
7. Vem como o ladrão à noite (Mateus 24.43,44). Noel também.
8. Julgará a todos (Mateus 25.31-46; Romanos 14.10). Noel julga as obras das crianças, isto é, se são merecedoras dos brinquedos;
9. As Escrituras nos orientam a que nos acheguemos ao Seu Trono para expor a Ele nossas necessidades (Hebreus 4:16). O “bom (?) velhinho” pede que as crianças se assentem em seu colo, no trono, e façam seu pedido;
10. Por fim sabemos que o SENHOR é Onipotente (Apocalipse 19.6), Onipresente (Efésios 4.6, Salmo 139) e Onisciente (Hebreus 4.13). Segundo a fábula, Papai Noel também possui esses três atributos. Senão, vejamos:
- milhões de brinquedos são entregues numa só noite (onipotência);
- sabe se cada criança do mundo foi boa ou má (onisciência);
- vê quando cada criança está dormindo para entregar o presente (onipresença).
Com isso, a cada ano que passa a humanidade está mais próxima da fábula do que da Verdade. E as crianças são levadas a serem boas e obedientes durante o ano pela motivação errada: receberem presente do Papai Noel, e não porque essa é a vontade de Deus. São levadas a desenvolver apego aos bens materiais (presentes), e não a amar ao SENHOR acima de tudo.
Não vejo problema em comemorar o Natal. Tampouco encontramos base bíblica para a proibição. O que não podemos é continuar fomentando a crença de nossas crianças em uma fábula arquitetada com o escopo de tirar nosso Salvador do centro das atenções. 
Mostremos a elas que a razão do Natal é Jesus Cristo. E que só Ele nos dá os maiores presentes que alguém pode receber: o perdão dos pecados, a justificação, a salvação, a vida eterna.
Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian