O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
(Afinal, somos seres inconclusos...). O blog vem sendo construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dez anos de casamento...

Hoje é meu aniversário de casamento. Bodas de estanho ou zinco. Dez anos de matrimônio. "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne" (Gênesis 2.24). Dez anos. Uma década, num século em que cada vez mais a sociedade considera os relacionamentos descartáveis. Dez anos com a mesma pessoa, que já não é mais a mesma pessoa de dez anos atrás: está mais madura, mais companheira, mais compreensiva, mais tolerante, mais amiga. Perfeita, não. Nem em sonho. Mas cada vez melhor. A mesma de dez anos atrás, mas totalmente diferente. Igual a mim: o mesmo, mas outro.
Dez anos de bons momentos, intercalados com outros nem tanto. Mas o saldo é positivo, graças a Deus. Dez anos fazendo valer a Palavra, que nos dá conta de que um mais um é igual a um:
Ainda bem que não casei acreditando que ela fosse a pessoa ideal. Se tivesse cometido esse erro, teria me frustrado. Ao invés disso, busco ser o ideal para ela. Claro que nem sempre consigo. Talvez, quase nunca... Mas, aos poucos, vamos aparando as arestas um do outro e aprofundando nossa comunhão que, de tão profunda, tipifica a união de Cristo com a Igreja ("Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". Efésios 5.25-27).
Deus nos abençoe.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O pecado, a dor na consciência e nossa nudez

No livro do Gênesis capítulo 3.14-24, encontramos as sentenças proferidas por Deus à criação devido à Queda do homem, e percebemos que, desde o princípio, a dor e o desconforto são prenúncios da morte.
Dentre as “dores” infligidas à humanidade em decorrência do pecado de nossos "pais", podemos elencar: a dor do sofrimento e o cansaço decorrente do trabalho pesado, a dor do parto, a dor das enfermidades, endemias, epidemias e pandemias que se alastram ceifando vidas, as catástrofes naturais ou ocasionadas pelo homem, dentre outras tantas.
Todavia, atentemos para o fato de que, de todas, a dor primeva foi a dor na consciência. Se não, vejamos:
Após a Queda, ouvindo a voz de Deus a o chamar, imediatamente Adão reconheceu sua falha. Tanto é que, questionado pelo Criador sobre seu paradeiro, respondeu:
“Ouvi tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi”.
Da mesma maneira eu e você nos sentimos quando pecamos. Nus. Ao ouvir o Pai Eterno a falar conosco, a nos repreender ternamente, sentimo-nos descobertos.
Sem roupa, sem chão e sem céu.
Quando assim nos sentimos, com a dor na consciência ocasionada pelo cometimento de uma falta, resta-nos reconhecer nossa fraqueza e confessá-la a Deus.
Cobrir nossa nudez com a misericórdia do Pai. Afinal, a Bíblia nos assegura que “o que encobre suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28.13).
Por intermédio da Primeira Epístola do Apóstolo João somos orientados quanto ao fato de que devemos com diligência evitar o pecado. Todavia, se pecarmos, temos um Advogado junto ao Pai: Jesus Cristo, o Justo. (I João 2.1)
E se Deus o tem corrigido e, até mesmo o açoitado, agradeça-o. Isso é sinal que você é filho dEle, pois o Pai corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. (Hebreus 12.5-8)
Que Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

domingo, 3 de julho de 2011

Era uma vez... Dez virgens.

No capítulo 25 do Evangelho segundo escreveu São Mateus, versículos 1-13, temos o registro da "Parábola das dez virgens", na qual o Senhor alerta Seu povo quanto à necessidade de constante vigilância, uma vez que Sua Vinda se dará de maneira inesperada. Ninguém sabe o dia, nem a hora (Mateus 24.36). Relaciono aqui algumas das lições imanentes à parábola em apreço.
1) Cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas (versículo 2). Ou cinco eram sábias, e cinco, insensatas. Ou loucas, depende da tradução. O texto deixa patente que nem todos estarão preparados por ocasião do Arrebatamento. Nos mostra também que Cristo não virá buscar uma Igreja que está se preparando para se encontrar com Ele, mas sim uma Igreja que está preparada.
2) Ante a aparente demora do noivo, as virgens dormiram (versículo 5). Quantos em nossos dias se encontram mergulhados nas turvas águas do sono espiritual! Acreditando que o Noivo tardará, ou mesmo que não virá, se entregaram à dissolução e já não se preocupam mais com a consagração diuturna. Lembremos da recomendação contida na Carta aos Hebreus (12.14): "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor."
3) À meia-noite se ouviu o clamor, ou o grito: aí vem o esposo! (versículo 6). Claro está que se trata de uma alusão à Vinda de Cristo. Conforme registrado na Primeira Carta de Paulo aos Tessalonissences (4.16-17), "o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." Maranata!
4) Todas se levantaram, mas apenas as prudentes tinham azeite em suas lamparinas (versículos 7 e 8). Nas páginas do Livro Sagrado, o azeite (ou óleo) é um dos tipos (ou símbolos) do Espírito Santo. Somos templo Dele (I aos Coríntios, 3.6). Por isso, somos orientados: "Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre tua cabeça" (Eclesiastes 9.8).
5) As loucas queriam um pouco do azeite das prudentes (versículo 8). Observamos aqui uma simbologia alusiva aos "cristãos carona". Acreditam que, pelo simples fato de estarem em companhia de alguém cuja vida está no altar, serão salvos por tabela. Ou que simplesmente frequentar um templo assegura a salvação. O Reino de Deus é conquistado à força (Mateus 11.12), e não por osmose. Estreita é a porta que conduz à Vida Eterna (Lucas 13.24). Nunca é demais lembrar: a salvação é individual. Ponto.
6) O que é espiritual não pode ser comprado. A parábola afirma que as loucas saíram para comprar azeite; enquanto isso, noivo chegou e as prudentes entraram com ele para as bodas. E a porta foi fechada (versículos 10 e 11).
Em primeiro lugar, aprendemos que o que é espiritual em sua essência não pode ser comprado (e.g., Isaías 55.1; Apocalipse 22.17). A Água da Vida é gratuita. Lembremos ainda o significado da palavra "graça": favor imerecido. Alguém já disse que "a graça significa que não há nada que se possa fazer para que Deus venha a nos amar mais, e que não há nada que se possa fazer para que Deus venha a nos amar menos".
Em segundo lugar, ressalte-se que, quando o Noivo vier, somente aquele que tiver azeite em sua lamparina (i.e., o Espírito Santo em sua vida) entrará com Ele para as bodas.
E, em terceiro lugar, fechada a porta, definitivamente estará fechada. Não haverá possibilidades de alguém arrombá-la, ou de entrar nas bodas pela janela.
7) Diante do quadro percebido, as loucas se desesperaram e começaram a bater na porta. Ouviram do noivo: "não vos conheço" (versículos 11 e 12). A Palavra afirma que nem todo aquele que diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino dos céus, mas somente aquele que faz a vontade de Deus, que está nos céus (Mateus 7.21). Afirma ainda que, enquanto alguns ouvirão de Jesus a frase "Vinde, benditos de meu Pai", outros ouvirão "apartai-vos de mim, que não vos conheço". Na realidade, nos parece que somente ouvirão esse "apartai-vos" aqueles que sempre estiveram apartados.
8) Vigiar sempre será a melhor alternativa (versículo 13). "Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir."
Amém?
Deus abençoe sua vida.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian